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agosto 22, 2004
Para atravessar contigo o deserto do mundo

Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei
Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso
Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo
Por isso com teus gestos me vestiste
E aprendi a viver em pleno vento
Sophia de Mello Breyner Andresen
Publicado por lique às agosto 22, 2004 12:01 AM
Comentários
Ficou linda a nova casa. O layout tá perfeito.
Caminhei contigo nesta estrada da vida. Belo caminhar, este.
Beijo e um domingo lindo pra vc.
Publicado por: Loba em agosto 21, 2004 11:06 PM
viver em pleno vento é uma miragem sedutora! quem ao menos por uma vez não se deixa tentar? abrir as asas e alcançar o infinito! reconfortante este belo poema de Sofia!...
beijos
Publicado por: DonBadalo em agosto 21, 2004 11:17 PM
OK, vou deixar cair a cascara, naquele blog "polittikus" não tenho linha politica, é acima de tudo o profissional a "falar" o analfabeto que depois de anos na faculdade é doutorado em ciência política. A visão é neutra doa a quem doer, mesmo aos meus... PS- Repare na cor do bolg, essa é a minha côr.
Publicado por: polittikus em agosto 21, 2004 11:35 PM
A casa é nova mas a qualidade do recheio continua a mesma. Além de que os serviços do condomínio também não têm comparação. O Sapo, há bocado, era mentira para comentários. Ao que interessa. Cá continuas caminhando ao vento. bjks
Publicado por: ognid em agosto 21, 2004 11:54 PM
vim nadando mares e atraquei aqui. vc é encantadora! prazer. bjo. cal
Publicado por: cal em agosto 22, 2004 12:13 AM
Lindissimas as palavras ou não fossem da Sofia. Acho que já tinha dito que a nova casa está o máximo.
Beijo Still
Publicado por: stillforty em agosto 22, 2004 01:19 AM
Grandes movidades, minha querida lique! Muitos parabéns pela nova casa. Sentei-me num canapé e fiquei a deliciar-me com o intenso odor de chá e a ver a paisagem dos teus olhos a passar...Ao longe a voz da Sophia fala-nos lembrando mar...
Deixo-te um beijinho de saudades. Volto em breve.
Publicado por: Libelua em agosto 22, 2004 11:55 AM
E tens a ousadia de me brindares (os outros amigos habituais comentadores do blog da Lique que me desculpem por esta sem cerimónia...!!!) com um poema da Sophia, que adoro, um quadro quente que me lembra os quadros tão bonitos da Milú... que mais posso esperar deste domingo?
"Pudesse eu...
Pudesse eu não ter laços nem limites
Ó vida de mil faces transbordantes
Para poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes!
Sophia de Mello Breyner"
Um abraço e bom domingo
Publicado por: josé gomes em agosto 22, 2004 12:34 PM
Olá lique! Está bonita a tua nova casa.O bom gosto continua com as magníficas escolhas literárias que fazes e não só...gosto de te ler a ti, também! Beijos e bom domingo.
Publicado por: MWoman em agosto 22, 2004 01:24 PM
Adorei este poema é representativo da vida real...
Publicado por: polittikus em agosto 22, 2004 03:27 PM
Tão bom, não é?
Lê-se, fica-se; relê-se e lê-se sempre tudo novo, de novo.
Acho apenas q ela n deixou o paraíso: encontrou-o.
Kiss dominical ;)
Publicado por: MJM em agosto 22, 2004 04:23 PM
Coragem de quem enfrenta a vida, de quem não tem, afinal, alternativa possível senão executar o caminho que se estende à sua frente. Por ter nascido, por ser, por não se furtar aos afectos. E pela determinação de escolher.
Obrigada lique, obrigada Sophia! Beijinho.
Publicado por: moriana em agosto 22, 2004 04:56 PM
A TODOS: como é hábito ao fim de semana, agradecimento geral a todos os que vieram desfrutar da poesia de Sophia. Este poema é dos que mais gosto e fico feliz que o tenham saboreado comigo. Quero esclarecer que vou manter o outro blog mas,em princípio, só farei actualizações quando necessário para o Sapo não me fechar a casa. O meu endereço a partir de agora é este. Xii... vi agora , ganhámos uma medalha de prata nos 100 m masculinos. Enfim... valham-nos os que se naturalizam portugueses! Beijinhos e abraços.
Publicado por: lique em agosto 22, 2004 09:22 PM
é uma tentação ir como vento, vou em voou, vezes sem conta, mas nunca aterro no sitio, no espaço que decidi ser, quando era vento...
Publicado por: almaro em agosto 22, 2004 10:26 PM
Linda a casa nova. E lindíssimo esse poema de Sophia, que eu, daqui de longe, nunca lera. Obrigada por ele, Lique.
E um beijo.
Publicado por: Márcia em agosto 24, 2004 01:08 AM
A grande Sofia que já nos deixou e que nos deixou uma obra fantástica... obrigado por mais este pedaço de POESIA !
Publicado por: garanho em agosto 25, 2004 02:33 PM