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setembro 25, 2004
Navegando (I)

Navego num mar de azul
Sigo o caminho do vento
Não tenho amarras perto
Nem baias no pensamento
Em frente só há o limite
Que o tempo me quiser dar
Deixei os porquês à espera
De quem quiser perguntar
É no quebrar do meu vidro
No pleno grito lançado
Que a alma leve se eleva
E a vida larga o passado
Publicado por lique às setembro 25, 2004 12:34 AM
Comentários
Lique navega em azul sem limites de tempo, voa, sonha, liberta-te do vento ao seguires na direcção dele:) Um dos teus melhores poemas e tão intimista, que me saiu este disparate:) Linda imagem que mostra que "navegar é preciso, viver não é preciso"...Paradoxo? pois é:-) muitos beijos:))*** Bom fim de semana.
Publicado por: wind em setembro 25, 2004 12:43 AM
Lique sabes o que me saiu assim, se tivesse falando era o que saía por esta boca fora? Porra!cum caraças que coisa linda!Pronto, já disse!Um beijinho e bom fim de semana!
Publicado por: seila em setembro 25, 2004 02:18 AM
E é assim, navegando sem as amarras dos porquês, que se conseguem atingir as baias dos sonhos. Beijinhos
Publicado por: sefaxavor em setembro 25, 2004 08:32 AM
O poema é lindo e pleno de sentidos e de verdades. Tomara que a gente se conseguisse libertar assim...
Abeaçp, WB
Publicado por: whiteball em setembro 25, 2004 09:07 AM
Mas o Tempo, o Tempo é o limite....e esse é inexorável...não perdoa! Bjs
Publicado por: blueshell em setembro 25, 2004 09:08 AM
Minha amiga sabes o que penso em ralação ao Tempo e ao Horizonte.
Não existem. São apenas linhas difusas que o ser humano criou ma imaginação. Somos intemporais e imortais. Vamos mudando de estádio. Subindo nos degraus da pirãmide e alcançaremos a Luz. A pergunta é: o que estará para além desta, se o próprrio Deus está num processo de aperfeiçoamento?
O poema é belo, mas tb sei da tua sensibilidade. Bem no fundo não estamos assim tão longe na forma de encarar o mundo. Achas por acaso que escolheste a Alquimia como profissão? - Não há acasos.-
Além de Alquimíca, usas a poesia como forma privilegiada de expressão. Outro indicador de que buscas algo mais do que o visivel.
Tem um excelente dia e permite que te deixe um respeitoso beijo de amizade.
Publicado por: LetrasAoAcaso em setembro 25, 2004 10:16 AM
Lique!!
Adorei sentir a leveza que passaste em tuas palavras.. Sei que não é regra, mas acho que retratamos em nossos ensaios poéticos o nosso estado de espírito. Que estejas mesmo assim!! Livre, solta, sem limites no pensamento.
Deixando os porquês e o passado...
Que se ampliem os teus horizontes!!
Um beijo querida..
Publicado por: Lú em setembro 25, 2004 01:30 PM
Olá Lique. Obrigado pelos teus comentarios...Ainda não publiquei o tal texto mas não me esqueci...Tenho andado numa fase muito má e não tenho tido muita disposição...Agora estou de volta e prometo continuar a vir como antes...
Publicado por: Tiegas em setembro 25, 2004 02:27 PM
'Que a alma leve se eleva
E a vida larga o passado'
É isso! Obrigada por me relembrar. Beijo!
Publicado por: Márcia em setembro 25, 2004 02:45 PM
Às vezes é preciso partir para reencontrar. Como a viagem à tal "ilha", demanda eterna da nossa interioridade. Navegas no azul mas sob as cores belissimas de um sol de fogo que se põe ou de uma madrugada rosa que se levanta. Beijinho Lique.
Publicado por: moriana em setembro 25, 2004 04:29 PM
Quanta coisa bonita. Senti-me feliz por ter entrado hoje aqui. Não quero mais nada. Exagero? Talvez, mas sentimento de agora.
Publicado por: Graças em setembro 25, 2004 04:58 PM
Que coisa linda! Um paisagem fresca, repousante, sonhadora... até me fazes sentir o cheiro das águas do mar!
O poema é demais delicioso... cheio de vida, de objectividade, de caminhar em frente, de pensar e fazer FUTURO! Parabéns, Alice e obrigado por teres partilhado este teu estado de alma.
Que tenhas um fim de semana bom. Um abraço,
Publicado por: jose gomes em setembro 25, 2004 05:54 PM
Só o pensamento navega livremente
Publicado por: Nova Vida em setembro 25, 2004 06:23 PM
Sem dúvida imprescindível quebrar o vidro! É essa sensação de coragem que projecta futuros, com vontade e alento para se deixar elevar. E esse estado nasce por dentro, ainda que por vezes sejam os estímulos exteriores que os provocam.
Eu, quando me sinto a extravasar, assim me digo:
A viagem
Olhar para dentro e ver o mar;
Soltar a jangada e não ancorar.
Que, a viagem?...
Faz-se sem tempo!
O sem limite é ter o mar por dentro
E navegar...
Aquele kiss!
Publicado por: MJM em setembro 25, 2004 07:14 PM
Há sempre um navio partindo de nós para o passado e voltando de lá como "uma alma que leve se eleva" para continuar assim, partindo e voltando...até ao limite do horizonte. Que a viagem seja sempre azul enquanto dure... Gostei desta interioridade feita poema. Um beijinho e bom fim de semana, Lique.
Publicado por: deSaraComAmor em setembro 25, 2004 07:50 PM
A alquimia das palavras dá a quem a usa poderes mágicos para partir rumo não sei onde e deixar presentes e passados esvair-se no fumo de cadinhos e balões de ensaio eferverescentes de futuros. Lindo, Lique! **
Publicado por: M.P. em setembro 25, 2004 08:44 PM
Querida Lique, voa-te liberta de amarras e passados, sem tempo... Deixa-te levar pelo vento e pela vontade. Sente-te e voa... Beijinhos, tem uma noite feliz!
Publicado por: Maria Branco em setembro 25, 2004 11:47 PM
soltar amarras ao vento
e num grito o vidro quebrar
é desfrutar cada momento
e fazer da terra o mar...
DonBadalo (faduncho rsss)
boa noite! beijos
Publicado por: DonBadalo em setembro 25, 2004 11:58 PM
Lique, que abordagem magnífica de um momento de libertação e crescimento! E como esses instantes são preciosos...beijinhos e bom fim de semana :-)
Publicado por: Dora em setembro 26, 2004 12:52 AM
Bonita conjugação de imagem com poema. Poema bonito. Muito contido, não?
Um beijo
Publicado por: Ardelua em setembro 26, 2004 12:54 AM
navegar sem porques, recomeçar do inicio, andar sempre em frente. um beijinhos
Publicado por: sonia em setembro 26, 2004 02:31 AM
Por vezes assustas-me, escreves de uma forma que parece que lês o meu pensamento. Creio q será da experiência de vida q ainda não tenho. Mas assusta...
Publicado por: polittikus em setembro 26, 2004 03:54 AM
Há duas palavras que me colocam numa espécie de êxtase filosófica. Funcionam com uma porta que se abre para a descoberta: Navegar e Horizonte. Sinto-me cobaia de Pavlov em reflexo condicionado e arranco enlouquecido por caminhos vagabundos. Esqueço tudo e parto. Levo palavras e cores, trago palavras e cores.
Um dia em menino, sentei-me entre o mar e a terra-areia-seca, da praia. Deitei-me no chão, fechei os olhos a ouvir o mar, as ondas. A cada dançar da onda imaginava o sentir da água a abraçar-me. Punha-me à escuta do sentir…
Foi assim que o mar me ensinou a navegar…
Lique, prometo que da próxima vez comento. É promessa de marinheiro solitário…
Publicado por: almaro em setembro 26, 2004 07:01 PM
>>Wind: é o que quero fazer, amiga! Obrigada pelas tuas palavras ;) Beijinhos
Publicado por: lique em setembro 26, 2004 07:43 PM
>>Seilá: porra cum caraças, mulher, o que eu gosto dos teus comentários e sobretudo de te ver aqui (sem aspas no ver...). Beijinhos
Publicado por: lique em setembro 26, 2004 07:44 PM
>>sefaxavor: é assim que se tentam atingir essas baías...:) Beijinhos
Publicado por: lique em setembro 26, 2004 07:45 PM
>>Whiteball: e porque não, amiga? A nossa vida somos nós que a fazemos, não é? Beijinhos
Publicado por: lique em setembro 26, 2004 07:46 PM
Há tanto, mas tanto mar / nesse horizonte espelhado / que nem sei onde o guardar / p'ra ficar sempre a meu lado...
Publicado por: OrCa em setembro 26, 2004 07:48 PM
>>blueshell: o tempo é o que nós fizermos dele. Acho que isto é o slogan do anúncio da Swatch (passe a publicidade) mas é uma verdade incontornável. beijinhos
Publicado por: lique em setembro 26, 2004 07:48 PM
>>LetrasAoAcaso: Zé, não sei em que medida esse teu juízo a meu respeito coincide com a realidade. Não sei mesmo. Sempre me considerei uma pessoa muito pragmática, com os pés muito assentes na terra. E este poema não desmente isso, porque o que me leva e este navegar é exactamente uma noção de finitude que me faz "deixar os porquês à espera de quem quiser perguntar" e seguir. Tudo o que dizes, talvez algum dia eu descubra. Beijos
Publicado por: lique em setembro 26, 2004 08:02 PM
>>Lú: neste momento, amiga, é assim que me sinto. O que é bom, acho eu. Bem gostaria de guardar esta leveza. Mas não se sabe nem o dia de hoje quanto mais o de amanhã. Um beijo para ti, minha amiga!
Publicado por: lique em setembro 26, 2004 08:06 PM
>>Tiegas: amigo, aqui não há cobranças a ninguém. Vens cá quando podes. Só desejo que te sintas melhor. Já te disse isso lá no teu sítio. Não desesperes. Não te preocupes com o texto, publicas quando achares que é oportuno. Beijos
Publicado por: lique em setembro 26, 2004 08:09 PM
>>Márcia: amiga, não acredito que seja preciso lembrar-te. Uma poetisa da tua qualidade sabe isso melhor que eu. Beijos.
Publicado por: lique em setembro 26, 2004 08:10 PM
Que bonito que é ver-te assim a navegar no azul. E num barquinho tão lindo :) bjks
Publicado por: ognid em setembro 26, 2004 08:25 PM
>>moriana: talvez que o meu navegar seja mesmo para me encontrar. Neste momento eu vejo-o mais como um quebrar de amarras. Beijinhos
Publicado por: lique em setembro 26, 2004 08:35 PM
>>Graças: e eu estou feliz por ter provocado esse momento. Pois não é de momentos que vamos fazendo a vida? Beijos, amiga.
Publicado por: lique em setembro 26, 2004 08:36 PM
>>José Gomes: também estou feliz por sentir mais alegria nas tuas palavras. Temos que aproveitar os momentos, meu amigo. Beijos
Publicado por: lique em setembro 26, 2004 08:37 PM
>>Nova Vida: então que o pensamento disfute dessa liberdade mesmo! Obrigada pela visita e comentário. Um abraço.
Publicado por: lique em setembro 26, 2004 08:39 PM
>>MJM: A coragem de quebrar o vidro vem de dentro, sempre. Obrigada por teres transcrito aqui o teu poema, do qual eu gosto particularmente da constatação de que "O sem limite é ter o mar por dentro". Que privilégio o meu ter comentadores assim! Beijo grande, baby!
Publicado por: lique em setembro 26, 2004 08:47 PM
>>Sara(com muito amor): é verdade, a viagem repete-se quase em círculos até ao horizonte. Temos que aproveitar o azul de cada uma. Ainda bem que gostaste. Beijinhos, amiga.
Publicado por: lique em setembro 26, 2004 08:51 PM
>>M.P.: e eu quero usar os meus poderes mágicos, se é que alguns tenho, para fazer essa viagem. Beijinhos
Publicado por: lique em setembro 26, 2004 08:53 PM
>>Maria: Obrigada, amiga. Sabes que desejo o mesmo para ti. Mas com um porto de abrigo no fim da viagem. Beijinhos
Publicado por: lique em setembro 26, 2004 08:56 PM
>>DonBadalo: gostei do teu fado, poeta. Concordo com o "desfrutar cada momento". Não é a melhor forma de navegar? Beijos
Publicado por: lique em setembro 26, 2004 08:59 PM
>>Dora: preciosos, sim, amiga. Necessários, também! Beijinhos
Publicado por: lique em setembro 26, 2004 09:00 PM
>>Ardelua: quando li o teu comentário, fiquei a pensar:" Contido. Será?" E até escrevi sobre isso. Provavelmente publico um destes dias. Vamos ver. Eu normalmente não ponho mais palavras ou sentimentos que os necessários para caracterizar o momento. Mas é um jeito meu e tens razão porque, sobre este momento, eu podia ter sido mais expansiva. Mas não seria eu.... Fizeste-me pensar, amiga. Beijinhos
Publicado por: lique em setembro 26, 2004 09:05 PM
>>sonia: não é o que temos sempre que fazer, em certas alturas da nossa vida? Beijinhos
Publicado por: lique em setembro 26, 2004 09:07 PM
>>polittikus: meu querido amigo, os estados de alma das pessoas passam sempre por momentos semelhantes. Independentemente da idade e da experiência. Não te assustes que eu ainda não fui buscar a bola de cristal nem a varinha... :)) beijos
Publicado por: lique em setembro 26, 2004 09:09 PM
>>almaro: por favor, para a próxima não comentes, não? Escreve o que te apetecer sempre. Acho que um dia ainda faço um post com os melhores comentários e tu tens lá lugar cativo... :) Adorei a tua descrição de como o mar te ensinou a navegar. Conta mais... Beijos
Publicado por: lique em setembro 26, 2004 09:12 PM
>>OrCa: oh meu Deus, hoje os poetas apareceram todos! :)) E as belas palavras cá ficam comigo e enriquecem de forma extraordinária o que aqui publico. Obrigada, amigo. Beijos
Publicado por: lique em setembro 26, 2004 09:29 PM
>>ognid: ai e tu que não embirrasses com o meu barco! Então não é tão lindo, com as velas todas abertas ao vento? :) Beijinhos
Publicado por: lique em setembro 26, 2004 09:32 PM
Que belo momento e que magnífico poema, lique!Que não haja qualquer limite para ti...Beijos e votos de uma noite descansada.
Publicado por: MWoman em setembro 26, 2004 10:19 PM
E que tanto o mar quanto o céu disputem esse azul da forma mais veemente possivel!
Bjs
Publicado por: Jose Duarte em setembro 26, 2004 11:11 PM
>>MWOMAN: ainda bem que gostaste. Obrigada. beijinhos
Publicado por: lique em setembro 26, 2004 11:20 PM
>>José Duarte: então que o azul não tenha limites! Bjs
Publicado por: lique em setembro 26, 2004 11:21 PM
"Deixei os porquês à espera"....Gosto de fazer isso :)Lindo como costume.o barquito é que uhmmm
Publicado por: annie hall em setembro 27, 2004 12:03 AM
>>annie: ainda bem que nos porquês nos entendemos. Quanto ao barquinho, já vi que os fotógrafos não gostaram...:)) Beijinhos
Publicado por: lique em setembro 27, 2004 12:10 AM
E deixamo-nos ir ao sabor do vento... ;) Bjs
Publicado por: ridufa em setembro 27, 2004 05:56 PM
>>ridufa: é isso amiga, ao sabor do vento enquanto o mar fôr (de) azul. beijinhos
Publicado por: lique em setembro 27, 2004 10:06 PM