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setembro 15, 2004

Do querer e não querer

bridge.jpg


Quero seguir um caminho
Não quero ver o destino

Quero atravessar um rio
Não quero passar a ponte

Quero caminhar no limite
Não quero olhar a falésia

Quero alcançar aquele porto
Não quero prever tempestades

(Mas tempestades são sempre o que aguarda quem oscila entre o querer e o não querer.)

Quadro daqui

Publicado por lique às setembro 15, 2004 04:12 PM

Comentários

Lique , "caminha no rio para alcançar o porto sem tempestades":) Desculpa usar as tuas palavras, mas é tão intimista o que escreveste que me atrevi a tal. Que somos nós sem o querer? A imagem é "quente", "fogo", "forte". Muitos beijos:))***

Publicado por: wind em setembro 15, 2004 04:33 PM

As tormentas dão lugar a acalmia... Sem tormentas de pensamentos ou de sentimnetos não se percebe o que se chama Paz de Espírito... E dessas tormentas nasce sempre a Luz... Abençoadas.. ;)**

Publicado por: M.P. em setembro 15, 2004 04:35 PM

Olá Alice! Contente da tua volta e um prazer voltar a ler-te. Beijinhos e um óptimo fim de semana. Elisabete :))

Publicado por: Betty em setembro 15, 2004 06:50 PM

Estiveste a desfolhar o malmequer? :) Quero, não quero, amo, não amo. Gostei...gostei :-) Beijos

Publicado por: yardbird em setembro 15, 2004 07:36 PM

Queres chegar à bonanza da vida, ao porto seguro mas por vezes é complicado, muito complicado...

Publicado por: polittikus em setembro 15, 2004 08:02 PM

Bom seria se pudéssemos ter isto e aquilo,né? A tempoestade pod emesmo nos pegar no meio do caminho... mas tempestades tb se enfrenta! rs.. Meu beijo. Feliz por estar novamente aqui.

Publicado por: Loba em setembro 15, 2004 08:33 PM

Mas eu gosto de tempestades, sabes que sim !
É como as zangas, sempre à espera de fazer as pazes :-)
(beijo)

Publicado por: inconformada em setembro 15, 2004 09:15 PM

Olá Alice ,é mais facil por vezes "não querer" do que o oposto,não é verdade?Bjs ana

Publicado por: annie hall em setembro 15, 2004 10:05 PM

Este "quero, não quero" está para lá da incerteza; é a certeza de se saber o que se quer!
Ainda que pareça despropositado, não é: também quero!
Kisses, porque quero, e não quero não querer

Publicado por: MJM em setembro 15, 2004 10:10 PM

Lique lindo poema..
Acho sempre difícil comentar os sentimentos de alguém, e vejo os poemas exatamente assim..
Sentimentos que fluem,
prontos para derrubar convicções..
um beijo!!

Publicado por: em setembro 15, 2004 10:30 PM

O ficar no "baloiço", como diria o Zeca, pode trazer dissabores maiores. Mas as tempestades aparecem sempre, queiramos ou não. bjks

Publicado por: ognid em setembro 15, 2004 10:31 PM

Há tempestades e tempestades (pronto, hoje estou do contra...). Uma bátega de água na cara, encharcado até aos ossos, para castigar o corpo por alguma angústia mal dissipada pode ser uma terapia recomendável para alguns espíritos em certas e determinadas ocasiões em que se encontrem perdidos ou desorientados.

Enfrentar um nevão é experiência inolvidável e tanto mais agradável quanto mais soubermos o caminho para o abrigo mais pr+oximo.

Sobreviver a um mar revolto pode aproximar-nos de uma forma mais plausível do nosso tamenho em relação ao universo...

Enfim, quem semeia ventos e colhe tempestades, deverá apenas acautelar-se com aquelas que pegam de estaca.

Muito riso (para descontrair, que diabo...) e um beijo.

Publicado por: OrCa em setembro 15, 2004 10:39 PM

Serão tempestades que me esperam?? Beijinhos querida Lique, espero que estejas bem...

Publicado por: Maria Branco em setembro 15, 2004 10:54 PM

Alice, já reparaste que o exercício da nossa existência é sempre um balanço numa corda bamba?!!!
Para seguires o teu caminho, atravessares o teu rio até alcançares o porto que escolheste, terás que te revestir com toda a experiência, com todos os conhecimentos que a Vida põe à tua disposição para que possas enfrentar as tempestades que encontrarás no dia a dia da tua existência.

Serás como o Fidel. Não há Ivan, por mais terrível que seja, que não nutra um grande carinho por aquele homem e vá fazer estgragos lá para a outra banda.

Gosto muito das tempestades, de sentir a chuva a fustigar o meu rosto, os relâmpagos a iluminarem o resto dos cabelos ainda plantados na minha cabeça... e a seguir vem a nonança, o nascer do Sol, a Luz, retemperando o solo e a energia da Mãe Terra...
Um abraço, amiga (mostra-me lá se o és/ anda para a ceifa comigo/ na terra sujar os pés...).


(Mas tempestades são sempre o que aguarda quem oscila entre o querer e o não querer.)

Publicado por: jose gomes em setembro 15, 2004 11:09 PM


ousa! apenas uma forma de dominar a vertigem : fixar o horizonte e caminhar em frente! não há pontes, apenas a travessia...

boa noite! beijos

Publicado por: DonBadalo em setembro 15, 2004 11:14 PM

A poesia é incomentável. Por razões várias.
A principal é que foi a linguagem primeva, sabias? De alguma forma é, foi e será sempre linguagem de Iniciados.
O balouçar "à beira do poço/sempre à beira de caír" de que nos fala Mário de Sá Carneiro, está aqui bem expressa neste teu belissimo Poema.

Mas porque convida à reflexão, à introspecção, lança a dúvida, mesmo que a razoável, irei parar um pouco e pensar em tudo o que acabei de ler.

Um beijo, minha amiga.

"Só dois seres inteligentes são capazes de superar mal-entendidos e fazerem de tudo isso um caminho seguro para uma forte amizade"

Publicado por: LetrasAoAcaso em setembro 15, 2004 11:15 PM

E é assim que percorremos este caminho, entre o querer e o não querer...belo poema, lique!Beijos, amiga.

Publicado por: MWoman em setembro 15, 2004 11:26 PM

Mas, lá no horizonte, acaba sempre por surgir um farol... Mas há que olhar o horizonte, isso há...
Ai esta dualidade de que somos feitos, não é???
Muito bonito lique, um beijinho grande para ti...:))

Publicado por: maria em setembro 16, 2004 12:22 AM

Com a tua sagacidade e tenacidade essas «tempestades» serão vencidas.
Bjs

Publicado por: Jose Duarte em setembro 16, 2004 12:23 AM

É o querer com...Receio !
Beijo

Publicado por: Finurias em setembro 16, 2004 01:41 AM

Olá Lique! isto hoje tem sido um dia e tanto! mas vi que comentas não conseguir entrar no blog...não sei...amanhã verei. Obrigada. Abraço

Publicado por: sila em setembro 16, 2004 01:47 AM

O próprio processo de decisão parte sempre de uma pequenina (ou talvez não) tempestade interior... Beijos

Publicado por: sefaxavor em setembro 16, 2004 03:07 AM

Belo poema Lique. Estou muito feliz por você ter voltado. Beijos

Publicado por: Marcia em setembro 16, 2004 04:35 AM

melhor será deixar este coração vagabundo falar?
não sei.
a tempestade é o momento de colocar em movimento as forças necessárias para depois abrir caminhos.
desejo-te um bom dia, bem vivido dentro de ti e...

um beijo.

Publicado por: maat7 em setembro 16, 2004 10:18 AM

Lique, quantas vezes nós, criaturas ambivalentes, desejamos "a coisa" e "o seu oposto"? Existe um dinamismo forte mas a inércia é o princípio im portante e muitas vezes o medo reforça-a...Porém, a certeza de termos no horizonte tempestades/ transformações, pode ser determinante para escolhermos o caminho que pode parecer mais radical...gostei muito. Bom dia :-)

Publicado por: Dora em setembro 16, 2004 10:37 AM

Que consegues realizar melhor? O que queres ou o que não queres? Beijo, Alice

Publicado por: fernanda em setembro 16, 2004 10:45 AM

Creio que foi Vinicius que disse "quando o mar está mais calmo é quando apresenta maior perigo"...nada pior que a estagnação...Beijinho Lique.

Publicado por: moriana em setembro 16, 2004 10:56 AM

Estou quase no regresso. De Vilnius (Lituania) beijos e int]e!

Publicado por: porquinho da india em setembro 16, 2004 11:18 AM

Por vezes o não ter expectativas é mesmo o melhor... ;) Bjs

Publicado por: ridufa em setembro 16, 2004 11:34 AM

Queres seguir um sentido que desenha o teu destino, atravessar um rio, sendo ponte, caminho, ultrapassar o tédio, ser novo.
Queres alcançar-te, sem medos, por vales e penedos.
Sabes que vais, mesmo sem querer, és fruto, és ovo!

Publicado por: almaro em setembro 16, 2004 11:48 AM

Olá, Lique!!!
Sabe o que me deixa realmente feliz???
Encontrar lugares como o teu... Onde posso viajar nas asas da peosia e da sensibilidade.
Lindo poema...
Se quisermos chegar à bonança, precisamos antes enfrentar tempestades...
Lindo tudo por aqui!!! Adorei!! E vou voltar!!! Um beijo p/ ti........... Vinha

Publicado por: Vinha em setembro 16, 2004 07:34 PM

Nem sempre os "atalhos" são os nossos melhores amigos...

Publicado por: João da Cal em setembro 16, 2004 07:39 PM

entre o eu e o vc. entre nós, basta o querer. será? bjo, doce lique. cal

Publicado por: cal em setembro 16, 2004 10:12 PM

{ ... para lá daquela curva outra curva te(nos) espera © pipetobacco ... }{ estou em: http://luzdetecto.mgrande.com }{ beijos*renascidos }

Publicado por: o5elemento em setembro 16, 2004 10:29 PM

>>Wind: amiga, eu tento encontrar o caminho que me equilibre entre os dois polos de querer e não querer. Talvez seguindo pelo meu rio... quem sabe? Beijinhos

Publicado por: lique em setembro 16, 2004 11:27 PM

>>M.P.: é verdade que passamos por vezes por fases atormentadas que acabam por nos abrir um caminho. Se queres que te diga, quando escrevi este poema estava numa dessas fases e talvez agora esteja noutra. Que se há-de fazer? Seguir em frente mas escolhendo o caminho. Beijinhos

Publicado por: lique em setembro 16, 2004 11:30 PM

>>Betty: obrigada. Eu é que tenho adorado visitar-te na tua nova casa. beijinhos

Publicado por: lique em setembro 16, 2004 11:32 PM

>>Yardbird: pois é passarinho, o malmequer está desfolhado. Mas as minhas dúvidas não estão acabadas. Beijos

Publicado por: lique em setembro 16, 2004 11:33 PM

>>polittikus: se é complicado! A bonança na vida não se alcança sem passar por caminhos difíceis. Bjs

Publicado por: lique em setembro 16, 2004 11:36 PM

>>Loba: pois, a tempestade também se enfrenta. Tem é que se fazer alguma "gestão dos estragos" que a tempestade pode causar. beijos

Publicado por: lique em setembro 16, 2004 11:38 PM

Olá Lique. O teu poema é muito bonito e tens razão as indecisões trazem sempre tempestade. Espero que encontres o ponto de equilíbrio. Bjinhos

Publicado por: amita em setembro 16, 2004 11:40 PM

>>inconformada: então não sei? Sempre prontinha para uma boa tempestade! Pensando bem, sempre é melhor que uma vida de pasmaceira ;) beijinhos

Publicado por: lique em setembro 16, 2004 11:40 PM

>>annie: acho que sim, por vezes sabemos só o que não queremos, não o que queremos. Complicado, isto. Beijinhos

Publicado por: lique em setembro 17, 2004 12:24 AM

>>MJM: também queres aquilo que eu sei que quero ou também queres saber o que queres? :)) Baby, tu sabes bem o que queres, ou "mostras" saber que é o que aqui nos dá a tua dimensão. E eu também quero deixar-te um big kiss esperando dar-te no sábado um beijo à portuguesa.

Publicado por: lique em setembro 17, 2004 12:36 AM

>>Lú: eu tenho o mesmo problema em comentar poemas, amiga. Só mesmo quem os escreve sabe que sentimentos ali estão e que dúvidas ou dores os fizeram surgir. Beijos

Publicado por: lique em setembro 17, 2004 12:38 AM

>>ognid: pois é, das tempestades não nos livramos. Por fazermos o que não queremos ou por não fazermos o que queremos. Olha, seja lá o que fôr! :)) Beijinhos

Publicado por: lique em setembro 17, 2004 12:40 AM

>>OrCa: hoje já é outro dia e pode ser que já não estejas do contra. Quando te leio, já aprendi a topar as tuas flutuações de humor mas hoje ainda não substituiste o Bagão que esse é que bem podia ser levado por alguma tempestade e carregar com ele uns quantos! Está bem, vou ver se apanho só uma tempestade agradável. Beijos

Publicado por: lique em setembro 17, 2004 12:44 AM

>>Maria: a ti, minha querida, desejo que só te espere um sol radioso. Eu estou bem nestas minhas controvérsias comigo própria, mas para saber de ti amanhã vou mandar-te um mail. Beijinhos

Publicado por: lique em setembro 17, 2004 12:47 AM

>>José Gomes: Há alturas em que mesmo essa bagagem que a vida nos dá não chega. Mas eu também gosto de tempestades. Por vezes são a única forma de nos podermos renovar e avançar. E para ser tua amiga, tenho mesmo que ir para a ceifa? Estou a brincar, claro... Bjs

Publicado por: lique em setembro 17, 2004 12:53 AM

>>DonBadalo: Ouso o que quero ou o que não quero? E tem que haver uma ponte, como atravesso o rio? Talvez haja barcos na margem... não me lembrei disso! :) beijos

Publicado por: lique em setembro 17, 2004 12:56 AM

>>LetrasAoAcaso: lembraste-me Sá Carneiro, um poeta que muito aprecio e, de facto, talvez seja mesmo esse balouçar que eu senti quando escrevi este poema. Na tua reflexão, percebeste a minha dúvida? Gostei da última frase, é o que penso e espero. Beijos

Publicado por: lique em setembro 17, 2004 01:02 AM

>>MWOMAN: e assim vamos vivendo e avançando, mais ou menos desencantadas com mais ou menos devaneios...:)) Beijinhos

Publicado por: lique em setembro 17, 2004 01:04 AM

>>Maria: eu espero bem que esse farol apareça nem que seja para eu saber que aquele é o caminho certo. E depois será que há mesmo caminhos certos? beijinhos

Publicado por: lique em setembro 17, 2004 09:19 AM

>>José Duarte: obrigada, amigo, por confiares tanto nas minhas capacidades para ultrapassar tempestades. Bjs

Publicado por: lique em setembro 17, 2004 09:20 AM

>>Finurias: disseste tudo em poucas palavras! É isso mesmo. Bjs

Publicado por: lique em setembro 17, 2004 09:21 AM

>>Sei lá: agora já consigo. Naquele dia só me dava o template e nada de artigos. Mistérios... Beijinhos

Publicado por: lique em setembro 17, 2004 10:26 AM

>>sefaxavor: de facto, quando nos vemos confrontados com a necessidade de tomar uma decisãp é porque o caminho não é óbvio e temos sempre que lutar connosco próprios. Beijinhos

Publicado por: lique em setembro 17, 2004 10:28 AM

>>Márcia: obrigada, amiga, pela presença e pelas palavras. Aquele teu post sobre Maria do Rosário Pedreira está o máximo! Beijos

Publicado por: lique em setembro 17, 2004 10:30 AM

>>maat: gostei muito das tuas palavras. Às vezes, de facto, é melhor mesmo seguir o coração. Obrigada, minha amiga. Um bom dia para ti.

Publicado por: lique em setembro 17, 2004 10:31 AM

>>Dora: por vezes, sinto-me transparente à tua leirura. É essa tendência que eu tenho para escolher os caminhos onde sei que as tempestades me aguardam que me faz tentar reflectir um pouco... Beijinhos

Publicado por: lique em setembro 17, 2004 10:37 AM

>>Fernanda: espantosamente, por vezes realizo melhor o que não quero à partida ! Não é fácil, amiga... Beijinhos

Publicado por: lique em setembro 17, 2004 10:39 AM

>>moriana: nem mais. Já deves ter visto pelas respostas anteriores que eu tenho uma irresistível tendência para mares mais encapelados. Não sei se é bom ou mau. Beijinhos

Publicado por: lique em setembro 17, 2004 10:43 AM

>>porquinho: não sei se vais ler isto mas deves estar quase a chegar. Esses beijos lituanos souberam especialmente bem. Beijos muito portugueses.

Publicado por: lique em setembro 17, 2004 10:45 AM

>>ridufa: o não ter expectativas é o não saber à partida se as tempestades vão aparecer ou não. É fazer a travessia, fechando os olhos. Hum...;) Beijinhos

Publicado por: lique em setembro 17, 2004 10:47 AM

>>almaro: tão poético, sempre, tudo o que dizes! Também me começas a conhecer. Sabes que eu vou, independentemente das tempestades. Beijos

Publicado por: lique em setembro 17, 2004 10:49 AM

>>Vinha: obrigada pela visita e pelas palavras. Volta sempre, visitar-te-ei em breve. Beijo

Publicado por: lique em setembro 17, 2004 10:51 AM

>>João da Cal: quem se mete em atalhos... pois é, João, sempre que é possível deve-se seguir em frente. Mas imagina que se chega a uma encruzilhada... Bjs

Publicado por: lique em setembro 17, 2004 10:54 AM

>>cal: deverá bastar o querer, quando não vem carregado de dúvidas. Hoje não há jeito de me arrancarem uma resposta clara :)) Beijos

Publicado por: lique em setembro 17, 2004 10:56 AM

>>o5elemento: tu foste a minha melhor surpresa ontem, quando vi os comentários. Já te visitei e estou feliz por te ter de volta. Beijos

Publicado por: lique em setembro 17, 2004 10:57 AM

>>amita: também eu espero, nem que seja no dorso da tempestade...;) Beijinhos

Publicado por: lique em setembro 17, 2004 10:59 AM