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outubro 23, 2004
Redemoinho inconstante

não contemplo hoje o mesmo mar
daqueles dias de mágicos encontros
a inquietação tomou conta das águas
deixando uma lágrima em cada vaga
feita em espuma ténue de desilusão
sei o mar inconstante na cor, na energia
do redemoinho que me arrasta em turbilhão
por isso dele aparto hoje o meu olhar
renego em mim a imagem quase negra
até outra maré de azul me encontrar
Publicado por lique às outubro 23, 2004 12:52 PM
Comentários
Lique que lindo. O mar tem marés, remoinhos, vagas, temporais, mas também tem a calma;) E uma maré azul encontrar-te-à:-)Muitos beijos:)***
Publicado por: wind em outubro 23, 2004 01:20 PM
baseando-me na tua sensibilidade que me reflectas, o azul é a côr que predomina em todas as palavras que te leio, como gritos de uma alma bela e calorosa...gosto da tua expressão melancólica e serena...beijos !
Publicado por: ruiluis em outubro 23, 2004 02:19 PM
Muito lindo! "apenas tu e mais ninguém / sabe sonhar tanta beleza / olhar de outro modo a natureza / e cantá-la também.
Um abraço
Publicado por: albino santos em outubro 23, 2004 03:38 PM
Ufa! Ficamos ( como dizer? )... sem força, e com o pensamento tão......longe.... e tão perto!
Um abração do
Zecatelhado
Publicado por: Zecatelhado em outubro 23, 2004 03:41 PM
Mto bom. É a poesia blogosférica em erupção, em brasa, vivo fogo. Parabéns, não te conhecia mas me entreguei. Agora só preciso de um mar que me apague e de uma onda que me devolva esse instante, nesse ciclo contraditório seguir e sentir sempre que te visitar.
Publicado por: Ruy em outubro 23, 2004 04:23 PM
Que remoinho de palavras...Confesso que fiquei baralhado com este remoinho verbal...mas acredito que é lindo como tu sabes bem escrever...
Publicado por: Tiegas em outubro 23, 2004 05:56 PM
Gostei mais da gravura.Vou publicar o Ruy Belo.
Bom Domingo.
Publicado por: Peter em outubro 23, 2004 06:49 PM
Gostei da foto e do blog. Irei visitá-lo mais vezes. Beijinhos!
Publicado por: Sofia em outubro 23, 2004 07:03 PM
Há sempre uma maré azul ,o azulada ,cor de rosa,ás risquinhas....sempre uma esperando:)é verdade:))).
Publicado por: annie hall em outubro 23, 2004 07:39 PM
Hoje querida Lique, vivo-me assim, em remoinho inquietante de emoçõs e sentires.. Um beijo grande. Tem uma boa noite!
Publicado por: Maria Branco em outubro 23, 2004 07:57 PM
Alcatruz. Palavra de origem árabe para designar um pequeno recipiente feito de barro que serve para apanhar o polvo.
Estranho intróito dirás.
O mar é fascinante. Fazemos milhões de analogias com ele.
Entendendo o teu estado d´alma, querio dizer-te que o teu alcatruz te servirá de abrigo nas marés tempestuosas.
E seguir-se-á a bonança.
Ainda em jeito de explicação: quando o mar está revolto, o polvo e animais afins procuram abrigo. Encontram-no dentro de um alcatruz. Poderiam saír se lhes apetecesse. A boca é larga. Porém não o fazem. E é desta forma que são apanhados.
Ainda continuando a analogia, não fiques dentro do alcatruz, Alice.
Tem um bom resto de noite, amiga.
Perdoa-me a ausência. Mas sabes os motivos.
Publicado por: LetrasAoAcaso em outubro 23, 2004 08:06 PM
Redemoinho, inquietações, mas o mar também nos acalma. Lindo post Lique. Beijos
Publicado por: Marcia em outubro 23, 2004 08:09 PM
Desejo-te uma maré azul, o mais depressa possível.
A tristeza só tem uma coisa boa: implele à criatividade. De resto, dá conta da alma e mais tarde ou mais cedo do corpo.
Belo poema!
Um beijinho
Publicado por: madalena em outubro 23, 2004 08:38 PM
Engraçado, eu gosto do mar revolto e inconstante na cor, no movimento, nas próprias ondas de espuma que devove à praia. A quietude, traz-me paz, mas gosto de tempestades.
Beijinho, Lique.
Publicado por: moriana em outubro 23, 2004 08:40 PM
Que a maré alta do teu Mar, agora negro, arraste toda a tristeza do teu olhar dantes Azul e a projecte para bem longe da Baía da tua Vida para que possas outra vez sorrir em Azul e a olhar serenamente as praias do teu Azul Amanhã!**
Publicado por: M.P. em outubro 23, 2004 08:42 PM
a inquietação das aguás...
lembraste-me uma frase "seja o rio que transborda e não a água estagnada"
um beijinho.
Publicado por: myryan em outubro 23, 2004 10:23 PM
Que esta maré não tarde. E que azuleje todos os seus dias! Meu beijo.
Publicado por: Loba em outubro 23, 2004 10:32 PM
Um mar de sentimentos confusos e perdidos em algo que me escapa... mas adorei.
Publicado por: polittikus em outubro 23, 2004 10:38 PM
Não estou com cabeça para comentar, Alice, mas é um prazer dar uma vista de olhos pelo que tu escreves. Parece (espero!!!) que o mau tempo está a passar... mas fui mesmo a baqixo! Obrigado pelo cuidado. Bom fim de semana.
Publicado por: josé gomes em outubro 23, 2004 10:47 PM
não sei se apartar os olhos do mar, será solução, querida amiga! depois da tempestade vem sempre a bonança! é esse o encanto do mar...
gosto mto do poema!
boa noite! beijos
Publicado por: DonBadalo em outubro 23, 2004 11:07 PM
Oi, Lique...
O mar tem seus momentos também, assim como nós... Um dia está revolto, bravio, intimidando qualquer um que tente desafiá-lo. Outro dia está, calmo, plácido, feito um espelho d'água. Acho que nós somos assim também, temperamentais feito o mar... Lindo, Lique!!! Eu como amante do mar, adorei!!! Beijos............ Vinha
Publicado por: Vinha em outubro 23, 2004 11:11 PM
Muito belo o teu poema cheio da energia própria do mar. Amanhã será um dia de mar azul, amiga. Bjinhos
Publicado por: amita em outubro 24, 2004 12:26 AM
'por isso dele aparto hoje o meu olhar/
renego em mim a imagem quase negra/
até outra maré de azul me encontrar//'
E eu, hoje, faço o mesmo, amiga.
Um beijo.
Publicado por: Márcia em outubro 24, 2004 12:45 AM
Que lindo é o inconstante mar... azul ou cinzento... sereno como um lago ou debruado de espuma. Senti-o nas tuas palavras. Um beijo.
Publicado por: Ana em outubro 24, 2004 02:26 AM
Muito belo! Sem duvida! :)
Publicado por: Bruno em outubro 24, 2004 03:01 AM
Lique, depois de tudo o que foi dito pouco mais a dizer, aguardar serenamente a bonança.Beijos
Publicado por: Luna em outubro 24, 2004 11:09 AM
AI LIque eu desajeitei há muito de conselhos dar fica-me assim um resquício que tento sempre desolhar e ficar apenas sendo e quem quizer me entende ou não...mas esse "renego em mim a imagem quase negra" memso que seguida de um desejo de :"até outra maré de azul me encontrar" esse renego eu aconselho contra minha vontade , mas faço, nada renegues que o tudo que se vive é o que faz da vida ser VIDA de amor de dor alegria e cansaço
e poder dar (sem esperarde receber) sempre aqule abraço!
Publicado por: seila em outubro 24, 2004 12:52 PM
No teu coração, a maré azul virá breve, vais ver. Há sinais que não mentem :-). Tem um domingo muito feliz. Beijos do passarito que tem andado ausente, mas sempre presente
Publicado por: yardbird em outubro 24, 2004 01:45 PM
A maré azul virá e encontrar-te-á. Mas, convém estar atenta, lique! Nem sempre vislumbramos essas marés!Beijos e tem uma boa semana.
Publicado por: MWoman em outubro 24, 2004 10:28 PM
Também eu espero uma maré qualquer.
Gosto tanto do que escreves, miga.
Quantas vezes já te disse?
Boa semana.
Still
Publicado por: stillforty em outubro 24, 2004 11:58 PM
uma semana boa. venho a correr.
estou numa árdua fase de compromissos.
beijinho,lique.
Publicado por: maat7 em outubro 25, 2004 12:09 AM
{ ... lindas tuas palavras que deixas ler ... }
{ ... deixo-te algo tb azul e a/mar:
[rio e [a]mar]
no [mar] que [rio] penetra,
rio [ele] que vem e vai, acerta
em marés e correntes de mar
[ela] reclama, amar de cama
nesta dança molhada de rimar
praia, ondas sempre a juntar
neste nunca querer separar
[ele][rio] e [ela][mar]
© cisne_feio
... }
{ beijos* }
Publicado por: cisne_feio em outubro 25, 2004 12:26 AM
Depois de tanto que te disseram... que digo eu? Que não gostei nada, mesmo nada, que esse azul não fosse o meu...
Publicado por: OrCa em outubro 25, 2004 12:29 AM
AMIGOS: esta semana, o meu tempo é muito curto. Assim agradeço a todos os comentários que deixaram (e que coisas lindas disseram!) e vou tentar até amanhã ainda ler o que escreverem entretanto. Depois só para a semana (e por óptimos motivos). Beijinhos e abraços a todos.
Publicado por: lique em outubro 25, 2004 10:15 AM
Repito o mesmo que os outros disseram. É lindo o teu poema :) bjks
Publicado por: ognid em outubro 26, 2004 12:27 AM
Torno-me chata por por vezes aqui te deixar fragmentos de poemas meus. Ignora-me, se te incomodar, mas é a necessidade de te mostrar o modo como eu deito as palavras em certos poemas, cujo paralelo de sentires se torna convergente com os teus.
"Insolente irrompe o mar num grito de expressão
Em policromias de movimento e imensidão
A revolver gradações de azul, que julga suas
Ignorando-se filtro de luz, espelho de luas
(...)" FADING - um dos meus primeiros rabiscos na blogosfera.
Ainda o acho insolente quando irrompe, ainda o vejo alterar-se a bel-prazer, ainda o vejo confundido de a cor ser sua.
Quando o procuramos pela cor esquecemos-lhe a profundidade ou a luz que absorve; quando o procuramos espelho, assusta-nos o reflexo que nos devolve. Que mar é esse senão nós próprios, irrequietos e também inconstantes; filtros e reflexos?
Desculpa, Mulher, mas arpejas-me gradações de azul.
Kiss enorme
Publicado por: MJM em outubro 27, 2004 10:35 PM