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novembro 03, 2004

A(s) viagem(ens)

A exterior. Deslocação física para um local estranho onde me esperava a ternura de uma filha “emigrada”. A descoberta do seu espaço físico, psicológico, do seu círculo de conhecidos (amigos, talvez, daqui a pouco..). A percepção da dificuldade de adaptação dela, através da minha. Adaptação a pessoas desconhecidas, à gestão organizada do tempo e dos recursos, a hábitos comportamentais completamente diferentes.
Esta viagem física, eu fiz. Parti e regressei, julgando que ia matar saudades quando afinal elas só se mitigam, para a seguir voltarem mais fortes ainda, apertando o peito como se a toda a emoção ali estivesse centrada.

A interior. Daquelas que é necessário fazer de vez em quando. Porque é necessário reequacionar a vida constantemente e as certezas de hoje são as dúvidas de amanhã. Porque também ,por vezes, temos que nos adaptar a novas realidades, desconhecidas, estranhas. Também este é um processo doloroso. E inacabado. Nesta viagem, eu parti mas ainda não regressei.
Por tudo o que disse, o que aqui fica é também um texto incompleto. Que diz que estou aqui fisicamente e irei escrevendo mas que não estou por inteiro. Há algo em mim que tem que ser encontrado e talvez, quem sabe, consertado. Há algo que tem que se tornar límpido para mim própria. Neste momento a minha água está turva de mais.

Publicado por lique às novembro 3, 2004 01:29 AM

Comentários

Bem vinda lique :-). O teu texto fez-me lembrar uma estoria que creio ter ouvido pela primeira vez pela voz de Alçada Baptista: aquando do povoamento do Brasil padres portugueses efectuaram longas distâncias, tendo os "nativos" participado nesses trajectos como guias e carregadores da bagagem. Verficou-se que ao fim de alguns dias os índios se sentavam na margem do caminho cada vez com mais frequência até se recusarem a prosseguir o percurso. Questionados sobre a razão dessa atitude explicaram "Os nossos corpos andaram muito depressa e já chegaram aqui, mas as nossas almas continuam nas nossas aldeias, temos que esperar por elas". Pois é, lique, se calhar a tua alma "permanece" junto da tua menina...dá-lhe tempo e ela virá ter contigo. Um beijinho!

Publicado por: Dora em novembro 3, 2004 02:57 AM

Gostei do teu blog! Vou linkar-te para voltar mais e mais vezes.

Beijokas :)

Publicado por: Sandra em novembro 3, 2004 06:49 AM

Temos mesmo dois lados de nós e nem sempre andam ao mesmo tempo nos mesmos lugares nem à mesma velocidade ou ritmo.
Há muito tempo que não viajo, em corpo. O pavor de não voltar ao meu corpo, o pâncio de me perder nesses percursos, apavora-me.
Há trinta e quatro anos fiz a ruptura dos espaços. Levei muitos anos a repovoar a alma. Não posso agora, com tantas "artroses" desafiar-me de modo nenhum.
Só um dos meus dois filhos (qualquer deles) me levaria a espaços distantes. E isso aconteceu, também.
Entendo-te.
Um beijinho
Um beijinho

Publicado por: madalena em novembro 3, 2004 07:38 AM

quando crescemos tudo é mais complexo, mas é preciso saber lutar!bj

Publicado por: hammer em novembro 3, 2004 10:09 AM

Finalmente, de regresso! Ainda que «incompleta»...

O tempo ficará encarregue de a ajudar a encontrar-se totalmente!

Saudações

Publicado por: Carriço em novembro 3, 2004 10:40 AM

De volta, com as saudades que esta situação sempre provoca.
Estiveste no espaço físico da Ana, no novo mundo a que ela se está a adaptar, a construção de novas amizades...
Processo complexo mas que faz parte da grande aprendizagem que a tua filha terá de atravessar... com o teu apoio, se ela o pedir!
Sê bem vinda.
Um abraço.

Publicado por: jose gomes em novembro 3, 2004 11:11 AM

Incompleta, com dúvidas, tristonha mais uma vez... mas sempre privilegiada por teres muita gente à tua espera. E isso é apreciável! Ou não? beijo

Publicado por: Pantanero em novembro 3, 2004 11:25 AM

Que bom estares de volta!! Não que a tua água esteja turva; concordo que às vezes temos que impor novas regras, questionar, renovar, refrescar!
Estamos cá para te ouvir hoje e sempre.
Um abraço
Marta

Publicado por: MARTA TEIXEIRA em novembro 3, 2004 01:34 PM

Já me estavas a preocupar... Pensa, não mitiga, mas ajuda a desfazer o nó, nos beijos que pudeste dar-lhe! Beijo grande Alice linda

Publicado por: fernanda em novembro 3, 2004 04:11 PM

viajar=tatuar pegadas no olhar...

Publicado por: almaro em novembro 3, 2004 04:20 PM

Mesmo meia Lique, é bom ter te de volta. Que seja rápida a limpeza dessa água tão turva q por vezes nos tolda a alma...
beijos

Publicado por: Luna em novembro 3, 2004 04:26 PM

boa tarde, Lique! é bom saber-te de regresso com os teus textos de grande qualidade! certo que o tempo, a paisagem, a ausência do entes queridos se reflectem no estado de espírito e naquilo que escrevemos! estou certo que o Tejo de que tanto gostas acabará por vencer a tua nostalgia ...

beijos

Publicado por: DonBadalo em novembro 3, 2004 04:55 PM

Oh! Lique como gostava de ter aqui assim essa simplicidade de contar. Não. Eu de águas turvadas recreio andarilho de mim me faço consciente sim mas desdobrada enviesada...espaço de viver como outro? sim. mas desviada desses turvos que me desatam em dizeres não dizendo de mim!ao menos não o dizendo assim... Um abraço.

Publicado por: seila em novembro 3, 2004 05:08 PM

querida lique. ora, pois pois, aqui estou pra dizer q vc é sempre ótima... bjo. cal

Publicado por: cal em novembro 3, 2004 06:28 PM

Querida amiga Lique, sei e compreendo perfeitamente o momento pelo que estas a passar, essa ausencia de ti e em ti. Contudo sei que é apenas um momento, e que irás reencontrar(te) em aguas limpidas e serenas... A vida de vez enquando coloca-nos à prova talvez porque nos sabe força para vencer todas as batalhas! Um beijo enorme querida lique. Que fiques bem.. sabes-me aqui, sempre!

Publicado por: Maria Branco em novembro 3, 2004 07:46 PM

Provavelmente repito-me (não me importo, tu é que te poderás importar...)mas penso que um dia destes te disse precisamente isto (se não disse, fica agora registado): andamos sempre a viajar; cá e lá, em torno de nós , dos outros...e das coisas. Viagens a lugares desconhecidos a outros que não sabemos "mais gordos ou mais magros". Viagens acabadas e as que esperam por melhores oportunidades para se finalizarem...se é que alguma vez uma viagem se acaba...como as minhas telas; nunca estão acabadas que em qualquer delas caberia sempre mais um traço, "aquela forma mais..." e por aí fora...
As viagens interiores, são as mais complexas. Porque pensadas, vividas e amadas. Dessas, não regressamos "por horário de transporte"; vamos viajando até onde o coração nos leva.
Ainda bem que vieste. Beijos e intés!!

Publicado por: porquinho da india em novembro 3, 2004 07:51 PM

Esse encontro de ñós próprios é absolutamente imperioso, Lique. A viagem, necessária. Também ando a fazer uma :-) Beijos. Tem uma semana feliz, boa viagem e que seja breve, o encontro

Publicado por: yardbird em novembro 3, 2004 08:26 PM

Que saudades Lique:) Voltaste como voltaste e ainda bem, mal seria se voltasses igual. As águas vão-se tornando límpidas com o tempo, porque se renovam. Não deixes de olhar os rios e os mares;) Muitos beijinhos:))***

Publicado por: wind em novembro 3, 2004 08:31 PM

pois é, Lique.
A imensa vastidão de viagens interiores que fazemos e as viragens constantes de direcção,são as nossas rotas .

Não é fácil, por vezes. com o tempo tudo se renova, amiga.
Bj.

Publicado por: maat7 em novembro 3, 2004 08:52 PM

{ ... não se dizer[-te] - deixo[-te] algo que escrevi[senti]: "saudade que [me] deixas e levas a dor, de vazios e cheios de sabor, por vezes ódio outras amor, alegria e ardore... saudade presente dor" © o5elemento ... }{ beijos* }

Publicado por: o5elemento em novembro 3, 2004 08:59 PM

Eu sabia que iria ser assim, Lique! Mesmo aqui fisicamente, vai-te parecer que ainda ouves os falares, os movimentos , os sons de lá! Nunca as maneiras... que , apesar de por vezes pouco ortodoxas, são as nossas! Que te vás encontrando, por aqui, na medida do possível, que o trabalho se vá fazendo e que sirva para mitigar todo esse torvelinho de sentimentos que avivaste nesta viagem ao exterior e ao (teu) interior! Beijinho Amigo

Publicado por: M.P. em novembro 3, 2004 09:08 PM

Lique, vive um dia de cada vez. Tudo vai melhorar. É com as viagens ao nosso interior que crescemos, eu diria mesmo que a cada viagem renascemos. Tenta não ficar muito tempo sem visitar a tua menina... Eu sei as saudades que tenho da minha mami...sempre!
Sílvia

Publicado por: Jornablogar em novembro 3, 2004 09:17 PM

Os regressos nunca sáo totais quando o coração nos fica a latejar em outro sítio. É um vazio que nada preenche...
Beijinho, Lique.

Publicado por: moriana em novembro 3, 2004 09:27 PM

Mais vale meia do que sem Lique ;)
Beijocas

Publicado por: Sara(vert) em novembro 3, 2004 10:06 PM

Viva, D. Lique. Permita-me que lhe beije a mão. E, reverencialmente embora, lance mão à irreverência para ajudar a passar o tempo, talvez com outro ânimo. Que o tempo nem passa, nós é que passamos por ele...

Meia Lique querem alguns; um tempo nos pede a própria; e águas turvas se invocam... Nem de outra forma poderia ser, já que nem sabemos qual a metade que fica ou a que vai, nem durante quanto tempo. Sim que, em cada um de nós, nem todos os hemisférios são iguais (honni soit...).

Ora, neste despautério duvidoso, turvam-se as águas, claro, e até poderá esperar-se que azedem.

E, ainda por cima, temos de levar com o Bush durante mais quatro anos! Oh, Lique, tem pena de nós. Volta (pelo menos, logo que possas...) para nos ajudares a passar melhor este tempo (ou a passar por ele...).

Beijos, amiga, e nada como um dia atrás do outro.

Publicado por: OrCa em novembro 3, 2004 11:05 PM

Tenho a filhota a cerca de 50 km e sei o que custa! Para nós eles nunca crescem, deviam ficar sempre ao nosso lado! mas, faz parte do crescimento deles e temos que viver com isso, por mais que nos custe...

Publicado por: saltapocinhas em novembro 4, 2004 12:16 AM

É bom saber que voltaste da viagem exterior. Da interior nunca regressamos e, em cada dia, descobrimos novos caminhos de que antes não nos tínhamos apercebido. É a melhor viagem e tem um único destino... nós próprios.
Mas, embora viajando, estás connosco, sim!
Um beijo.

Publicado por: Ana em novembro 4, 2004 01:09 AM


Que saudades ,amiga!Bom regresso.
Voltamos sempre devagarinho....:)bjs

Publicado por: annie hall em novembro 4, 2004 08:17 AM

Pois é Lique. é em momentos como estes que nós sentimos que eles são um bocado de nós, ou mais que isso - qualquer coisa de indecifrável, e quem disser o contrário não sabe do que fala.
Um abraço solidário.

Publicado por: Cecília em novembro 4, 2004 08:40 AM

Não é o incompleto que nos completa?

Publicado por: Papo-seco em novembro 4, 2004 12:57 PM

Talvez o algo não precise ser consertado, mas, antes, reinventado, redescoberto.
Beijo, amiga. Bom que voltou.

Publicado por: Márcia em novembro 4, 2004 01:29 PM

"Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas continuarei a escrever." (Clarice Lispector)

Acho que essa frase resume o que eu gostaria de te dizer... Minha viagem interior ainda não chego ao fim tb. Talvez nunca chegue! Ou ainda chegue somente qdo meu coração parar de bater!

Seja bem vinda, Lique!!! Eu já estava com saudades... Beijinhos........ Vinha

Publicado por: Vinha em novembro 4, 2004 01:47 PM

voltaste...sei que numa despedida nunca trazemos tudo de nós de volta, ficando no local da despedida algo nosso...ao sentires assim refectes a transparencia da tua alma nas águas cristalinas aonde ela se banha...essa agua que dizes que está turva é da tua pura imaginação, pois quem assim sente, como tu, jámais poderá têr aguas turvas...um abraço forte !

Publicado por: ruiluis em novembro 4, 2004 01:59 PM

Minha amiga, qtos pedaços de nós precisam ser juntados, hein? É bom fazer estas viagens, redescobrirmos em nossos pedaços e ir juntando-os! Não sei se um dia estaremos inteiros, mas certamente se tivermos esta impressão já caminhamos muito na reconstrução e em sabedoria, né? Esta é uma viagem em que a iniciativa dos passos será sempre sua, mas os amigos poderãos empre ser suportes a te acompanhar, viu? Beijo grande

Publicado por: Loba em novembro 4, 2004 04:07 PM

Alice isso é ser MãE com letras grandes
beijocas

Publicado por: lmatta em novembro 4, 2004 05:51 PM

Alivias-te saudades, enganaste-as (as saudades) e finge-se que já não existem...Das águas turvas espero que sais rapidamente, que encontres o outro pedacinho de ti que te faz tanta falta...As águas turvas são um não sei quê, um não sei onde.... Eu ando pelas águas turvas há tanto tempo que quase já desisti de me procurar, pq como todas as águas turvas, quanto mais te movimentas, mais elas turvam...fica quieta...á espera... há-de vir uma corrente. sabe-se lá de onde (estas coisas nunca se sabem) e vai levar essas águas de agora... a fé é uma coisa grandiosa. Grande e doce Alice que as tuas águas fiquem limpidas rápidamente... Vou fazendo companhia a este teu (grande) pedaço de agora. Um abraço apertado

Publicado por: myryan em novembro 4, 2004 06:57 PM

>>Dora: eu acho que a tua estória é cheia da sabedoria própria de quem sabia respeitar os ritmos internos de adaptação. Infelizmente nós vivemos tudo demasiado depressa, demasiado em stress e não damos a nós próprios esse tempo para recuperar a alma.

Tenho querido comentar o teu texto "As Deusas" que adorei mas, como já está nos arquivos, o Sapinho não deixa comentar. Dá um erro. Queria dizer-te isto porque acho que está um texto maravilhoso. Teu. Beijinhos

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 08:32 PM

>>Sandra: obrigada pela visita, pelas tuas palavras e pela intenção de linkar. Irei visitar-te em breve. Beijinhos

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 08:33 PM

>>madalena: acho que consegui entender o que disseste. Mas eu, amiga, sempre gostei de me desafiar. E apesar das "artroses" (ah pois, também cá estão) continuo a gostar. Viajar então, adoro. Só que desta vez foi diferente. Foi saber que a minha filha vive lá. E tomar consciência de que o país que eu podia achar lindo em viagem de puro recreio me parecia agora um ambiente difícil. Filhos obrigam-nos a testar os nossos limites. Beijinhos

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 08:43 PM

>>hammer: claro, amigo, isso nem está em causa. Eu penso que mais rapidamente encontra ela a força para fazer daquele país a sua casa do que eu me habituo à ideia. Coisas... Beijos

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 08:46 PM

>>Carriço: decerto, amigo, porque o tempo tudo cura. Provavelmente esse estar "incompleta" ir-se-á esbatendo pouco a pouco. Um abraço.

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 08:54 PM

>>José Gomes: obrigada pelas boas vindas, amigo. Tanto bom senso e calma nas tuas palavras! Gosto de te ver assim. Claro que eu e ela temos que nos ir adaptando. Beijos

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 08:58 PM

>>Pantanero: então não havia de ser bom, meu amigo? É uma das mais gratificantes experiências, esta de ver o que as pessoas dizem e poder dialogar com elas (quando o tempo o permite). Acredita que a presença de todos e as belas palavras que aqui deixam me tocam muito, mesmo. Beijos

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 09:05 PM

>>Marta: querida, muito obrigada pela tua solidariedade e pela tua presença. Por vezes as águas parecem turvas, mesmo. Mas acabam por clarear. Beijinhos

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 09:09 PM

>>fernanda: tu, mãezinha babada, entendes-me de certeza! E esse "já estavas a preocupar-me" soube-me bem.:) Beijinhos

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 09:11 PM

>>almaro: e se o olhar fica preso lá longe? Beijos


Publicado por: lique em novembro 4, 2004 09:13 PM

>>Luna: obrigada, amiga, por te contentares com meia Lique. :) As águas vão clareando, claro.

Não consegui hoje entrar nos teus comentários. Estás com algum problema no blog? Desculpa perguntar isto mas, de facto, não foi possível entrar.

Beijinhos

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 09:16 PM

>>DonBadalo: e não é que tens alguma razão, amigo? Uma das coisas que mais me ajuda é olhar o Tejo ou o mar em que ele desagua, por aqui. Retempera-me as forças e ajuda a clarear as águas. beijos

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 09:19 PM

Será que alguma vez estamos por inteiro? Um pedaço de nós fica em cada "viagem", em cada pessoa que amamos e então quando se trata de filhos mais complicado se torna! Difícil explicar por palavras mas tu fizeste-o bem! Um beijo, amiga e oxalá as águas se tornem ao menos um pouco mais claras...

Publicado por: MWoman em novembro 4, 2004 09:21 PM

>>seila: amiga, tu "contas" de forma soberba. Não linear mas extraordinária. E descansa que eu vou-me afastando dos "turvos". Sempre gostei de limpidez e tento alcançá-la. Beijinhos

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 09:26 PM

>>cal: obrigada, minha amiga, pela presença e pelas palavras. Beijos

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 09:28 PM

>>Maria Branco: obrigada pelas tuas palavras, pela tua amizade, pela tua sempre presente solidariedade. Claro que tudo se irá normalizar, em breve. Um beijo grande.

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 09:31 PM

>>porquinho: é tão verdade aquilo que dizes! São tantas as viagens que fazemos, que começamos, viagens de descoberta de nós e dos outros. A maior parte inacabadas ou mal acabadas. Também eu gosto quando voltas das tuas viagens porque os amigos "antigos" entendem-se sem grandes conversas. Beijos

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 09:36 PM

>>yardbird: eu também acho que a viagem interior é a mais importante. A que tenho que completar, para provavelmente recomeçar. Beijos

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 09:38 PM

>>wind: e que saudades eu tinha de ti! E tenho, gaita! Gostava de ver outra vez essa tua carinha. Vou olhar as águas, sim, amiga. Tu sabes que é lá que encontro a minha paz. Beijos grandes

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 09:43 PM

>>maat: as tuas palavras reflectem sempre tamanha paz e sabedoria! Tens um dom de apaziguar sentimentos revoltos. Eu também acredito que o tempo tornará claros os meus caminhos. Beijinhos

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 09:46 PM

>>o5elemento: verdade, meu amigo : "saudade presente dor". Como sempre as tuas palavras trazem consigo uma extraordinária beleza. Beijos

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 09:50 PM

>>M.P.: olha, tens tanta razão em tudo o que disseste que até parece que estás aqui a sentir o que eu sinto! Isto é um processo que terá que ser vivido e resolvido. A pouco e pouco. Para recuperar a alma, como na estória da Dora. Beijinhos

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 09:53 PM

>>Jornablogar: obrigada pelas tuas palavras, Sílvia. Tem mesmo que ser um dia de cada vez. E vou vê-la sempre que puder, claro. Beijinho grande.

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 09:57 PM

>>moriana: mas tenho que recuperar essa parte porque teno que ser eu, inteira, aqui, para ela e para os outros que de mim precisam. E assim há-de ser. Beijinhos, amiga.

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 09:59 PM

>>Sara (vert.): ai, ai, também te contentas com meia Lique? :)) Há-de ser a Lique inteira, em breve. Beijinhos

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 10:00 PM

>>OrCa: oh meu caro poeta, isto de beija-mão até ganha outra categoria! Caramba... soubesse eu que tinha que ficar por metade para merecer esta honra e até já me tinha cortado ao meio voluntariamente ! Pois claro, também acho complicado isso da meia Lique, porque na verdade com que parte da Lique querem ficar? (isto não me soou nada bem..). Pronto, há-de aparecer a Lique inteira quanto mais não seja para lançar impropérios a esse ser cujo nome pronunciaste. Credo, até já fiquei com o blog conspurcado... O nome deste senhor não se devia poder pronunciar. Já viste algum filme do Harry Potter? O nome do senhor do mal não se pode pronunciar. Pois esquece lá isto... Hoje delirei. Beijos

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 10:09 PM

>>saltapocinhas: é mesmo isso, amiga, é o crescimento deles e o nosso, no fundo. Estamos sempre a crescer também. Beijinhos

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 10:16 PM

>>Ana: obrigada pelas tuas palavras tão sensatas. É mesmo assim. A viagem interior é aquela que tem mesmo que ser feita e a mais compensadora. Beijinhos

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 10:18 PM

>>annie: pis é, minha amiga, voltamos sempre devagar e é preciso encontar o tempo de ajuste. Lá chegarei. Beijinhos

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 10:20 PM

>>Cecília: obrigada pela tua solidariedade. É verdade que os laços que ligam os filhos aos pais (sobretudo ás mães, digo eu sob pena de me crucificarem) são quase um mistério mas sentem-se intensamente. Beijinhos

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 10:23 PM

>>papo-seco: é, por vezes. Quando o incompleto preenche o que nos falta. Obrigada pela visita e pelo comentário. Irei visitar-te em breve.

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 10:26 PM

>>Márcia: é sempre melhor reinventar que consertar. Obrigada pelas palavras. Beijos, amiga

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 10:28 PM

>>Vinha: pois é, amiga, a nossa viagem interior nunca termina. Ou fazemos várias, porque sempre existe algo que nos obriga a mergulhar em nós outra vez. Beijos.

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 10:31 PM

>>ruiluis: palavras bonitas, as tuas! Obrigada por elas. A parte de mim que ficou há-de voltar. Porque eu preciso de me sentir completa. beijos

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 10:35 PM

>>Loba: é, passamos a vida a apanhar pedaços e colar, pensamos que está tudo e de repente descobrimos que um bocado ficou com alguém que até já nem nos lembrávamos. Complicado, mais ainda com os filhos. Mas eu preciso de me sentir inteira. E sei que os amigos ajudam e muito! Beijos

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 10:40 PM

>>lmatta: obrigada! Tu também sabes bem o que isso é! Beijinhos

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 10:42 PM

>>myryan: minha amiga, das águas turvas quero eu livrar-me rapidamente. Quanto às saudades, é mais complicado. Mas têm que ser aceites, a pouco e pouco. E adoro a tua companhia. Beijo grande

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 10:47 PM

>>MWOMAN: quero crer que, como diz a Loba, me posso sentir inteira, ainda que descobrindo pedacinhos que faltam de quando em vez. As águas vão clarear, claro. Um beijo para ti.

Publicado por: lique em novembro 4, 2004 10:49 PM

Tu tens a grande capacidade de clarear águas. De as tornar límpidas, como dizes. Só precisas de um pouco de tempo :) grande texto! bjks

Publicado por: ognid em novembro 5, 2004 02:31 AM

>>ognid: tenho essa capacidade? Quero acreditar que sim, que pelo menos tenho a força para ver para além das águas turvas. O tempo irá ajudar. Beijinhos

Publicado por: lique em novembro 5, 2004 09:13 AM

Entendo a tua viagem em torno de uma certeza - encurtar a distância de uma filha querida. Como se a viagem fosse um fim, uma rota sem retorno... Entendo o teu regresso com a incerteza na bagagem ao reencontrares o teu próprio espaço físico. Afinal viajar pode ser um lugar de perda. Balelas à parte, gostei de saber que viste a filhota e voltaste para o nosso convívio. Mais uma vez o tempo levará o barco para a enseada da rotina, onde acabm todas as viagens. Beijo terno para ti. Atrasada, como sempre, eu...

Publicado por: deSaraComAmor em novembro 5, 2004 06:30 PM

>>Sara: gostei desse "balelas à parte"!! Sara, as tuas palavras nunca são balelas. Há nelas um significado que provém da tua sensibilidade e da tua análise das situações. E explicaste tão bem os meus sentimentos! Vem atrasada, vem quando quiseres, mas vai aparecendo! Beijinhos

Publicado por: lique em novembro 5, 2004 08:31 PM

Puxa, amiga!
Fiquei sem ar. Acho que não consegui respirar do princípio ao fim. Todos nós sentimos uma absoluta necessidade de mais dia menos dia fazermos essa viagem. Uns fazem-na ( os corajosos e ousados) outros temem-na e não vão.
BOA VIAGEM mulher.
Regressa e conta-nos como foi, se te apetecer fazê-lo.

Um abração do
Zectelhado

Publicado por: Zecatelhado em novembro 6, 2004 05:52 PM

>>Zecatelhado: obrigada, amigo, por teres vindo e apreciado a minha viagem. A interior terá que continuar, é claro. E quando regressar, provavelmente terei que partir outra vez. Beijos

Publicado por: lique em novembro 6, 2004 06:03 PM

(Tenho este terrível hábito de ludibriar o Tempo - por hábito caótico, como faço com a própria vida - e teimo em ler do 'presente' para o 'passado', como se o presente fosse vértice sem Tempo, apeadeiro para subir ou descer, e não existisse. Ler este artigo no final da minha caminhada, deixou-me com a sensação de te ter cheirado o odor adocicado do sangue. Tens assim esse à vontade de lamber feridas em público, impudicamente.)
Deixo-te um abraço, enternecida por te saber atenta ao exterior, mas a não contaminar em afagos de amor déspota! A liberdade é tão mais difícil...
Terei que voltar ao poema das coisas por fazer, e usá-lo como lembrete. Tu fá-lo vezes bastantes; que dá para ver.

Publicado por: MJM em novembro 13, 2004 11:39 PM

>>MJM: ler-te, seja no teu espaço ou nos comentários, é um dos meus grandes prazeres aqui neste mundo virtual onde vim parar. Às vezes deixas-me uma inquietação, outras um sorriso iluminado.
Aqui disseste algo que eu quero que seja mesmo verdade: conseguir não contaminar em afagos de amor déspota. É um processo muito difícil que se tem que aperfeiçoar todos os dias.
Lamber as feridas em público, baby, é o que quase todos nós fazemos por aqui. Uns com mais claro sofrimento, outros tentando racionalizá-lo. E há feridas escondidas que não permitimos que ninguém veja. Essas são as que não se atenuam com um único beijo ou abraço virtual.
Olha para o testamento que aqui vai! Só tu para me pores a escrever tanto e tão sem relação com este texto.... Beijos, baby!

Publicado por: lique em novembro 14, 2004 03:10 PM