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dezembro 07, 2004

Nascer

arrival.jpg

Dizem que nascemos
e tudo é igual no grito que damos
no ar que nos dá de presente a vida
naquele respirar já fora da água

Parece que no início
é igual o menino do bairro da lata
e a criança que se deita em finos panos
iguais na procura do sopro da vida

Mas passado um minuto
talvez até nem sequer um segundo
que o tempo aqui é coisa relativa
para um se fecham as portas do mundo
que engalanadas o outro recebem
abrindo doces caminhos de esperança

Contam que em Dezembro
escolheu vir ao mundo entre os animais
em palhas tecidas de pobre humildade
alguém que igualou as duas crianças
lhes poisou nas mãos o dote do amor
e as guiou firme nos caminhos da paz

Contam, que eu não sei
se é história, se é sonho que alguns sonharam
e que, sem piedade, outros da terra apagaram.


(este texto foi escrito para a Noite de Poesia em Vermoim, cujo tema era "Nascimento")

Publicado por lique às dezembro 7, 2004 06:58 PM

Comentários

O princípio e o fim são iguais para todos sem excepção! Quer se tenha percorrido o caminho da Vida por estradas de ouro quer por caminhos de areia! Um Abraço Apertado!

Publicado por: M.P. em dezembro 7, 2004 09:44 PM

Foi sempre uma história sublime com o condão de enfatizar os corações nobres
mas que não tocou nem ao de leve os corações empedernidos.
E já lá vão tantos anos…

Publicado por: jgonçalves em dezembro 7, 2004 09:47 PM

Eu acho que é uma estória muito bela, de comunhão de desvalidos e animais, de esperança e generosidade, de sonho em corporizado numa criança...Tal como muitos dos nascimentos desejados :-)

Publicado por: Dora em dezembro 7, 2004 09:48 PM

Esta é uma história bela que vale a pena ser recontada. E vc o fez de forma linda! Parabéns. Beijocas

Publicado por: Loba em dezembro 7, 2004 09:58 PM

Todo o menino nasce com uma história para contar e um sonho para querer. Não é o menino que perde o sonho, somos nós que o roubamos. Nós, que já fomos meninos, e que já deixamos roubarem o nosso sonho,. Todos os dias nasce um menino, cheio de vontade de ser o seu sonho e o sonho começa sempre com um "era uma vez..."
O que falta ao menino são contadores de histórias que o ensinem que na vida o que conta é o amor, é o dar e não o ter e o ganhar.
Andamos todos a contar as histórias erradas aos meninos...

Publicado por: almaro em dezembro 7, 2004 10:03 PM

E é, de facto, um excelente texto!
Bjs

Publicado por: Jose Duarte em dezembro 7, 2004 10:57 PM


Nem no nascimento há igualdade... E se há, logo se perde no colo que acolhe o nascituro, ou não...

Dar vida é das coisas mais belas que acontece ao ser humano... E esta filosofia que acima exprimes, o Cristianismo, veio mostrar que os homens são todos iguais, os que nascem nas palhas ou nos berços dourados. Foi das coisas mais revolucionárias que a humanidade conheceu, este suposto exemplo de Deus, que pôs na terra um filho seu nas condições mais adversas... É algo que deveria estar mais presente no Natal. Foi este generoso menino Jesus que, nuzinho, povoou a minha infância com as suas descidas pela chaminé para deixar presentes nos sapatinhos...
Nunca é demais lembrá-lo, afinal o Natal não é do gordo Pai Natal tresandando a Coca Cola e a suor de renas...

E o teu poema aborda plenamente toda a filosofia da igualdade dos homens entre si. Lembremo-la sempre, em qualquer circunstância. Beijinho e bom feriado, Lique.

Publicado por: deSaraComAmor em dezembro 7, 2004 11:00 PM

Minha amiga que bom! que ternura! que acaso (será?! haverá?!) este de ser um dia de nascer para mim e aqui este nascimento encontar! Te agradeço como se fora oferta que assim como tal a recebi!
Um grande abraço!

Publicado por: seila em dezembro 8, 2004 12:14 AM

Quero tanto acreditar querida Alice que esse menino ainda ca esta, que só anda ocupado e não ve tantos meninos a morrerem á fome, a serem maltratados, tão carentes de amor. Quero tanto acreditar que um dia destes acontece um milagre. Quero tanto acreditar que so vão nascer bébés desejados, que vão ser amados, cuidados. Quero tanto acreditar. Porque é a esse acreditar que me agarro quando acho muitas vezes que já em nada acredito. Tocou-me muito e a imagem é de uma força tremenda. O nascer de uma nova vida. A esperança de um amanhã melhor. Um bom feriado querida amiga e um beijo cheio de ternura.

Publicado por: myryan em dezembro 8, 2004 01:07 AM

Meninos, iguais na brancura da página ainda em branco que trazem consigo.. tão pura, tão confiante...
Com que linhas, sim, com que cores serão escritas as vossas histórias, ó Meninos que foram iguais na nudez da nascenca, e que o serão de novo na solidão da morte? ..
Beijo amigo e bom feriado,
Ana Maria

Publicado por: aguasdemarco em dezembro 8, 2004 01:31 AM

Belo texto Lique ;) pudesse eu escrever poesia com tal naturalidade ...mas fico sempre preso nas palavras , tropeço, ou não sei...

Publicado por: finurias em dezembro 8, 2004 03:34 AM


do sortilégio do Natal, guardo a poesia, as memórias, a infância! e, comovidamente, me aproximo, cada vez mais, dos meus "ausentes"...

mas a igualdade não reside no mito! é meta almejada dos homens!

belo poema de... amor!

beijos

Publicado por: DonBadalo em dezembro 8, 2004 10:18 AM

eheheh! eu na resisto embora fique um bocado mal aqui, mas estou morta de rir depois de ler os teus coments no Ognid! andas muito de lá para cá rss e depois ficas assim "despistada" . Eu quando for meu dia...aviso :)(se bem que ontem foi tb um dia muito meu, na é?!)Beijinho moça e um bom feriado!

Publicado por: seila em dezembro 8, 2004 11:08 AM

Renascer é preciso amiga..
como este menino, como todos os outros...
Toda tristeza um dia é perdida,
se tranformando em vento terral,
salgando as profundezas do oceano e voltando como algas coloridas no litoral,
porque toda manhã que se inicia deixa para trás a melancolia,
a noção passiva de um final.
Se as pessoas acordam entorpecidas,
se espreguiçando e negando suas sensações de sonho mais contritas,
é somente a esperança que nasce no final da madrugada,
quando as sombras diminuem pela casa
e a gente inventa uma nova melodia para uma mesma canção antiga.
Toda manhã a gente inventa
novamente a nossa vida.
Em cada dia a um renascimento..
E eu preciso crer.. nisso..
E ao que parece,
tudo que se precisa nessa vida
é o toque de uma mão...
muitos beijos..

Publicado por: em dezembro 8, 2004 12:05 PM

Lique, querida, teu post hoje tem um significado muito especial p/ mim. Tu sabes. Foi o toque da mão da tua linda escrita que coloriu o meu dia.:)bjs, minha amiga.

Publicado por: LiaCostaCarvalho em dezembro 8, 2004 01:03 PM

Olá Lique.Em primeiro lugar quero-te dizer que sinto que tu és uma das pessoas mais Lindas que povoam o mundo dos blogs e só tenho a agradecer a amizade que me dedicas. O teu artigo, se oportuno ou não só tu o sabes, fala de um nascimento, de um renascer, de uma morte em Dezembro. O nascimento é Luz que brilha intensamente, é alegria. O renascer é um percurso oferecido para se alcançar a Luz através do Tempo. Uma morte em Dezembro pode ser tudo ou nada. Obrigada, minha amiga, pela tua visão das letras. Bjinhos e um feriado feliz.

Publicado por: amita em dezembro 8, 2004 01:31 PM

Maravilhosas palavras Lique. E lá vamos nós tentando recuperar esse não sonho, de antes do encarnar, única maneira de não ver os nossos sonhos roubados, é não os ter... e simplesmente viver.
Porque se é o sonho que nos impulsiona, é também ele que nos separa, pois de sonhos diferentes e conflitantes somos nós feitos. Sonhar e aceitar o sonho dos outros... como conseguir?
O busilis da Liberdade...
Há muito que refletir aqui. Obrigada.
Um beijo da Ys

Publicado por: Yurei-san em dezembro 8, 2004 01:45 PM

Entristece-me constatar e muito ver que o sonho foi tão mas tão apagado aqui na Terra. E que as diferenças são tantas. E são tantas logo antes do acto de conceber. E tantas antes do nascer. E tantas no momento de cada nova criança dar o 1º grito no/para o mundo. Esta é a realidade. Mas também não posso nem querro esquecer o que de muito bom existe e o significado de uma nova vida que vem ao mundo com dignidade, com dignidade cresce e se desenvolve. É o nascer e o ser na sua maior plenitude. É isto que eu quero fazer brilhar em mim, não esquecendo contudo, o que sai fora destes parâmetros. Por que a fazê-lo seria mais uma a contribuir para o apagar do tal sonho já tão mal tratado.

Belo poema, Lique. Belo poema... não de época, mas de sempre. Temporalmente, de sempre.

Beijinho.

Publicado por: Sandra em dezembro 8, 2004 02:36 PM

Lindo poema, e devia ser ser tudo assim, igual, sem os "consumismos" do Natal. Olharmos para os que passam fome, vivem em guerras...enfim. Muitos beijos:)***

Publicado por: wind em dezembro 8, 2004 03:14 PM

Muito bonito. Fiquei assim como sem palavras...

Meu beijo

Publicado por: Carlos em dezembro 8, 2004 03:30 PM

Verdade ou ficção, sempre achei o Natal a história mais bela alguma vez contada.

Um grande abração do
Zecatelhado

Publicado por: Zecatelhado em dezembro 8, 2004 04:33 PM

Comovente, este teu poema. Bjs.

Publicado por: Jane em dezembro 8, 2004 11:41 PM

no princípio é assim... e é verdade que até para nascer é preciso sorte; o sol nasce igual para todos, mas não aquece da mesma forma toda a gente.
Obrigado pela visita.

Publicado por: óssóbó em dezembro 9, 2004 10:46 AM

Belo cm sempre! :)

Publicado por: Bruno em dezembro 9, 2004 11:41 AM

Minha amiga, que mais poderei acrescentar a esses comentários inseridos? Só iria repetir as ideias expressas! Ao selecionar os poemas recebidos (os teus e os da Wind, os únicos que nos enviaram pela Net!) achei esse bonito demais para a meu pobre vozeirão e sugeri à Mamede que o lesse com aquele sentimento que só ela sabe dar às palavras. E como todos gostamos... Um abraço, Amiga.

Publicado por: josé gomes em dezembro 9, 2004 12:06 PM

Um dos meus desejos anuais, natalicios, que repito até que a alma deixe de me doer... isso mesmo. Que cada criança que nasça seja tão amada como os meus o são. Mesmo sem pão, sem brinquedos, sem conforto, sejam amadas. É meio caminho andado para tudo o resto! Beijo minha querida. O teu texto merecia ser escrito num balão que voasse até ao céu...

Publicado por: fernanda em dezembro 9, 2004 01:12 PM

Nascemos todos do mesmo sitio, morremos todos para o mesmo sitio. A viva é apenas uma passagem... todos diferentes, todos iguais.

Publicado por: polittikus em dezembro 9, 2004 03:38 PM

>>M.P.:é verdade, amiga! A diferença está só no percurso da vida no qual, infelizmente, não temos todos as mesmas condições. Beijinho grande para ti.

Publicado por: lique em dezembro 9, 2004 03:50 PM

>>jgonçalves: o pior ainda são aqueles que pregam esta mensagem mas que não a praticam minimamente. Porque, em teoria, todos estamos de acordo. Na prática, já é bem mais complicado. Um abraço.

Publicado por: lique em dezembro 9, 2004 03:56 PM

>>Dora: de facto é uma história bonita. Pena é que a mensagem subjacente seja pouco assimilada. Beijinhos

Publicado por: lique em dezembro 9, 2004 04:03 PM

>>Loba: obrigada, amiga. Beijo grande para ti.

Publicado por: lique em dezembro 9, 2004 04:06 PM

>>almaro: como sempre, a tua visão sonhadora não se dispersou do essencial. Estamos, de facto, a contar as histórias erradas aos meninos. E estamos a roubar-lhes os sonhos. Beijos

Publicado por: lique em dezembro 9, 2004 04:09 PM

>>José Duarte: obrigada, amigo! beijos

Publicado por: lique em dezembro 9, 2004 04:10 PM

>>Sara: também foi este Menino Jesus que povoou a minha infância. E agora, afastada cada vez mais de qualquer tipo de crença, esta filosofia de igualdade parece-me a única que me atrai. No entanto, sei da sua impraticabilidade. Porque a humanidade, de facto, não quer. Beijinhos

Publicado por: lique em dezembro 9, 2004 04:19 PM

>>seila: querida amiga, pela coincidência (será?) ofereço-te o poema. De uma mãe para outra. Beijinhos

Publicado por: lique em dezembro 9, 2004 04:21 PM

>>myryan: eu também gostava de conseguir acreditar. Mas infelizmente perdi esse tipo de fé há muito tempo. Cada vez acredito menos nos homens, quanto mais em deuses. Mas, nesta altura do ano, pensamos sempre nisto, não é? Beijinhos

Publicado por: lique em dezembro 9, 2004 04:25 PM

>>aguasdemarço: iguais, sim, naquele segundo. E mesmo assim... A história muda logo a seguir. Que bom era que as páginas brancas fossem cheias só com histórias belas! Beijinhos

Publicado por: lique em dezembro 9, 2004 04:29 PM

>>finurias: ora, ora, eu já li poemas teus muito bem esgalhados, meu caro! Lutar com as palavras, acho que lutamos todos. Beijos

Publicado por: lique em dezembro 9, 2004 04:30 PM

>>DonBadalo: essas memórias de infância ainda são o melhor do Natal. Mas as perdas e as dores também se agudizam nesta altura. Se o poema é de amor ou de desamor, é o que resta saber. beijos

Publicado por: lique em dezembro 9, 2004 04:33 PM

>>Lú: as tuas palavras, além da sua beleza, trouxeram também um renascimento por aqui. Tu sabes! :) Há que reinventar a vida, sim. Há que renascer e ter o poder de ultrapassar a dor. Um beijo enorme, amiga.

Publicado por: lique em dezembro 9, 2004 04:36 PM

>>Lia: eu sei, sim, amiga. E ainda bem que o dia se coloriu. Espero que continue colorido! Sabes quanto isso é importante para mim, para nós. Beijos

Publicado por: lique em dezembro 9, 2004 04:38 PM

>>amita: só posso agradecer as tuas palavras. O texto foi feito para este tema específico e é a minha visão do nascimento ligada aqui um pouco à igualdade que deveria existir para cada criança que nasce. Beijinhos para ti.

Publicado por: lique em dezembro 9, 2004 04:44 PM

>>yurei-san: pois está tudo no que disseste: sonhar e aceitar o sonho dos outros. Acho que todos devíamos ter condições para sonhar sonhos diferentes. E respeitar os sonhos dos outros. Utópico? Talvez. Beijinhos

Publicado por: lique em dezembro 9, 2004 04:53 PM

>>Sandra: não é de facto um poema de época. Porque eu não quis que fosse. Para mim, o Natal aviva esta noção de desigualdade, de apagar desse sonho. Mas aceito o que disseste relativamente à dignidade de cada vida que nasce. Beijinhos

Publicado por: lique em dezembro 9, 2004 05:18 PM

>>Wind: é esse o espírito, minha amiga. Se todos pensassemos assim, poderíamos fazer do Natal uma época muito mais bela. Beijinhos

Publicado por: lique em dezembro 9, 2004 05:20 PM

>>Carlos: obrigada pelo que disseste. Também gosto muito do que escreves. Beijos

Publicado por: lique em dezembro 9, 2004 05:21 PM

>>Zecatelhdo: e é, amigo. Se tivessemos aprendido a lição... Beijos

Publicado por: lique em dezembro 9, 2004 05:23 PM

>>Jane: obrigada, amiga. Ainda bem que gostaste. beijos

Publicado por: lique em dezembro 9, 2004 05:24 PM

>>ossóbó: de facto, há crianças que já nascem sem direito a sonhar. O sol pode lá estar mas não as aquece. Beijos

Publicado por: lique em dezembro 9, 2004 05:27 PM

>>Bruno: muito obrigada pela apreciação. Bjs

Publicado por: lique em dezembro 9, 2004 05:28 PM

>>José Gomes: e como eu gostei de o ouvir, dito pela voz da Maria Mamede! O poema ganhou outra sonoridade. beijos, amigo

Publicado por: lique em dezembro 9, 2004 05:29 PM

>>Fernanda: minha querida, quanta razão há nas tuas palavras! De facto, se o amor compensar de alguma forma a desigualdade, estaremos a formar seres humanos dignos e felizes. Um beijo grande.

Publicado por: lique em dezembro 9, 2004 05:31 PM

>>polittikus: a vida é uma passagem, só que em bem diferentes condições para cada um de nós. Condicionados à partida, essa passagem não pode ter o mesmo valor nem concretizar-se da mesma forma. Bjs

Publicado por: lique em dezembro 9, 2004 05:34 PM

{ ...


não vou eu escrever [nem em filosofias deslumbrar] sobre quem nasce [de que cor ou dor; de que vida ou sabor...] [...] mas sim de quem deu nascer [luz]:

mãe ; [saudade de ser criança]
recordo-me em saudade, em dor e peito
quando feliz em teus braços satisfeito
criança que era em teus beijos e leito
a lembrança triste do que fiz e feito
não ser mais aquele de teu aleito
em ternura e agora pai afeito
sinto o teu e admiro preceito
© biquinha

beijos*


... }

Publicado por: pipetobacco em dezembro 9, 2004 10:48 PM

>>pipetobacco: querido amigo, o teu poema celebra a mãe que dá vida. E é um dos elementos (talvez o principal) deste caminho que iniciamos ao nascer. Pode fazer a diferença pela sua dádiva de amor. beijos

Publicado por: lique em dezembro 9, 2004 11:49 PM

Lá me apraz repetir que Natal é quando um homem quiser. Estou com muitos dos teus comentadores, resumidos na expressão usada pelo DonBadalo: o espírito do Natal é a meta a atingir.
Deixas-nos aqui um belo poema de Natal e de esperança desassombrada. Mas, ainda assim, de esperança. A mais lúcida, porventura a mais atingível, pois é feita desse desassombro. A esperança necessária e urgente, se me permites conspurcar com frase-feita o teu poema.
Um beijo.

Publicado por: OrCa em dezembro 11, 2004 12:27 PM

>>OrCa: Não deixaste frase feita nenhuma, amigo. Aliás, acho que fizeste uma análise muito correcta do que eu quis transmitir quando fiz o poema. Não queria que fosse desencantado mas, como imaginas, não poderia ser um poema de clichés de Natal. Importante é essa esperança que parace reavivar-se no Natal mas devia estar sempre em nós. Beijos

Publicado por: lique em dezembro 11, 2004 01:29 PM