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janeiro 01, 2005
G1 - Porque em mim há sempre gaivotas

Eu tenho sempre Gaivotas
Do pensamento ao desejo
Que chegam em cada abraço,
Que partem em cada beijo,
Eu tenho sempre Gaivotas
Do pensamento ao desejo!
Eu trago sempre Gaivotas
Neste céu onde eu existo,
Gaivotas de dor profunda,
Dessa dor de que me visto,
Eu trago sempre Gaivotas
Neste céu onde eu existo!
Em mim há sempre Gaivotas
Em bandos, como pardais,
Gaivotas de Liberdade,
Morrem muitas, nascem mais;
Em mim há sempre Gaivotas,
Em bandos, como os pardais!
Que eu, tenho sempre Gaivotas
Do pensamento ao desejo,
Que partem em cada abraço,
Que chegam em cada beijo,
Que nascem no Coração,
Levantam voo da mente,
Gaivotas feitas futuro
E passado e presente,
Gaivotas de todo o Amor,
De sorriso, de partida,
Gaivotas feitas de morte,
De saudade e despedida;
Que ser Gaivota é ser forte,
É ser Livre para Amar,
É ser Livre de partir,
É ser Livre de chegar,
Livremente viajando
Nas vagas de cada olhar;
E, porque me perco no tempo
Por no tempo andar perdida,
Por isso é que há Gaivotas
Dentro de mim, por toda a VIDA!...
Maria Mamede, in "Pelas Letras do Alfabeto"
Publicado por lique às janeiro 1, 2005 08:28 PM
Comentários
Um feliz 2005 aqui para esta casinha.
Haja paz, amor, solidariedade entre os homens de boa-vontade.
Tudo de BOM para ti.
Um abração do
Zecatelhado
Publicado por: Zecatelhado em janeiro 1, 2005 09:59 PM
Gosto.
Parabéns pela escolha
Publicado por: blueshell em janeiro 1, 2005 10:04 PM
...só tive pena :) quando devorado o poema,vi que não era teu...a sério assenta-te que nem uma luva! Um abraço e ...que tal agora o OrCa verseja em francês!!!:) aquele moço tem artes... pena eu na saber alemão...nem sequer inglês :) vou pedir à Pimentinha
Publicado por: seila em janeiro 1, 2005 10:27 PM
Extraordinário poema de Maria Mamede sobre a dor. Mas as gaivotas estão no rio e no mar:) Olha para eles...Lembra-te"Os amigos são como as estrelas...".) Muitos beijos minha amiga Lique:)***
Publicado por: wind em janeiro 1, 2005 11:12 PM
Como ela (a gaivota), somos livres... Lembras-te?
beijinhos e bom ano, Alice!
Publicado por: madalena em janeiro 1, 2005 11:25 PM
Olá lique!
Seguramente que a tua passagem de ano terá sido boa.
A minha foi excelente.
Simplifiquei ao máximo os desejos e agora anseio vê-los cumpridos.
O teu post de hoje é muito bonito.
Aposto nas liberdades para amar, partir, chegar...viajar!
Bjs
Publicado por: Jose Duarte em janeiro 1, 2005 11:27 PM
Amiga: Espero que te encontres pronta para os novos combates. Eu, depois da ressaca, já rejeitei definitivamente o traste 2004. Bonito, bonito, é tudo o que está para vir. Parabéns pela primeira escolha do ano (Maria Mamede) que estará presente na próxima noite de Poesia de Vermoim, no próximo Sábado. Beijo
Publicado por: Pantanero em janeiro 2, 2005 11:04 AM
Poema à liberdade interior, de amar, de sentir, de partir para novos percursos. Essa certeza, é um dos bens preciosos que me estrutura.
Lindo poema.
Beijinhos, Lique.
Publicado por: moriana em janeiro 2, 2005 11:12 AM
Gostei do poema, optima escolha para abrir o ano, Lique!
Um abraco apertado,
Ana Maria
Publicado por: aguasdemarco em janeiro 2, 2005 12:47 PM
Agradeço retribuindo a visita comentada para desejar-te um excelente 2005, pleno de realizações, pejado de gaivotas para seres Livre.
besito
Publicado por: Anjo élico em janeiro 2, 2005 01:41 PM
também pensei que seria teu...(o que é sempre um elogio)
olha, 'miga... vou ver se descubro o OrCa a versejar em francês (aquele homem é o máximo) e, de caminho, vou oferecer os meus serviços à Seila, in deutsche Sprache, natürlich...)
Publicado por: titas em janeiro 2, 2005 05:01 PM
Li, reli, trili: um encanto de poema. Beijo daqui, neste ano que começa, amiga.
Publicado por: Márcia em janeiro 2, 2005 06:47 PM
ainda bem que muitos ainda têm gaivotas de liberdade
bom ano e saude
Publicado por: hammer em janeiro 2, 2005 08:50 PM
...ah! as gaivotas que me acompanham desde miudo nado e criado numa Lisboa de outros tempos; de uma Lisboa de gentes cinzentas no vestir e amordaçadas no falar que os tempos não eram para brincadeiras; e as gaivotas nos dias mais invernosos subiam tristes e de gritos lamentosos (como as gentes) até ao Bairro da Graça.
E eu garoto, desenhava-lhes o voo. Num Abril de 74 lá estavam elas no Terreiro do Paço e imaginei-as alegres porque as pessoas já trajavam de cores diversas, conversavam animadas e transformavam Lisboa noutra cidade. As gaivotas, Lisboa e os sonhos fraternos das pessoas, reunem-se por vezes no inicio de cada ano...
Beijos e intés!!
Publicado por: porquinho da india em janeiro 2, 2005 09:18 PM
Os teus pensamentos são aves que voam pelo universo dos sentidos... Adorei. FELIZ 205.
Publicado por: polittikus em janeiro 2, 2005 10:23 PM
Belíssimo poema, Lique!!!
Sobretudo um hino à liberdade de pensar e de sentir, coração feito gaivota, pensamento feito mar...
Beijinho grande, fica bem... :))
Publicado por: maria em janeiro 2, 2005 10:41 PM
Gaivotas...não são fáceis de amar as gaivotas. Sempre rasgando o céu sempre a voar..não é fácil... Ontem passei por cá mas o weblog não estava nos seus melhores dias. Deixa-me querida Lique, desejar-te (só agora,porque não tive tempo para o desejar antes a cada um de vós) um bom ano, cheio de paz e sonhos realizados. Deixo-te um beijo do tamanho do mundo.
Publicado por: myryan em janeiro 2, 2005 10:51 PM
Muito bonito o poema, amiga :-)
Espero que o teu ano tenha começado feliz e assim continue, minha amiga. Cheio de saúde e amor. Tudo de bom. Beijos :-)
Publicado por: yardbird em janeiro 2, 2005 11:06 PM
eu venho aqui deixar-te um grande beijinho e uma gaivota com beijos para 2005. tudo de bom
Publicado por: sonia em janeiro 2, 2005 11:21 PM
Voar, voar sem asas até onde o Sonho permita... Lindo, Lique... :)**
Publicado por: M.P. em janeiro 3, 2005 12:03 AM
Eu que nem sou de apreciar pássaros (pq pra penas já bastam as que tenho no coração) adoro gaivotas e vôos a rasar as ondas. Uma gaivota então, pra ti minha querida, de asas bem abertas de vôo bem alçado, de mergulho em águas límpidas... que 2005 a traga consigo.
beijo grande.
Publicado por: pandora em janeiro 3, 2005 12:27 AM
Excelente escolha Lique. O poema de Maria Mamede é lindíssimo. Feliz Ano para ti, minha amiga
Publicado por: amita em janeiro 3, 2005 12:36 AM
Lindíssima escolha, lique!Um bom ano para ti, amiga.
Publicado por: MWoman em janeiro 3, 2005 12:58 AM
desenhei uma gaivota
na linha do horizonte
a gaivota voa, voa
não há quem a encontre
quem me dera que regresse
em manhã de primavera
"malhas que Império tece"
na Liberdade que já era...
Publicado por: DonBadalo em janeiro 3, 2005 12:03 PM
Fizeste com que chorasse, Lique e não é justo!
Adorei o poema; é lindo!
Obrigada pela tua mensagem - o meu Pai está a recuperar, mas há outro problema e estamos a ficar preocupados!
Tudo de bom para 2005 e como digo, a porta está sempre aberta!!!
Um xi
Marta
Publicado por: MARTA TEIXEIRA em janeiro 3, 2005 02:25 PM
Há palavras que exercem em mim um fascínio difícil de escrever e de sentir, gaivota é uma delas, porque é uma não-palavra, porque tem vida e tem voares, tem fugas, tem cores e horizontes. Devo ter átomos de uma gaivota nem mim, e foram logo todos parar ao olhar…
Redescobri ao ler Isabel Alhende a palavra “totémico”, animal totémico, e como por magia, ou fantasia percebi a gaivota que me fala, que me sussurra e que me leva aos limites do meu horizonte. Sem ela, não pintava nem escrevia. Não é esteticamente bonita a gaivota, mas Deus meu, o seu voar é tão intensamente suave que nos transporta para o sonho. É só deixarmo-nos ir…
Publicado por: almaro em janeiro 3, 2005 03:05 PM
Bem, Lique, se a tua escolha é providencial, o poema de Maria Mamede é de voar... País de poetas, este, na verdade.
Deve ser... Tem de ser da arte de lutar contra a adversidade.
Descemos quase até tocar no fundo e, logo depois, erguemo-nos em voos arrojados de gaivotas, indiferentes aos penhascos e de corpo entregue ao vento.
Deve ser do mar. Tem de ser do mar...
Beijos
(Não vás na conversa da SeiLá, que aquilo foi só um devaneio... sei lá...)
Publicado por: OrCa em janeiro 3, 2005 05:30 PM
Gostei muito desta... Gaivota, a minha não é assim tão livre ( ainda não se soltou )
beijo Lique !
Publicado por: finurias em janeiro 3, 2005 06:00 PM
>>A TODOS: de propósito, comecei este ano de 2005 com um poema de uma poetisa que descobri recentemente e que me cativou completamente. Escolhi um poema de luta, de esperança, de liberdade. Há algo que nos dê maior sensação de liberdade que as gaivotas? Ali, em voos sobre o mar... Horizontes largos. Porque de tristeza e horizontes estreitos estamos todos fartos. Considerem este poema a minha mensagem de esperança do ano de 2005. A esperança possível de não deixarmos morrer em nós as gaivotas.
Publicado por: lique em janeiro 3, 2005 06:35 PM
Que as gaivotas voem livres envoltas em maresia. Um bom ano para ti, Lique.
Publicado por: Ana em janeiro 4, 2005 01:21 AM
{ ...
[escolha]
por ti reclamada [exigida] [;]
por ele[a] tida [alcançada; obtida] [;]
por nós sentida [lida]
© pipetobacco
beijos*
... }
Publicado por: pipetobacco em janeiro 4, 2005 11:29 PM
uma frescura de poema, minha amiga, que me demonstra o teu belo gosto que admiro...beijo de ano novo !
Publicado por: ruiluis em janeiro 5, 2005 02:30 AM