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fevereiro 08, 2005
A voz dos amigos (V)

Cavalo Branco
Branco
Riscado no verde
Cruza sombras num galope
No fremir de asa branca
Crepita o bosque fremente
Desse fogo que não arde
No restolho esvoaçante
Corre
Corcel libertado
Cruza o manto de verdura
Corre livre
Enfim liberto
E ao vento o peito aberto
Traz ao bosque outra frescura
Corre
Mítico unicórnio
E que ao som do teu tropel
Floresça este vergel
Brotem fontes de água pura
Alado cavalo branco
Trazes asas de luar
E dourar de cada estrela
Nesse louco cavalgar
Cavalo
De correr mundo
Querer-te alado unicórnio
De fadas cruzando o bosque
Ou duendes misteriosos
Até perceber que és só
E apenas o que serás:
Um cavalo branco e belo
Que me transporta no sonho
Levando-me bosque afora
Ao encontro da aventura.
Poema e foto : Jorge Castro (OrCa)
[Quem não o conhece? É um privilégio tê-lo aqui, entre os meus amigos]
Publicado por lique às fevereiro 8, 2005 11:13 AM
Comentários
Sem dúvidas, sem dúvidas!
Um abração do
Zecatelhado
Publicado por: Zecatelhado em fevereiro 8, 2005 11:31 AM
Ora viva cara amiga.
Já algum tempo que não te visitava, e opor isso aqui deixo este comentario.
Um abraço.
pr
Publicado por: peregrino em fevereiro 8, 2005 12:04 PM
Carissimo, andas a fazer concorrencia, é? :) a fotografia está fantástica e o poema, como é habitual, nem se fala. Belas parcerias Lique. bjks
Publicado por: ognid em fevereiro 8, 2005 01:25 PM
Genial poema do Orca e linda imagem. O sonho tem de aompanhar a vida real:) beijos para os dois:)***
Publicado por: wind em fevereiro 8, 2005 02:35 PM
Quem mantém a capacidade de sonhar íncolume possui o maqgnífico talento de atravessar arco-íris!
Boa Terça Feira de Entrudo... **
Publicado por: M.P. em fevereiro 8, 2005 03:18 PM
Belissimo poema. Vou seguir o link e visitar o Jorge.
Publicado por: Tim Bora em fevereiro 8, 2005 03:51 PM
Há pessoas que se não nascessem teriam que ser inventadas, esse teu amigo seria uma delas...
Jinhos
Publicado por: Blue em fevereiro 8, 2005 06:24 PM
Já tudo foi dito nos comentártios anteriores apenas acrescentarei É lindo e eu gostei, os meus parabéns. Bjs
Publicado por: docerebelde em fevereiro 8, 2005 08:00 PM
Olá!Gostei muito deste poema, é um libertar de emoções, de pensamentos e de palavras!Boa escolha!Adorei e não conhecia!Beijinhos!
Publicado por: sandra em fevereiro 8, 2005 08:14 PM
Merecem-se!Dois beijinhos!
Publicado por: seila em fevereiro 8, 2005 08:18 PM
poema tao tao tao lindo!!!
e a imagem igualmente bonita:)
beijinhos
Publicado por: isa xana em fevereiro 8, 2005 08:53 PM
Olá. Lique, olá Jorge. Louvável este espírito de Carnaval. Adorei o poema e a imagem. E quero ir nesse cavalo de encontro ao bosque encantado da aventura, onde coabitam fadas e duendes e se sente o sopro das asas do luar, quero sim!
Publicado por: LibeLua em fevereiro 8, 2005 09:24 PM
Ah que saudades tinha de ler um poema onde a fantasia impera e nos deixa um bom sabor na boca... fazem falta às vezes esses raios de luz, diria mesmo "mais vezes"...
Obrigada pela partilha, Lique, e um beijo aos dois.
Publicado por: aguas de marco em fevereiro 8, 2005 10:07 PM
Agradeço muito os comentários, tão favoráveis...
Digo-vos, apenas, que tudo aquilo que se faz com amor não custa. Será, talvez, essa uma das essências da arte que procuramos nas (e para as) nossas vidas.
A ti, Lique, um agradecimento especial por me honrares com esta tua disponibilidade. Com esta tua partilha.
E prego-te uma partida: hoje, deixo-te beijos e abraços para distribuíres por toda esta gente boa que por aqui passa!
Publicado por: OrCa em fevereiro 8, 2005 11:49 PM
Tem a música própria dos poemas de Jorge.E a beleza. Um beijo, Lique. Um beijo, Jorge.
Publicado por: Márcia em fevereiro 8, 2005 11:53 PM
Vou de cavalo branco a galope no sonho...Belas palavras tu tens por aqui, minha amiga de há tantos meses (que aqui são coisa especial apesar de virtual!)Um beijo muito grande.
Publicado por: MWoman em fevereiro 9, 2005 12:21 AM
Olha, eu não conhecia! Obrigada, Lique, por mo teres apresentado.
Um beijo para ti e outro para o Jorge.
Publicado por: Ana em fevereiro 9, 2005 02:04 AM
...opa! Seu Orca é memo bom de letra!
Te parabanizo pela selecção; tá uma gostosura...
(Porquinho Bertus (ensonado e estoirado), acabado de chegar à Portela de Sacavém, regressado do Rio, após cinco dias de incontável folia...)
Beijos e intés!!
Publicado por: porquinho da india em fevereiro 9, 2005 10:13 AM
...e já agora, continuando aquilo que já se vai tornando um hábito (quando os poetas "desafiam") aí vai um poema repentista para adornar a tua caixa de comentários:
Ao encontro d´aventura
monto este belo alazão
crinas doiradas ao vento.
que fazer da amargura
uma forma de canção,
passa a ser o meu intento
e uma forma de razão
de esquecer males de amor.
Corro as partidas do mundo
de Almada até Timor;
dou asas ao meu corcel,
não hei-de bater no fundo
que o meu cavalo alado
tem olhos da côr do mel.
Chega; estou mesmo cansado!
(Bertus desmonta, cái de imediato e adormece logo aqui...não vai mais longe! O cavalo lança-lhe um olhar de compreensão e afasta-se em direcção ao café do Mendes para tomar um café...)
Publicado por: porquinho da india em fevereiro 9, 2005 10:52 AM
Um poema muito bonito que me fez viajar no tempo e entrar naquelas estórias (para crianças) que eu tanto gosto. Liberdade, pureza, encanto. Sonho... sonho...
Fotografia igualmente muito bonita. Conjunto bem conseguido.
Beijinho :)
Publicado por: Sandra em fevereiro 9, 2005 11:30 AM
gostei do "fogo" desse corcel a toda a brida!...
um abraço, amigo OrCa!
beijos, Lique!
Publicado por: DonBadalo em fevereiro 9, 2005 11:37 AM
O OrCa é assim um bardo! Nem que pegasse num jumento, a coisa iria dar ao unicórnio.
(Agora, esse pig, é demais! Tem pedalada para dar e vender!...)
Kisses, Lique. E esta coisa que fazes, de trazer os amigos ao teu rossio, é muito agradável.
Publicado por: MJM em fevereiro 9, 2005 12:08 PM
Gostei do poema e da foto. Não me tinha apercebido que o OrCa tem dedo para a poesia e para a fotografia (será que os fotógrafos também são poetas?!!!).
Para ti, Lique, passei por aqui para te deixar um abraço.
É chegada a altura de deliciar-me com as leituras e as fotos dos blogs...
Publicado por: josé gomes em fevereiro 9, 2005 12:10 PM
...hoje parece que "tirei assinatura";
só para esclarecer que no primeiro comment os beijos eram para ti Lique...que para o Orca é um abraço...
Publicado por: porquinho da india em fevereiro 9, 2005 12:13 PM
Para MJM:
VENDO PEDALEIRAS EM BOM ESTADO, GUIADORES CURVOS E BICICLETAS EM SEGUNDA MÃO, SEM RODAS; ESPECIAIS DE CORRIDA SÓ ÁS SEXTAS.
(Monto e reparo em casa...se necessário)
BERTOCICLOS: a melhor da especialidade!!!
Para LIQUE:
Eu sei que a publicidade no blog dos outros é um abuso...mas a vida tá má...e depois se o negócio correr bem tens uma percentage; juro!
Publicado por: porquinho da india em fevereiro 9, 2005 12:29 PM
>>PARA PORQUINHO/BERTUS: afinal não eras tu aquele que não existia? Diacho... Isso foi do Carnaval ou quê? Não existindo, conseguiste ir ao Brasil, fazer um poema (não vou dizer mal deste, não...) e montar um negócio de bicicletas? Se existisses não sei como seria... :) Beijos que eu já lá vou ver se reapareceste. Deixa-me almoçar porque eu ainda não atingi esse estado de não-existência.
Publicado por: lique em fevereiro 9, 2005 12:38 PM
ahahahahahah
Pobre Lique. O Orca numa de unicórnios e o Bertus numa de monociclos....
Bom almoço! à conta disto, tb ainda não fui almoçar. Mas já apanhei uma barrigada de riso
Publicado por: MJM em fevereiro 9, 2005 02:15 PM
Vim cá para, e que feliz estou pois licoisas fantásticas.Os meus parabens
Publicado por: adryka em fevereiro 9, 2005 03:19 PM
De facto...um poema soberbo...Completo, desperta os sentidos...
Lindo.
Um beijo aqui da BlueShell (para os dois)
Publicado por: blueshell em fevereiro 9, 2005 04:01 PM
Quem conhece o meu cantinho sabe que aprecio o cavalo, pela sua elegância...
Assim, só podia ter gostado deste poema! :)
Saudações
Publicado por: Carriço em fevereiro 9, 2005 05:23 PM
Espero que tenhas ouvido o meu "grito" nos comentários da Titas :) Gostei muito do poema, Orca. E fica muito bem aqui, Lique. beijinhos para os dois
Publicado por: Cinda em fevereiro 9, 2005 09:39 PM
Repito-me pertinentemente: é bom saber que há poetas vivos.
Beijinhos Alice
Publicado por: madalena em fevereiro 9, 2005 09:48 PM
Mais uma vez me deliciando com seu post, apreciando as palavras que transmitem sentimentos, por vezes perdidos no esquecimento da infancia.
bjos querida
Publicado por: Liliane em fevereiro 9, 2005 10:32 PM
>>A TODOS: agradeço terem vindo ler a poesia do Jorge que tem a qualidade que todos comprovaram. No seu blog (Sete Mares) e noutros a que dá colaboração há muito mais a descobrir. Como ele me deu a molhada de beijinhos e abraços, aceitem-nos e repartam entre todos.
>>OrCa: a ti, em particular, o meu obrigada por teres acedido participar e honrar este sítio com a tua poesia e a tua arte fotográfica. Um beijo para ti.
Publicado por: lique em fevereiro 10, 2005 08:39 AM
A minha vénia e, outra vez, com agradecimento a todos, amiga Lique. Se isto continua, ainda me vêem a pastorear uma manada de unicórnios...
Agora e contando com a condescendência geral, uma particular saudação ciclística ao Porquinho da Índia, tão injustiçado e esquecido por aqueles de nós que, habituados a ver porcos a andar de bicicleta, não reparam na graciosidade tão diversa e elegante da arte cicloturística de um porquinho da índia... que, ainda para mais, vai a casa! (Eheheh...) Bravo poema e de pedaladada ritmada!
Publicado por: OrCa em fevereiro 10, 2005 10:35 PM
Hum... que saudades de andar a cavalo!!! Senti-me voar om o teu poema. Beijinhos, Betty
Publicado por: Betty em fevereiro 11, 2005 03:07 PM
Hum... que saudades de andar a cavalo!!! Senti-me voar com o teu poema. Beijinhos, Betty
Publicado por: Betty em fevereiro 11, 2005 03:08 PM
Soberbo...Um poema magnifico e uma imagem a condizer... Este poema tem um sabor especial para mim, muito especial...
Obrigada por o partilhares aqui. :-)
Abraço
Publicado por: Menina_marota em fevereiro 15, 2005 12:14 PM