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fevereiro 24, 2005

Amor estranho

f609002.jpg


Amor estranho
Por doce e violento se fazer
Por amargo e suave me parecer
Moldado na incerta serenidade
De dias de desejo e negação
Amor estranho
De riso e lágrimas se enfeita
Em cama áspera me deita
Rugosos lençóis de espanto
Terna seda em minha mão

Diária estranheza do conhecimento de ti.
Diária negação do (re)conhecimento de mim.


Foto: Jivago Sales

Publicado por lique às fevereiro 24, 2005 08:34 PM

Comentários

E não há sempre alguma estranheza no Amor, Alice?
Porém, como viver sem ele?
Um beijo, amiga

Publicado por: LetrasAoAcaso em fevereiro 24, 2005 10:10 PM

Diária procura de superação de estranheza ao encontro da novidade do próximo dia! E assim se renova o Amor que não se deixa cair em rotineiro Sentir! **

Publicado por: M.P. em fevereiro 24, 2005 10:39 PM

A FOTO E' EXTRAORDINARIA E... o *POEMA*, fala por si:
Poucas Palavras,
MUITAS EMOCOES!
_BELO_!!!!!!

_Agradeco Sua Gentil Visita!
Deixo meu Abraco!
Heloisa B.P.
**************

Publicado por: Heloisa B.P. em fevereiro 24, 2005 11:19 PM

Espectacular foto , para não menos divinal poema. Mais palavras para quê?. Muitos beijos:))***

Publicado por: wind em fevereiro 24, 2005 11:43 PM

Verso muito bonito.
Bom fds.
Beijinhos.

Publicado por: Art Of Love em fevereiro 25, 2005 12:39 AM

Quanta sensibilidade...

Publicado por: Luís em fevereiro 25, 2005 01:18 AM

...gostei muito do poema...mas achei-o um pouco nostálgico...ou será que foi só impressão minha?...espero que esteja tudo bem contigo...
Fica bem amiguinha.

Um beijinho* grande.

Publicado por: Estrela do mar em fevereiro 25, 2005 03:15 AM

Um poema cheio de aparentes contradições.
Como é que o amor pode ser assim, com tantas diferenças? Mas a verdade é que o amor é estranho, muitas vezes aos olhos dos outros. Porque cada pessoa ama do seu jeito particular.

Amor estranho? Sim...

Beijos!

ps.: gostei muito!

Publicado por: Vulcão em fevereiro 25, 2005 09:43 AM

Belo poema, Lique: O amor, e as suas muitas faces..
A foto não poderia ser outra!
Beijo amigo.

Publicado por: aguas de marco em fevereiro 25, 2005 10:13 AM

Gostei do poema.
Desculpa, amiga, estou a ficar desleixado nos comentários, mas tenho-te visitado com regularidade.
Um bom fim de semana.
Abraços

Publicado por: josé gomes em fevereiro 25, 2005 11:12 AM

Porque não é o hábito mas essa estranheza do outro e descoberta de nós que alimenta o amor...

Publicado por: sotavento em fevereiro 25, 2005 12:01 PM

Nostálgico... como um momento sentido-perdido, em nós...

Doçura de uma espera, feita desejo...

Gostei da estranheza do amor e da sensualidade da imagem...

Beijo :-)

Publicado por: Menina_marota em fevereiro 25, 2005 12:03 PM

Mais um daqueles que nos faz sonhar agarradinho ao travesseiro. Bom Fim de Semana, Beijo

Publicado por: Pantanero em fevereiro 25, 2005 12:03 PM

nada te é estranho, Mulher!

"rugosos lençóis de espanto/terna seda em minha mão!... ": o amor, dito assim, (vivido?) é a mais bela expressão da tua feminilidade ! de que te orgulhas, claro...

beijo carinhoso, Lique!

Publicado por: manuel em fevereiro 25, 2005 12:08 PM

O Amor é todo estranho...e Bom!:)

Publicado por: annie hall em fevereiro 25, 2005 12:42 PM

:) :)

Publicado por: Papo-seco em fevereiro 25, 2005 02:03 PM

Ah o amor
o amar
seja ele como for
nos enche de alegria
nos enche de vontade
esta é a arte do amor...

Abraço e bom final de semana.!

Publicado por: Vivian Oliveira em fevereiro 25, 2005 02:44 PM

Olha Lique eu já vim aqui ene vezes e...não quero levar isso como hábito, mas entre este teu post um ali no Luís e o da Sotavento...menina sinto que inda me sai um post lá pela noite. Abraço, Lique!

Publicado por: seila em fevereiro 25, 2005 04:41 PM

Magnifico! Amei a foto...perdi-me nas palavras.
Abraço.Fica bem.

Publicado por: Blue em fevereiro 25, 2005 04:55 PM

É...é assim que se nos embarga a voz. Lindo! Bom fds e muitos beijinhos, querida Lique :)

Publicado por: Cinda em fevereiro 25, 2005 05:04 PM

Olá, Lique
Descobri o teu blog... há fotos e palavras assim, em que conseguimos conjugar a beleza de dois mundos...
Um beijo
Daniel

Publicado por: Daniel Aladiah em fevereiro 25, 2005 05:15 PM

Será que o amor é contraditório?
Penso que engloba contradições que são muito bem exploradas por ti. Excelente, mais uma vez.
Mas ri-te, ri muito, que te faz bem...
Beijo grande e bfs.

Publicado por: NILSON em fevereiro 25, 2005 06:06 PM

e como é grande a poesia...
muito bem cara lique :)

bom fim de semana

Publicado por: Carlos em fevereiro 25, 2005 06:51 PM

..."de riso e lágrimas se enfeita"!
...e com apenas três palavras descreves "um" amor. Sintetizar, também é próprio e comum ao poeta...que tu és.
Beijos amigos e intés!!

Publicado por: porquinho da india em fevereiro 25, 2005 07:32 PM

"Rugosos lençóis de espanto
Terna seda em minha mão"

que belos versos, Lique. e ai, como há amores estranhos. como há.

beijo.

Publicado por: Márcia em fevereiro 25, 2005 07:53 PM

o amor tem um misto de suavidade e violência...
beijos, amiga.

Publicado por: moriana em fevereiro 26, 2005 10:26 AM

Como diz uma letra dos Donna Maria, "O Amor é tudo, tudo isto..."

Saudações e bom fim-de-semana!

Publicado por: Carriço em fevereiro 26, 2005 11:51 AM

Todas as dicotomias que agrupas formam o quadro completo que se 'resolve' no verso "Diária estranheza do conhecimento de ti."
Por isso se evoca a perplexidade do amor; os aparentes antagonismos aos quais preferíamos extripar a dor. Mas o lado oculto lunar está integrado no brilho da lua - estranha forma que o sol encontra de se manter presente, como o fazemos quando o outro em nós se projecta, e nós no outro. Os opostos validam-se, sem se negarem. A cabeça sabe disso mas não o sabe explicar ao coração. (Lá vamos nós a Pascal...)
Amar é um dom; explicá-lo é uma incoerência.
Big kiss, big poet

Publicado por: MJM em fevereiro 26, 2005 12:50 PM

o amor tem sempre duas faces.
lembrei-me deste poema de Antero de Quental

«A casa do coração»

«O coração tem dois quartos:
Ali moram, sem se ver,
Num a Dor, noutro o Prazer.

Quando o Prazer, no seu quarto,
Acorda, cheio de ardor,
No seu adormece a Dor...

Mais baixo, Prazer! Cautela,
Folga e ri mais devagar...
Não vá a Dor acordar.»

espero que tenhas gostado como gostei do que escreveste:)

**

Publicado por: isa xana em fevereiro 26, 2005 05:39 PM

JURO: ontem senti assim o amor...senti cada palavra como se tivesse sido eu a escrevê-la. Impressionante como estas coisas acontecem...
BOM fds e Beijo caloroso, BShell

Publicado por: blueshell em fevereiro 26, 2005 11:13 PM

>>A TODOS: obrigada pela leitura, pelos comentários, pela partilha de opiniões e emoções.
Como o amor não se explica e tem sempre várias facetas, cada um de vós terá do poema a sua interpretação. E senti-lo-á à sua maneira. Por isso, não tem muita lógica hoje entrar em diálogo.
Beijinhos e abraços para todos.

Publicado por: lique em fevereiro 27, 2005 12:17 AM

Isto é o que se classifica de O poema certo ;escrito com as palavras exactas; ilustrado excelentemente. Aceita os meus parabéns, gostei imenso. Bom domingo.Bjs

Publicado por: docerebelde em fevereiro 27, 2005 01:11 AM