« A voz dos amigos (VI) | Entrada | Amor estranho »
fevereiro 22, 2005
O corredor dos meus medos

Percorro os meus medos em espiral num poço sem luz, como se reconhecê-los fosse meio caminho andado para os enfrentar. Lá, bem no fundo desse poço, existe um corredor comprido de paredes amareladas e portas, muitas portas de um lado e doutro. Encostados à parede, bancos onde se sentam olhares. Pessoas? Não sei. Eu vejo olhares. Não distingo velhos, mulheres, crianças. Pressinto súplica, desespero, esperança. E dor. Quase palpável é a acusação daqueles olhos. Eu, espectadora. Eles, actores. E a interrogação sobre o porquê de ser assim. Dirigida sei lá a que entidade que não ouve, que não responde. Passo por esses olhares, com vergonha e culpa. Sem encontrar também eu a explicação.
Ali, no corredor escondido no fundo dos meus medos, enfrento as minhas orgulhosas certezas, as minhas arrogâncias, as minhas “máximas de vida”. E sinto que não valem nada. Aqueles olhares também já reflectiram certezas, vaidades, arrogâncias. Também já brilharam de esperança, de amor. E tudo isso se foi, deixando-os ali, seguindo as batas brancas ou azuis que passam, como se delas dependesse o regresso ao que foram. Cada bata que passa acende um “talvez” naqueles olhares. E esse talvez é o que me faz ver claro o corredor e reparar que a luz também entra nele. Às vezes.
Foto: Catedral
Publicado por lique às fevereiro 22, 2005 05:15 PM
Comentários
Penso que a vida é sempre um percurso entre medo e coragem! Por vezes é uma dessas partes que vem ao de cima, depois vem a outra e por aí fora!
Publicado por: ajcm em fevereiro 22, 2005 06:25 PM
Corredores de hospotais... assustam, mas são, na verdade, um caminho de esperamça!
Saudações
Publicado por: Carriço em fevereiro 22, 2005 06:41 PM
Eu conheço bem esses corredores! Infelizmente, passo neles uma grande parte do tempo, que deveria ser outro. Que deveria ser à luz do sol, à luz da alegria. Tenho com esses corredores uma relação amor/ódio. Uma vontade de ficar e de partir.Como se pode aguentar correr esses corredores, ao longo de anos e anos, na esperança, de dar esperança, ao nosso companheiro de vida? Esses corredores, são a minha esperança, a minha força e que esperançosamente a transmito.
Não me faças verter lágrimas. Faz-me colher flores.
Um beijo um pouco choroso...
Publicado por: Menina_marota em fevereiro 22, 2005 07:00 PM
Passei muito tempo nesses corredores, mais que medo é a certeza de não podermos fazer nada, há sempre uma barreira que nos tolhe, refiro-me aos hospitais e ao actual sistema de saúde.
Beijos
Publicado por: stillforty em fevereiro 22, 2005 07:55 PM
É tão frágil o que nos segura cá em cima, que basta um instante para nos desprendermos e caírmos no abismo...
Mas também pode ser simples a pequena chama que nos aquece a esperança... :)
Publicado por: sotavento em fevereiro 22, 2005 08:24 PM
Magnífico post. Todos temos os nossos medos e temos de viver com eles no noso corredordo espírito. Genial foto da Catedral:) beijos amiga:))***
Publicado por: wind em fevereiro 22, 2005 09:22 PM
Um sítio em que quase todos somos iguais, pelo menos na dor e na esperança. Adorei o teu texto Lique. Bjokas, amiga
Publicado por: amita em fevereiro 22, 2005 10:04 PM
Ainda existem corredores assim,é verdade ,mas têm-se feito um esforçp(não tanto como o necessario)para mudar as coisas.Este em especial é terrivel....e a doença deve ser combatida em locais abertos e cheios de luz!:)bjs
Publicado por: annie hall em fevereiro 22, 2005 10:56 PM
E agora, o que te dizer a isto? A este texto dolorosamente bem escrito? Falar-te dos meus medos em corredores compridos? Das batas brancas e azuis de esperança? Umas vezes sim, outras não? Não consigo, lique! Desculpa. Um beijo muito grande para ti.
Publicado por: MWoman em fevereiro 22, 2005 11:00 PM
Onde há luz haverá sobra. Convirá que a luz n~ºao seja assim tão intensa para que seja impossível veros objectos que ela desenha, as sombras que cria, as ilusões que alimenta, os medos que nos atormentam. A grande chatice é que, a seguir aos medos, inventámos a palavra sobressalto. a situação piorou: alguns casos de medos infundados jamais foram resolvidos...casos de luz ao fundo do túnel. pode até nem aliviar, se de repente pensarmos que afinal é um comboio e não a paz e sossego tão ansiadas.
Bjs
Publicado por: Jose Duarte em fevereiro 22, 2005 11:29 PM
Ambiência Kafkiana no teu "post" de hoje, Lique! Infelizmente não ficção! Tantos que desesperam na esperança de encontrarem alguém que os ajude,na espera de uma mão a que não chegam muitas vezes pela burocracia de uns quantos papéis que é preciso arranjar ou pela incúria de gente que trabalha - quando trabalha - e não sente... No meio disto tudo há também actos de grande nobreza que calam fundo mas que depois ficam ... Desculpa-me a ausência! Esta semana que passou foi um corre-corre! Beijinho
Publicado por: M.P. em fevereiro 22, 2005 11:49 PM
É curioso que a mim o teu texto também me fez lembrar Kafka. Corredores onde correm as dores.
Um beijo.
Publicado por: Ana em fevereiro 23, 2005 12:14 AM
escrevi para ti!um abração!
Publicado por: seila em fevereiro 23, 2005 12:15 AM
Li com atenção o que escreveste.
Também a mim o texto sugeriu corredores de hospital, mas pela descrição inicial, as unidades fechadas, as do ponto sem retorno, as da loucura.
Que os teus corredores podem ser muita coisa, Lique; E no fundo, qualquer que seja corredor, o medo e a angústia sentem-se da mesmissima maneira, pois os piores de todos são os corredores da mente, que em maior ou menor grau percorremos, nos percorrem.. Kafka de facto.
Um pouco de luz de vez em quando;
Ou então as trevas, mas de vez!
Beijo grande.
Publicado por: aguas de marco em fevereiro 23, 2005 08:11 AM
A vida é assim mesmo. E esses corredores...
Olha LIQUE, para te alegrar um pouco digo-te só que hoje perdi a cabeça e tenho sapatos à venda no meu blogue...!
Beijo grande.
Publicado por: NILSON em fevereiro 23, 2005 08:44 AM
Todos temos os nossos medos, não é?
Nem conseguiríamos fugir de os ter, mesmo que quisessemos, mas falar sobre eles ajuda a combatê-los. A enfrentá-los, como dizes.
Nem sempre tarefa fácil...
A foto é muito bonita e ilustra muito bem o teu "corredor".
Beijos!
Publicado por: Vulcão em fevereiro 23, 2005 09:55 AM
o inferno está em nós, tantas vezes! somos nós que o inventamos! sei que encontrarás sempre luz em cada olhar, por mais fundo que doa!...
beijos, Lique!
Publicado por: manuel em fevereiro 23, 2005 10:51 AM
Li sem objectivar e percorri com o texto os meus próprios corredores. Há que inventar a luz. Ela sobressai intensa quanto mais cerrada é a negritude.
"E esse talvez é o que me faz ver claro o corredor e reparar que a luz também entra nele."
Só a desistência impede de acolher a esperança.
*
A profundidade da imagem transmite dois percursos: a perspectiva de quem olha de cá, do escuro, e o ponto de onde emana a luz, ao fundo. Esses dois movimentos contidos no corredor fazem dela uma bela perspectiva.
Kisses p'ra dois
Publicado por: MJM em fevereiro 23, 2005 11:21 AM
Os teus "corredores" fizeram-me pensar em lares e orfanatos... Bj querida que vou apanhar sol e, com sorte, umas gotas de chuva!
Publicado por: fernanda em fevereiro 23, 2005 12:46 PM
entendo bem a inumanidade desses corredores lique, o medo que provocam, a ansiedade, a espera. um bj
Publicado por: encandescente em fevereiro 23, 2005 01:11 PM
Belíssimo sobre a dor. A dor dos outros e o fino fio que a torna nossa. Tal como a cintilação que ao tomar os olhares dos outros se reflecte no nosso, um brilho "primitivo", anterior às nossas "máximas de vida".
Publicado por: Dora em fevereiro 23, 2005 04:04 PM
Nada melhor do que encarar os problemas que a vida nos coloca à frente como uma luz ao fundo do tunel... Gostei
Publicado por: polittikus em fevereiro 23, 2005 05:32 PM
Esses corredores são exactamente como os descreves. Arrepiam-me. bjks
Publicado por: ognid em fevereiro 23, 2005 07:38 PM
Tomei conhecimento do seu blogue no da Márcia Maia, resolvi aparecer e fiquei emocionado com o seu texto. Abraços.
Publicado por: Luiz Guerra em fevereiro 23, 2005 07:40 PM
Um texto que me deu muito gosto ler...Gostei mesmo!
Publicado por: Luís em fevereiro 23, 2005 07:42 PM
antes de mais, obrigada pelo comentário.
os teus medos fizeram-me lembrar uma frase dita por um poeta africano, que ouvi algures num canal francófono:"há a minha verdade, a tua verdade e uma outra verdade a que ninguém chega". gostei tanto que quis partilhá-la contigo. beijos
Publicado por: ângela em fevereiro 23, 2005 09:52 PM
...os nossos medos (gosto mais de receios...) são ancestrais. E o homem, que bastas vezes deles se ri ou os esquece, quando se vê confrontado com os ditos, vacila e não raro, culpabiliza-se como que os exorcizando.
As certezas, vaidades ou arrogâncias, são próprias do ser humano (que não é perfeito...) e se usadas em quantidades que não nos atirem para a dependência, não é daí que vem mal ao mundo ou para o nosso semelhante.
Não gosto de corredores escuros; prefiro pensar que embora tenha defeitos, também possuo algumas virtudes...e a verdade do poeta africano da Ângela, quem não gostava de a conhecer?
Fica bem amiga. Beijos e intés!!
Publicado por: porquinho da india em fevereiro 23, 2005 10:18 PM
detive-me no comentário da menina marota...
um beijo, amiga. Um texto lindo, mas que não consigo ainda ler mantendo a necessária distância das emoções que sangram.
Publicado por: titas em fevereiro 24, 2005 12:06 AM
o medo sempre está por perto. nao ter medo é impossível, o possível é tentar não lhe dar muita importancia, é fingir que nao o vemos.
gostei de como escreveste, como sempre gost:)
jinhu*
Publicado por: isa xana em fevereiro 24, 2005 12:23 AM
há qualquer coisa de enigmático no fundo do corredor, ou túnel, se quisermos. não é luz. voltarei
Publicado por: knuque em fevereiro 24, 2005 02:05 AM
Puxa Lique! Isto é mais do que medo! A mim fez-me lembrar o 'De Profundis, Valsa Lenta'. Algum problema?
Publicado por: Cecília em fevereiro 24, 2005 02:29 AM
aqui está a vida tal e qual. uma escrita limpa e despojada, que tanto gosto.
beijo,
Publicado por: maat7 em fevereiro 24, 2005 09:37 AM
Fizeste-me lembrar Ellis Regina, Lique... "Sou caipira pira pora Nossa Senhora de Aparecida/ilumina a mina escura e funda o trem da minha vida.../
A luz...As sombras...Os medos... Enfim, a vida...
Publicado por: maria em fevereiro 24, 2005 10:17 AM
Já me esquecia do beijinho...** :))
Publicado por: maria em fevereiro 24, 2005 10:19 AM
Os meus "corredores" estão em obras. Tive de restaurar com cores de saudade uma das alas e demora um pouco a recriar uma nova normalidade. Um beijo grande
Publicado por: madalena em fevereiro 24, 2005 10:56 AM
Acho sim, que conhecer nossos medos dá-nos coragem para enfrentá-los.
Belissimo post, profunda reflexão.
bjos querida
Publicado por: Liliane em fevereiro 24, 2005 02:50 PM
Sei-os...de cor!
WB
Publicado por: whiteball em fevereiro 24, 2005 04:35 PM
Gostei do post...eu conheço esses corredores...tal e qual...
agora não tem a ver com o post:
Todos me perguntam se ontem gritei. ..
Não cheguei a gritar...consegui passar por tudo sem gritar. Por vezes o meu corpo sentia-a com tanta intensidade que quase desmaiava. A cama parecia tremer de tempos a tempos...mas eu dizia para mim mesma " Não grites, olha os vizinhos, ...assim vão ouvir-te" .
E recolhia o grito na garganta. A cabeça às voltas e o corpo, de novo, a querer sucumbir...mas não GRITEI! Estava toda molhada e o suor cobria-me o corpo todo...
Era da febre, hoje estou melhor...a dor de cabeça já passou e EU NÃO GRITEI!
Publicado por: blueshell em fevereiro 24, 2005 04:36 PM
>>ajcm: é verdade o que dizes, só que o confronto com os nossos medos é sempre difícil. bjs
>>Carriço: às vezes, amigo, às vezes. Mas assustam sempre. Um abraço
>>Menina marota: não queria provocar-te tristeza. Entendo o que dizes. Espero que tenhas agora um sorriso no rosto. E colhe as tuas flores, que tudo o que de bom para nós próprios fazemos se vai reflectir no que damos aos outros. Beijinhos
Publicado por: lique em fevereiro 24, 2005 07:04 PM
>>stillforty: essa é outra vertente da questão com a qual nos debatemos quando entramos nestes corredores. Mas antes está o nosso próprio medo. Beijinhos
>>sotavento: como tens razão, amiga! Essa fragilidade é talvez a raiz do medo. Mas a esperança está lá sempre. Beijinhos
>>wind: é verdade que todos temos os nossos corredores particulares. E como é difícil passar por eles. Beijinhos
Publicado por: lique em fevereiro 24, 2005 07:10 PM
>>amita: é verdade, amiga, ali não há diferenças. Um beijinho
>>annie hall: amiga, tem-se feito um esforço, mas o nosso medo em certos corredores destes nem tem a ver com as condições. É o confronto com os nossos pesadelos. Beijinhos
>>MWOMAN: amiga, eu entendia mesmo se não tivesses dito nada. Cada um de nós tem os seus motivos que o levam a ter dificuldade em encarar problemas específicos. Beijinhos, linda.
Publicado por: lique em fevereiro 24, 2005 07:26 PM
>>José Duarte: o problema é termos que nos confrontar com os nossos medos. Esperamos sempre ver a luz ao fundo do túnel. Beijos
>>M.P.: pois, infelizmente não é de todo ficção. O sistema existente é mau mas, sabes, eu nem quero entrar por aí. Só me lembro dos olhares das pessoas. Beijinho para ti.
>>Ana: são mesmo corredores onde correm as dores. As dores do corpo e da alma. Beijinhos
Publicado por: lique em fevereiro 24, 2005 07:32 PM
>>seila: a ti, eu só quero agradecer. O teu texto de "resposta" ao meu é de uma beleza extraordinária. E de uma enorme sabedoria de vida. Um beijão, mulher.
P.S. Quando é que te tenho aqui, na "Voz dos amigos"? Agora o convite é público :)
>>aguas de marco: não é bem esse corredor. Mas os pavores são quase semelhantes. Esperamos sempre um pouco de luz. beijinhos
>>Nilson: pois é, amigo! Esses corredores, infelizmente, entram na nossa vida de vez em quando. Obrigada pelo sorriso que o teu texto me provocou. Beijos
Publicado por: lique em fevereiro 24, 2005 07:40 PM
>>vulcão: Não é tarefa fácil, não! Mas escrever isto foi uma espécie de exorcismo. Algo que precisei fazer. Beijinhos
>>manuel (gosto mais deste nick, sobretudo porque não é nick :)): o inferno está, sem dúvida em nós. Neste caso, é só uma parte do meu inferno pessoal com a qual tenho que me defrontar. E acredita que procuro a luz que existe em todos os olhares. Beijos
>> MJM: Há mesmo que inventar a luz. E permitir-lhe a entrada. Sem desistências. Beijinhos, baby
Publicado por: lique em fevereiro 24, 2005 07:48 PM
>>fernanda: nem uma coisa nem outra, amiga. Apenas a fragilidade e a finitude da nossa condição humana. Beijinhos (choveu, mas pouco!)
>>encandescente: sei que entendes. Tenho a certeza, aliás. Beijos, amiga.
>>Dora: é de dor que se trata. Dos locais onde ela se nos apresenta mais clara. E dos olhares onde a esperança ainda cintila. Beijinhos
Publicado por: lique em fevereiro 24, 2005 07:54 PM
>>polittikus: há que tentar ver a luz no fundo do corredor, sim. Porque, se não a deixamos entrar, tudo se torna ainda mais difícil. Bjs
>>ognid: é, sempre tiveste horror a hospitais e similares. Mas há alturas em que temos que enfrentar tudo isso. Beijinhos
>> Luis Guerra: obrigada pelas suas palavras. Seja bem vindo por aqui. Visitá-lo-ei em breve. Um abraço
Publicado por: lique em fevereiro 24, 2005 08:00 PM
>>Luís: obrigada pela apreciação. Beijos
>>ângela: obrigada pela citação que partilhaste comigo. É bela e de uma profunda sabedoria. Não me agradeças comentários. Pena tenho de não ter tempo para te ler sempre. Beijinhos
>>Porquinho da índia: provavelmente o mais difícil é mesmo esse processo de culpabilização que temos dificuldade em ultrapassar. As intyerrogações a que não conseguimos responder. Mas a luz vai entrando no corredor. Beijos
Publicado por: lique em fevereiro 24, 2005 08:02 PM
>>titas: digo-te o mesmo que disse à MWOMAN. Ninguém deve ser forçado a reviver os seus próprios pesadelos. beijinhos
>>isa xana: infelizmente, querida, aqui não há como não ver. Há, isso sim, que enfrentar. Beijinhos
>>knuque: talvez não seja luz. Quem sabe? Volta sempre.
Publicado por: lique em fevereiro 24, 2005 08:15 PM
>>Cecília: algum problema, claro. Que há que enfrentar. Beijinhos
>>maat7: obrigada, minha amiga. Beijinhos
>>maria: exacto, a vida. Tudo o que aqui digo faz parte da vida e dos medos de muitas pessoas. Mas só de me lembrares a Elis, puseste um sorriso no meu rosto. Beijinhos
Publicado por: lique em fevereiro 24, 2005 08:20 PM
>>madalena: entendo-te, amiga. A nossa vida é um complicado labirinto. Com muitos corredores destes. Beijinhos
>>Liliane: olhar os nossos medos nos olhos! E fazer-lhes frente. Beijos, amiga
>>whiteball: então, entendes-me bem. Beijinhos
>>blueshell: Ainda bem que já estás melhor. E tens coragem se consegues passar por isso sem gritar. Beijinho para ti.
Publicado por: lique em fevereiro 24, 2005 08:23 PM
Só hoje me reli e... "esperaMça"??? Já nem escrever sei!
Obviamente, queria escrever esperança!
Saudações
Publicado por: Carriço em fevereiro 26, 2005 11:49 AM
Creio q esta é a 2ª vez q visito o teu blog. Nem me recordo se cheguei a comentar da 1ª vez q cá vim... Adorei este post.. A maneira como descreveste todo o cenário, toda a situação! Fantástico! Um abraço
Publicado por: missantipatia em março 8, 2005 02:19 PM