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março 10, 2005

É no dourado da tarde

dia50291.jpg


É no dourado da tarde
que me descubro tristezas
pequenas melancolias
inacabadas doçuras.
No ouro do pôr-do-sol
vejo a minha linha d’alma
um limite de horizonte
sono breve de ilusões.
O sol dorme no poente
a noite em breve será
negro cortado de brilho
caminho para outro dia.

Contemplo as brechas da alma
raiadas de ouro vermelho.
Espelho o olhar bem fundo em mim
o sol arde no meu peito.

Foto: Revelações Avulsas

Publicado por lique às março 10, 2005 12:02 AM

Comentários

é perto do dourado rio que amanhã me revelarei. gostei

Publicado por: knuque em março 10, 2005 02:27 AM

Lindo poema que eu gostava de ter escrito para o dourado da tarde.
Um beijo.

Publicado por: Ana em março 10, 2005 03:08 AM


gostei muito de poema e dos reflexos de oiro vermelho nas brechas da alma! "alquimista" de afectos, transformas o negro da noite no brilho do sol...

beijo

Publicado por: manuel em março 10, 2005 11:37 AM

"O sol dorme no poente"
Nosso poente
nascente de quem nos segue...
Bj**

Publicado por: Luís em março 10, 2005 12:22 PM

Que saudades tenho, Alice, de deixar cair a tarde à flor da pele, perdendo-me no horizonte. Quando será que voltarei e viver e não apenas a sobreviver? Bj querida

Publicado por: fernanda em março 10, 2005 12:52 PM

Excelente!
E a imagem... quem diria que tinhamos um fotografo no Finúrias! :)

Saudações

Publicado por: Carriço em março 10, 2005 01:15 PM

Lique mais um lindo poema intimista que eu gosto muito:) O sol é a luz:-) Linda a foto! Muitos beijos amiga:)***

Publicado por: wind em março 10, 2005 01:43 PM

Nem duvides que o sol arde mesmo no teu peito, pois o resultado dessa combustão, o teu poema, é belíssimo, não tem ponta de fumos de nevoeiros e revela estados de alma com pequenas brechas de doçura, que é a tua.
Gostei imenso. Parabéns.
Beijinhos.

Publicado por: NILSON em março 10, 2005 01:54 PM

Muito gosta do sol a tocar o poente... fim de tarde. Gostei...

Publicado por: polittikus em março 10, 2005 02:25 PM

Na minha falta de poesia - provada – demonstrada e assumida – diria que:

Ao fim do dia escreves o teu livro do RAZÃO, onde depois de preencheres a coluna do Deve e a do Haver, apuras o Saldo.

Desculpa

Publicado por: TóColante em março 10, 2005 02:33 PM

Como se os últimos raios de luz trouxessem uma qualquer urgência em rever a luz!... :)

Publicado por: sotavento em março 10, 2005 03:28 PM

Olá´passei por cá e vim dar com um cantinho cheio de magia, gostei muito prometo voltar sempre.

Publicado por: Adryka em março 10, 2005 05:02 PM

Não haja dúvida que há várias leituras e elas sempre dependem de estados d'alma, contextos, 'intensidades energéticas', etc. Ontem, estive aqui sentada, ainda este post não tinha secado, e deixei-me ficar silenciosamente a fruí-lo.
(Não te contei o que senti.)
Hoje, transviada por trilhos aleatórios (ou talvez nem tanto), aqui voltei.
(Continuo sem te contar o que senti.) Mas 'peguei' os dois últimos versos da canção que a sotavento publicou, pq me recordaram de ti assim, no imediato. (Agora vou contar-te o que senti.)
"é tão difícil encontrar pessoas assim bonitas
é tão difícil encontrar pessoas assim pessoas"
(Hoje não te comento o poema - só o senti.)
Kiss

Publicado por: MJM em março 10, 2005 06:13 PM

"É no dourado da tarde
que me descubro tristezas"...lindo poema e linda fotografia!
beijinhos

Publicado por: Sílvia em março 10, 2005 09:17 PM

Há momentos de luz que influeciam imenso o nosso estado de alma. Eu também me sinto estranha com o sol a descer a caminho da noite.

Publicado por: madalena em março 10, 2005 09:59 PM

Belissimo! Estás quase a alcançar-me 8-) bjks

Publicado por: ognid em março 10, 2005 11:45 PM

gostei gostei gostei muito:) tão belo

beijo

Publicado por: isa xana em março 11, 2005 12:09 AM

O poema é lindo... mas fiquei pensando nesta melancolia que nos acomete em determinadas horas, de determinados dias e que geram uma tão bela poesia! Será dourada a melancolia? rs... Beijo amiga

Publicado por: Loba em março 11, 2005 12:49 AM

...só quem se conhece a si próprio, tão bem como tu, pode escrever sobre tal tema e com tal arte. Não é novidade para mim (bem pelo contrário..), mas é um prazer sempre renovado...mais a mais depois de um curto interregno destas virtualíssimas lides.
Bom fim de semana, beijos e intés!!

PS: A tempo: Parabéns pelo aniversário do blog, ó resistente!!

Publicado por: porquinho da india em março 11, 2005 09:42 AM

com o cair da noite as nostalgias puxam-nos mais para os medos e para as confissões...
bj

Publicado por: hammer em março 11, 2005 10:24 AM

Um belo cenário que permite exactamente os efeitos contrários. Julgo que isso tem muito a ver com as particularidades de nós. Sim, julgo que sim. Sem dúvida que tem.
Passemos, agora, ao dia de amanhã. Ao dia seguinte. Aos dias seguintes. Desfrutemos do cenário na diferença. Com as diferenças. Com as variantes interiores de nós. Com os olhares reorientados. E fiquemos lá: na diferença da igualdade ou na igualdade que muito pode ter de diferente.
Boa foto. Boa relação com o poema.

Beijinho para ti, Lique :)

Publicado por: Sandra em março 11, 2005 10:45 AM

Tão lindo...

Obrigada por teres passado no dia dos meua anos. Foi importante, porque geralmente fico deprimida. E a morte do meu pai ( 24 de Janeiro) tornou tudo ainda mais difícil. Foi o 1º aniversário que passei sem ele. Tive o apoio de MUITOS amigos. Isso foi muito bom. Agradeço, de novo. Jinho, BShell

Publicado por: blueshell em março 11, 2005 11:29 AM

>>Obrigada a todos os que leram e comentaram. Desculpem se já há muito tempo não vos respondo individualmente. Quero tentar voltar a esse bom hábito mas o tempo está a trocar-me as voltas.
Beijinhos e abraços para todos

Publicado por: lique em março 11, 2005 08:46 PM

gosto da poalha dourada do fim da tarde, aquece o sentimento que resfria...
beijos, bom fim de semana.

Publicado por: moriana em março 12, 2005 11:44 AM

Que imagem lindíssima, com um texto a combinar!
Beijinhos

Publicado por: Sílvia em março 14, 2005 03:24 PM