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junho 14, 2005
Ai, Florbela...

Fosse eu Florbela e em meu canto
te diria as vezes que já te esqueci
p’ra mais doidamente me lembrar de ti
e tentar saber-te em horas de espanto.
Fosse eu poeta, aquele ser maior
pudesse amar-te assim perdidamente
cantasse versos meus a toda a gente,
e jamais se calaria o meu amor.
E em teus olhos que guardam meus tesouros
naquelas tardes que são lagos de calma
deixaria fantasias, meus palácios mouros.
Eterna sonhadora, com dálias no regaço
em oferenda te daria corpo e alma
prendendo-te p’ra sempre em meu abraço.
(Tenho que realçar as muitas palavras que pedi emprestadas a Florbela para conseguir escrever um soneto destes… Na verdade, foi escrito para as Noites de Poesia em Vermoim cujo tema era "Soneto". Apeteceu-me brincar com o assunto porque tenho a certeza de que nunca saberei fazer poemas com rima e métrica certa.)
Publicado por lique às junho 14, 2005 09:19 PM
Comentários
Está lindíssimo...soube-me bem ler. E a imagem está tão linda!
eu gosto imenso de Forbela, sabes? E adorei este teu texto.
Bjs, BShell
Publicado por: BlueShell em junho 14, 2005 10:16 PM
Navego à luz do Mar
Em águas que ao passar segredam
Mistérios da Saudade
....
Se ao menos a Terra fosse redonda
Se ao menos a Lua fosse no céu
E se ao menos fosse teu
Esse breve Sorriso
Publicado por: guevara em junho 14, 2005 10:53 PM
Que lindinho soneto Lique:))))EStá uma maravilha:-) A imagem entãso muito bem escolhida;) Muitos beijos:))***
Publicado por: wind em junho 14, 2005 10:59 PM
E fizeste muito bem, lique. Acho o soneto muito bonito e nem sabes a inveja que sinto. Sou totalmente incapaz de escrever uma quadra sequer!
Bjs
Publicado por: Jose Duarte em junho 14, 2005 11:07 PM
faz poemas sem rima, brancos. são igualmente belos :)
beijinhos, Lique.
Publicado por: moriana em junho 14, 2005 11:11 PM
Pediu "Emprestadas" e pediu MUITO BEM:fazem uma PARCERIA BRILHANTE!!!!!!!!!!
_A IMAGEM E' IGUALMENTE BELA!
_Vim trazer o meu OBRIGADA e deixar UM ABRACO!
_Estou lentamente, melhorando e visitando *AQUELES*, que tem a gentileza de me visitar e deixar palavras Amigas e de estimulo!
_FIQUE EM PAZ! E... CONTINUE COM "ESSA" OU, SIMILAR "PARCERIA"!!!!!!!!
_Heloisa B.P.
Publicado por: Heloisa B.P. em junho 14, 2005 11:20 PM
Ó minha lindona, a 'menina'-Mulher excedeu-se!
Quem disse que era fácil ou difícil? É apenas deixar soltar-se a música que há dentro das palavras. O difícil, tens tu, q é senti-las. Depois, depois é dar-lhes chão e deixá-las correr! Tá aí um sonetaço de se espancar, ó florlinda!
(Grandes serões, hein?!)
;) O meu, por aqui, foi bom. Thks & kisses
Publicado por: MJM em junho 14, 2005 11:58 PM
Lindo e ternurento, este soneto...Será que na adolescência também veneraste Florbela ;-) Beijos e continuação de boa semana!
Publicado por: Dora em junho 15, 2005 01:41 AM
incrivel como tudo aki lembra mto de mim...
bjokas
Publicado por: Liliane em junho 15, 2005 02:00 AM
A Florbela é uma das minhas poetisas favoritas.
E digo-te que gostei muitíssimo do resultado desta tua "brincadeira" com os seus poemas.
Quem gosta dela e conhece a sua obra, reconhece de imediato as peças encaixadas, como um puzzle :)
Beijinhos
Publicado por: Vulcão em junho 15, 2005 09:10 AM
Um belo momento de Poesia, lido pela voz doce da Maria Mamede!
Mas o significado dele, ganha uma maior grandeza, agora que o leio aqui!
Soltar os sentimentos, é uma forma
de nos darmos a conhecer,
de extravasar ideias,
comungar pensamentos
diluir a alma.
Não fujas da realidade,
do sol,
da vida
da palavra oferecida...
Vem...
traz a beleza que encerras
dentro do teu pensamento,
dentro do teu coração...
Para ti, um especial abraço cheio de ternura e o meu sorriso nesta manhã de sol. ;)
Publicado por: Menina_marota em junho 15, 2005 11:46 AM
Esqueci de referir, a beleza serena da imagem. E essa jarra maravilhosa de flores!Linda!
Obrigada pela partilha Bj ;)
Publicado por: Menina_marota em junho 15, 2005 11:48 AM
um poema não tem métrica, não se aprisiona nas palavras. um poema é a própria libertação da palavra no sentir. Um poema não se pensa, rabisca-se, esboça-se, como quem deita uma semente, depois cresce sozinho… se nascer com métrica, então era o destino dele...
nota: isto não é regra nem nenhuma verdade, é apenas um rabisco que saiu inteiro do sentir…
Publicado por: almaro em junho 15, 2005 12:26 PM
Acho-te graça, Lique. Fazes facilmente o mais difícil, um soneto. Depois dizes ter dificuldade na métrica que é coisa de contar pelos dedos a tamborilar como as tabuadas de antanho. lol
:) Beijo
Publicado por: pés descalços em junho 15, 2005 01:37 PM
Eu adorei, ficou lindo, lique!!!
Que se lixe a métrica! ;)
Beijocas....
Publicado por: MWoman em junho 15, 2005 03:36 PM
Pois eu acho que ficou perfeito, Lique. O que, vindo de ti, nem me esoanta :-)
Como vês, já tenho de volta o meu pc e acabei o fim de semana prolongado, prosseguindo assim os meus caminhos habituais. Acrescentados agora de mais um, o :
http://osdiasdamusica.blogspot.com/
Como vês, nunca se tem tempo e acaba-se sempre por arranjar mais qualquer coisita que no-lo roube :-)
Beijos, e muita saudade
Publicado por: Yardbird em junho 15, 2005 03:57 PM
...lá estás tu a apoucar-te! Coisa tão linda e que até merece "troco":
que às letras nunca te chegue o cansaço
despeço-me até sempre ou à volta do correio
prendendo-te p´ra sempre em meu abraço*
* Como calcularás (até por via dos "assédios"...) o "prendendo-te p´ra sempre..." é apenas uma imagem poética, que tem dono(a) e por outro lado, também não seria agora que usaria a farda de policia, para prender fosse quem fosse...
Beijos.
Publicado por: Porquinho da India II em junho 15, 2005 05:12 PM
A poesia não se espartilha Lique. Não me dei ao trabalho de verificar a métrica e para quê, se já soa tão bem assim? Muito bem. E que mal tem partir de uma palavra consentida pela vontade poética e voltar a dar-lhe brilho e vida? Florbela perceber-te-ia. Beijinhoooooooooo
Publicado por: Aziluth em junho 15, 2005 07:16 PM
Muito lindo este soneto, Lique. Já na noite de poesia de Vermoim o achei encantador lido pela voz pausada e serena da Mª Mamede. Bjinhos, Lique. Obrigado por relembrares.
Publicado por: amita em junho 16, 2005 01:13 AM
Pois ficou muito bom.
Beijo!
Publicado por: Márcia em junho 16, 2005 01:29 AM
Mesmo com a utilização de algumas palavras da Florbela, o teu poema é lindo, belíssimo. Li e reli, porque saborear poemas como este não é uma coisa que se faça todos os dias. Beijinhos.
Publicado por: NILSON em junho 16, 2005 07:52 AM
Mas que bem se saiu a minha cara amiga, para aí cheia de "nove-horas", que não sei e mais o ritmo e essas coisas todas...
Belo soneto. Como diz a MJM, não tem nada que saber: deixas o teu coração cantar... e sai soneto!
Beijos!
Publicado por: OrCa em junho 16, 2005 09:45 AM
E precisas de métrica para quê? Sabes se o Pantanero apagou o blog? Não consigo aceder... Bj
Publicado por: fernanda em junho 16, 2005 01:38 PM
Gostei demais do soneto Lique e a imagem foi muito bem escolhida. Beijos
Publicado por: Marcia em junho 16, 2005 06:18 PM
Tenho a certeza que a Florbela se entiria honrada com o empréstimo de algumas palavras que tornou este soneto lindo!
Um beijo
Publicado por: Lina em junho 16, 2005 08:34 PM
Ó Lique, elucida-me, isto também é um "palimpsesto", como o da MJM?!... :)
Publicado por: sotavento em junho 16, 2005 09:49 PM
... e terminou com chave de oiro, como mandam os cânones: "prendendo-te para sempre em meu abraço"! ...
Se me permites opinião no assunto, acho que deves reincidir, sem a "muleta" da Florbela
beijos
Publicado por: manuel em junho 16, 2005 11:13 PM
... e terminou com chave de oiro, como mandam os cânones: "prendendo-te para sempre em meu abraço"! ...
Se me permites opinião no assunto, acho que deves reincidir, sem a "muleta" da Florbela
beijos
Publicado por: manuel em junho 16, 2005 11:14 PM
A brincar, a brincar... E o post está lindíssimo!
Um beijinho, Lique!
Publicado por: madalena em junho 16, 2005 11:54 PM
Querida Lique
A poesia está na alma... e quem diz que muito do que fazes, para além da escrita, não é uma poesia também? (quanto à forma, ainda bem que somos humanos e criativos, e o soneto está muito bom).
Um beijo
Daniel
Publicado por: Daniel Aladiah em junho 17, 2005 12:36 AM
Como sabes Lique não sou grande apreciadora da poesia lânguida da Florbela, excepto um ou outro ocasional soneto, não me revejo na escrita. Gostei da forma como baralhaste as palavras, as partiste e voltaste a dar (desculpa a alusão tipo jogo de cartas, mas foi isso que me veio à cabeça). Captaste na perfeição o ritmo de escrita da Florbela, o verso que se prolonga, que fica. Gostei... Do teu!!
Publicado por: encandescente em junho 17, 2005 07:58 AM
Belo soneto/homenagem, amiga! Não te preocupes com as questões técnicas e solta as emoções que é esse, a meu ver, o encanto da poesia.
Parabéns e fico à espera de mais :) Beijinhos muitos, linda.
Publicado por: Mitsou em junho 17, 2005 11:38 AM
Que interessa a métrica, Alice? Já imaginaste quanta "métrica" anda por aí de péssima qualidade?
Já te o disse uma vez. Ando a ficar completamente espantado contigo. Pela positiva.
A tua poesia tem encanto.
Um beijo Alice.
Bah. Hoje não estou forreta. Muitos beijos
Publicado por: zezinho em junho 17, 2005 12:08 PM
>> Não sei bem que vos diga. Obrigada, claro. Mas, de facto, eu levei este "soneto" como uma brincadeira. E não sei se a vou repetir porque o ter que me "encaixar" em regras relativamente fixas pode ser um bom exercício mas não condiz com o meu conceito de poesia. Pode até ser que lhe ganhe o gosto, quem sabe...
Se gostaram, fico feliz. É o que conta.
Beijinhos e abraços para todos.
Publicado por: lique em junho 17, 2005 12:49 PM
lique, gostei sinceramente. Tudo o que fazes sai
bem. Continua amiga. Beijinhos
Publicado por: betania em junho 18, 2005 09:33 PM