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junho 04, 2005

Do amor eterno

lovers.jpg

Marc Chagall, Lovers



“Dois amantes ditosos não têm fim nem morte,
nascem e morrem muitas vezes enquanto vivem,
são eternos como a natureza”

Pablo Neruda, Cem sonetos de amor


Só o título já faz sorrir os cépticos. E com esta música de fundo e as palavras de Neruda, têm que concordar que isto hoje tem todos os ingredientes de um post quebra-corações. Pois não é essa a minha intenção… embora possa acabar por ser isso mesmo. Ora, eu não disse já que sou contraditória?
Nunca acreditei que o amor pudesse ser eterno. Sempre precisei que o fosse. É compreensível isto?
A história de Romeu e Julieta sempre me pareceu tão inverosímil como um qualquer milagre que me contem. Todas as histórias de amores únicos, de almas gémeas, de pares que se amam “para sempre”, despertam as piadas cínicas que guardo para quem me conta uma patranha e se convence que eu a vou aceitar por boa.
Entretanto sei que, quando amamos, precisamos de pensar que é para sempre. Eu, pelo menos, sinto assim. Senão, que graça tem? Meias entregas, reservas, relações a prazo… para quê? É eterno…. pois, já sei, enquanto dura. Sábia constatação a do poeta.
A minha dúvida é: porque precisamos de acreditar que é eterno? Porquê esta necessidade de absoluto, de infinito? Porque achamos que o sentimento é incompleto enquanto não dizemos “sempre”, sabendo conscientemente que “sempre” não existe?
E seremos todos(as) assim, ou serei mesmo eu que sou uma incorrigível romântica sob a capa de cepticismo que gosto de mostrar? Querem dar uma achega à minha divagação?


Som: Chico Buarque e Telma Costa, Eu te amo

Publicado por lique às junho 4, 2005 09:14 AM

Comentários

Engraçado é que eu estava aqui, acordada às quatro e meia, pensando exatamente nessa eternidade efêmera do amor.
Um beijo grande, amiga.

Publicado por: Márcia em junho 4, 2005 10:04 AM

Felizmente, já muitas vezes senti esse "renascer"...

Saudações e bom fim-de-semana!

Publicado por: Carriço em junho 4, 2005 10:19 AM

Penso que todos precisamos de acreditar que haverá sempre uma recompensa suprema, que há mais lado positivo que negativo, que há mistério, que vale a pena lutar. Se não, se já soubermos o "final" da história, para quê virar a página?

Publicado por: Pecola em junho 4, 2005 10:39 AM

Olá Lique. Bom dia. A palavra "amor" poderá ser um sentimento que nos impele para o objecto dos nossos desejos, uma inclinação, uma paixão, um objecto da nossa afeição, um afecto, etc; "eterno" poderá ser uma concepção vulgar e temporal da eternidade ou intemporal, algo que não teve princípio nem há-de ter fim, algo inalterável, etc. Toda esta divagação (lol) para emitir a minha opinião sobre o tema que propões. Seguindo o contexto do teu artigo, não acredito no dito "amor eterno" tão cantado por poetas e escritores; embora tenha o caso dos meus pais que o foi até à morte deles. Mas, claro, há, como em tudo, uma excepção que confirma a regra. Todo o ser vivo tem necessidade de se sentir amado. Já vai longa a minha dissertação sobre este tema apesar de muito mais haver para dizer. Amiga, espero que tenhas um bom fim-de-semana. Bjinhos

Publicado por: amita em junho 4, 2005 10:42 AM

Querida Lique
Claro que és romântica e colocaste bem o problema. O amor é para sempre porque queremos mostrar ao outro a grandeza do que sentimos e gostamos de pensar que somos amados sem limite. Mas, no fundo, sabemos que somos humanos e nada do que é humano dura para sempre. Aí, refugiamo-nos na alma (eterna), na continuidade do tempo (eterno?), nos anjos (eternos?) e em tudo aquilo que apele à nossa busca de imortalidade, e sabe bem...
Um beijo
Daniel

Publicado por: Daniel Aladiah em junho 4, 2005 11:10 AM


Escrevei sobre isso metaforicamente ontem. Dificilmente a sede de infinito se consubstancia num só amor. Quando assim é teremos Túmulos de Amor Eterno - aqueles que a história e a morte consagraram... O que me parece eterno, Lique, é precisamente a capacidade de amar e a necessidade de uma retribuição unívoca, restrita e exclusiva. Mas tal só existe dentro de nós. Os Românticos sabíam-no e alimentavam amores idílicos e incondicionais. Como ideal, desejamos que só haja um na nossa existência. Uma espécie de voz que nos fala mesmo no silêncio, ao longe, e está connosco sempre. E por vezes assim é, mesmo que se quebrem os laços. Não convém é confundir a intensidade da paixão com o amor sereno. Ao desejarmos que ela permaneça para sempre nos nossos dias, tornamo-nos seres esfomeados de falácias sempre e sempre mais breves. É, penso eu, um dos males do nosso tempo. A impermanência dos sentimentos, uma espécie de sofreguidão aflita, que não tem nada mas mesmo nada a ver com aquilo que explicitas no teu texto e eu subscrevo. Sabermos que há alguém dentro de nós. E querermos que fique lá para sempre e que o sempre não tenha o sabor amargo da ausência. Claro que abusivamente falo por ti, assumindo que concordarás. Lançaste o repto e eu avancei. Um beijinho para ti e um bom fim de semana!

Publicado por: Lib em junho 4, 2005 12:38 PM

Olá querida amiga, sabes que hoje em dia as pessoas tão preocupadas estão com o sem umbigo, que o amor é apenas uma palavra não um sentimento. Admiro-te por falares sobre isto. Eu prezo o sentimento, a vida o amor. Beijos

Publicado por: adryka em junho 4, 2005 12:55 PM

Tens toda a razão amiga Lique. O amor não existe para sempre, desgasta-se, o que pode ficar é uma amizade, um hábito, uma rotina, o que é horrível. Bonita a música e o poema de Neruda.) Muitos beijos:))***

Publicado por: wind em junho 4, 2005 02:49 PM

Eu sou uma eterna apaixonada... uma romântica de nascença... Se acredito no amor eterno? Claro que acredito. Se calhar, nem sempre com a mesma pessoa... vamos falar a verdade... quantas vezes na nossa vida já amámos? E, esperamos voltar a amar? Não será esse o sentido do amor? O amor que temos para dar e esperamos receber?

Porque amamos, afinal? Porque cantamos o amor? Porque necessitamos dele, para encher a nossa alma e os nossos desejos mais íntimos...

Bem... ficaria aqui a falar... porque o amor para mim é um sentimento de que eu não abdico, nem em sonhos... ao menos aí... cumprem-se!

Um abraço terno e bom fim de semana :-)

Publicado por: Menina_marota em junho 4, 2005 03:41 PM

Divagar sobre o eterno, não é possível num comentário…
Neste mundo em que nos encontramos, em que a ilusão é cada vez mais evidente, o eterno não passa dum conceito de que não se conhece a experiência. O Amor é eterno, mas não tem que sê-lo neste mundo. Não preciso de acreditar que ele é eterno, na minha comunhão com o próximo. Basta-me sentir que ele pode ser eterno a um outro nível de consciência. Amo a vida, amo o meu semelhante, enquanto o meu Eu quiser "esse amor" naquilo que estou a ser.
Amar as coisas e as pessoas é a essência de mim. Amar o marido ou a mulher com a preocupação de que deve ser um amor para sempre - é um quase absurdo!

Publicado por: Amaral em junho 4, 2005 04:20 PM

não é o azul eterno? é tão mais complicado o azul e no entanto ele está sempre presente. O amor é coisa simples...e é muito mais velho...

Publicado por: arturdasilva em junho 4, 2005 06:34 PM

… porque nestas coisas do amor ninguém escapa,
porque somos frágeis e porque todos nós desejamos ser amados…
O “sempre” é a certeza dessa amor, da sua duração eterna, ou, então, é uma mera ilusão, mas uma ilusão em que se deve acreditar… uma ilusão que, enquanto dura, é saudável.

O que é estranho é como o “eterno” é tão passageiro... ok, grande contrariedade, eu sei… mas também o amor está cheio de contradições, sem grandes explicações, apenas vivências e sentimentos intensos que não se conseguem explicar…
E é isso mesmo que deve acontecer: deve-se viver, amar, descobrir sentimentos novos… e as explicações, essas, não se devem fazer prevalecer aos nossos sentimentos... porque eles são únicos, e podem ser muito, mas muito especiais…

Como tu disseste, e muito bem, não há nem pode haver meias entregas, porque assim, é-se apenas “meio feliz”… nestas coisas, ou se ama ou não se ama - a entrega tem que ser total -, não há cá meios sentimentos, é impossível e nunca dá bom resultado, digo eu.

Enfim,
Beijo liquita (:P) ***

Publicado por: Sara em junho 4, 2005 09:09 PM

tu sabes como eu amo ainda mesmo quem já partiu, que achega poderia dar?

Beijinho, Lique.

:)

Publicado por: antimemória em junho 4, 2005 09:55 PM

Olha, Lique!O melhor, o melhor mesmo, é amar sem pensar...
Beijinho grande

Publicado por: maria em junho 4, 2005 11:42 PM

Ói Lique,
Questão complicada esta das coisas do amor. Penso que devemos distinguir o amor da paixão, no fundo o amor é bem capaz de ser o que fica depois da paixão se ir... O amor pode ser eterno, a paixão não. A paixão é um estado de alma exaltado, um pouco à flor da pele, enquanto o amor é sereno e profundo. Terei dito muita asneirada?! Mas é o que sinto.
Beijo

Publicado por: Cecília em junho 5, 2005 12:49 AM


Somos mero simulacro dos deuses. Partilhamos com eles a sede de infinito, mas as nossas asas são de cera que derrete à intensidade da luz. E os nossos "ídolos" têm os pés de barro: estatelam-se no chão ao primeiro primeiro solavanco. Ter consciencia da nossa humana condição, sem ilusões "idealistas", é talvez a froma mais digna de homenagear o reflexo do deuses na nossa alma...

beijo

Publicado por: manuel em junho 5, 2005 10:12 AM

Céus..juntaste 3 coisas belíssimas: O quadro de Chagall; a música e canção e a questão. Tentando responder a esta última: penso k tal acontece em consequência da nossa fragilidade, dos nossos medos...Bom f.s BJs e ;)

Publicado por: TMara em junho 5, 2005 10:56 AM

Olá Lique. É com grande satisfação que te venho informar sobre o sucesso do teu belíssimo poema lido ontem em Vermoim pela Maria Mamede. Foi uma noite diferente (aniversário da Maria), previa-se pouca gente mas a sala quase encheu; havia muita alegria no ar misturada com a cumplicidade dos poetas. Por mim e por todos que te ouviram, obrigada pela tua presença. Bjinhos amiga

Publicado por: amita em junho 5, 2005 12:15 PM

Amar é um Sentimento forte que nos leva até só o Amor é capaz de levar. Mas... somos ou não somos humanos? Há imperfeições de ambos os lados que vão fazendo esfriar a chama até que um dia... Mas... se o Amor é Amor... então em dada altura há um não sei quê que faz a chama reviver e o que se Sentia renasce, muitas vezes até com mais intensidade... Amar implica doação, partilha mas não despersonalização. Amar é entender o Outro, é aceitá-lo nas suas imperfeições. Amar é Amor assim... Amor é Amar assim! :)**

Publicado por: M.P. em junho 5, 2005 08:20 PM

Amiga, então "para sempre" ou "sempre" não existe!!!!!
Claro que existe ! Pode até existir a sério umas várias vezes(bem , pelo menos algumas..duas..?..):)))

Publicado por: annie hall em junho 5, 2005 09:13 PM

Olá Lique

Tanto quanto sei, terá sido o Romantismo que criou e tentou consolidar a ideia que o amor eterno é que é o verdadeiro amor, que ele está ao nosso alcance e que pode ser praticado de imediato...a química que funcione. Terá criado, ou pelo menos, reforçado a ideia -- excelente! -- de os apaixonados se beijarem quando já não houvesse mais nada para dizerem um ao outro.
Actualmente, diz-se que paixões derradeiras acabaram. O que valerá é a duração da relação que pode acabar abrutamente.
Mesmo sabendo tudo isto continuo convencido que todos desejam que a relação seja duradoira e que a reciprocidade seja perene. Vencer as maroteiras que a rotina nos infligem é provavelmente um dos maiores desafios a que qualquer um estará sujeito.
Sinceramente, o Neruda era sábio.
A tua escolha é excelente.
O desafio que propões é muito aliciante.
Bjs

Publicado por: Jose Duarte em junho 5, 2005 10:14 PM

Existe as vezes que forem necessárias, lique, o "para sempre", o "eterno"!Digo eu...;) beijitos e boa semana.

Publicado por: MWoman em junho 5, 2005 10:40 PM

Olha, querida Lique, eu já acreditei mais no "eterno". Deve ser da (maturi)idade mas, agora, o romantismo mudou-se para o "enquanto durar" :) Beijinhos pelas tuas palavras carinhosas e uma óptima semana para ti!

Publicado por: Mitsou em junho 5, 2005 11:47 PM

sabe Lique...eu acredito que seja eterno..todo amor...mesmo que a pessoa se va ou morra..a partir do momento que se ama...ira ser eterno..esse é nossa capacidade..a de sempre amar..e ser romanticos...as vezes colocamos umas mascaras...mais dentro de nós...esperamos por isso..um amor eterno...uma vida linda ao lado de quem se ama..uma alma gemea..tb achava que nao existia..me enganei...rsrrs..bjus querida..linda semana para vc

Publicado por: £å£i em junho 6, 2005 01:56 AM

Olá Lique,muito belo.
aqui te desejo uma boa semana.
e...
bjinhos,


maat

Publicado por: maat7 em junho 6, 2005 10:05 AM

O tema é muito pertinente e ainda mais as questões que levantas!

Eu também não acredito no "para sempre", muito menos no amor, e já o escrevi várias vezes porque é o que sinto.

No entanto, a verdade é que, estando envolvida sentimentalmente, como é que vou pensar que a relação tem "prazo de validade"?
Não podemos pensar assim, caso contrário, estaremos condicionados.
Por isso mesmo, vejo-me várias vezes a pensar no futuro, bem lá longe, comos e fosse possível que o amor dure eternamente...

O amor é assim, inexplicável e muitas vezes irracional.
Mas é muito bom :)

Beijinhos, lique

Publicado por: Vulcão em junho 6, 2005 11:17 AM

4 de Junho é o dia dos anos do meu pai. O amor eterno é um título perfeito para a vida dele.
Beijinhos Lique.

Publicado por: madalena em junho 6, 2005 11:31 AM

Não sei se é por ser uma romântica por natureza, mas acredito no amor eterno. O amor por outra pessoa dura enquanto o meu amor-próprio durar. Quando deixar de gostar de mim e da vida que levo, acabo com tudo. Mas isso não quer dizer que deixe de amar... Quer dizer que preciso de uma mudança. Que preciso de um novo objecto de amor. Se amar toda a vida uma pessoa também não é sinal que não me cansei; é sinal que o amor soube superar todas as dificuldades e rotinas próprias da vida. E nesse sentido, acredito no amor eterno. Até a morte nos separar e nos voltar a juntar depois disso... Beijos grandes *

Publicado por: Cakau em junho 6, 2005 12:35 PM

Amor??? Onde? Onde?

"me diz pra onde é que 'inda posso ir?
diz com que pernas eu devo seguir
agora conta como hei-de partir
me explica com que cara eu devo sair"

(ir - a rima em 'ir')

Kisses, eternos kisses

Publicado por: MJM em junho 6, 2005 01:18 PM

tu na tás a brincar ca gente?!...pois...então...que dizer a esta mulher?! que "sempre" é relativo ao tempo daquelas (dumas quaisquer duas criaturas)que sempre é sempre :) relativo e portanto tanto existe como não existe. E Amor porque ele sempre referido a dois?! mas sim! muitos dois amorosa e para sempre amantes...que belo mundo teríamos! E recordo, parece-me que a propósito,(Mil Folhas dia 4 pp Pag.10) "quem ama o amor encontrará sempre alguém a quem amar " . Vale apena ler o artigo e o anterior . O livro ainda não li. Bons amores, moça!

Publicado por: seila em junho 6, 2005 01:37 PM

lique:
passei aqui. gostei, muito. prendeu-me o quadro, depois a citação, depois o teu texto.
é estranho o equilíbrio entre o acreditar que é para sempre e a noção de que não existe sempre. mas talvez o medo da perda por não existir sempre nos faça querer que seja para sempre...
vou ali ver se faço algum sentido do que acabei de escrever.

Publicado por: polegar em junho 6, 2005 02:53 PM

"Infinito enquanto dure"... :)

Publicado por: sotavento em junho 6, 2005 03:55 PM


Não acredito no amor eterno. Acredito no amor; sempre! Creio no amor que tenho pela pessoa que amo.
Num mundo tão científico, construido por pessoas tão rigiorosamente científicas, não me parece viavel raciocinar em termos de "eternidade"...mesmo a longo prazo. A eternidade não tem lógica. O amor tem.(não sabias?!)
A eternidade não tem côr. O amor é uma das paletas mais completas que conheço.
Chico: vai-te catar!!

Beijos amiga e uma óptima semana!!

Publicado por: porquinho da india em junho 6, 2005 04:01 PM

Passei para deixar um beijo e uma óptima semana :-)

Publicado por: Menina_marota em junho 6, 2005 04:41 PM

O amor é eterno, sim. Nem sequer termina com a morte de um dos intervenientes. Projecta-se em constelações vindouras. Continuaremos a amar para além da proximidade. Até à eternidade. Para mim amor é entrega. Já perdi algumas para a morte algumas pessoas que amo. Continuo a amá-las. Relativamente ao amor/ paixão: mesmo que este se degrade, nada volta à página em branco inicial. Pode já não ser amor e sim uma derivação do amor inicial, mas tem no seu magma a pureza do amor das águas primordiais. Tem uma réstea de amor...

Publicado por: Dora em junho 6, 2005 06:14 PM

O amor é eterno! Mesmo quando perdura apenas através das memórias dos momentos vividos. Aquilo que foi sentido um dia por nós, nada nem ninguém, nos pode voltar a retirar... foi verdade num dado tempo e ficará em nós para sempre, mesmo que duma forma diferente.
Um beijo para ti, Lique.

Publicado por: Ana em junho 6, 2005 06:53 PM

Talvez tenhamos mesmo necessidade de acreditarmos que o fim não existe e por inerência não somos finitos. Os amores acabam por ser fénixs que se vão erguendo sempre das cinzas e do fogo onde nos queimámos.
Mas voltar a acreditar impõe-se.
Um beijinho Alice.

Publicado por: zezinho em junho 6, 2005 07:44 PM


Amor é também uma palavra que alberga todas as ambiguidades. Nem todos os amores são "para sempre".Uns só o são na transitoriedade do instante, outros inscrevem-se na carne, deixando a"alma" para sempre aprisionada. E todas as explicações nada, mas mesmo nada explicam. É assim...

Publicado por: addiragram em junho 6, 2005 08:21 PM

precisamos acreditar que é eterno...mas isso não nos fará sofrer mais quando acaba? porque tudo tem o seu final, a menos que não se queira iniciar para não termos de enfrentar o término...
complicado, isto do amor...
beijos, amiga.

Publicado por: moriana em junho 6, 2005 08:36 PM

>>Ai,ai,ai... não há como falar de amor para desatar a língua ao pessoal! :))
Obrigada a todos pelas vossas opiniões. Se não me ajudaram, deram-me muito em que pensar! :)

O conceito de amor eterno enquanto dura parece predominar. Mas há variantes muito interessantes. Adorei ler-vos. E não, menina Seila, nã tou a gozar com ninguém! Mas não tarda levas o troco desse comentário! :))
Porquinho, já calei o Chico. Mas há ali um botãozinho para isso... :))

Beijinhos e abraços.

Publicado por: lique em junho 6, 2005 09:24 PM

Eterno enquanto nos fizer bem! Assim deve ser o amor!

Publicado por: blogamante em junho 9, 2005 08:15 PM

Bonito Blog este.
Gostei das fotos e também dos textos. Obrigado.
Já agora se desejar passar pelo meu blog...; É sobre os optimos cuidados de saúde de que sofremos.Obrigado.

Publicado por: solitarioh2005 em junho 9, 2005 09:24 PM

(Estas tuas frases são um mandamento:
"Nunca acreditei que o amor pudesse ser eterno. Sempre precisei que o fosse.")

Publicado por: mjm em junho 15, 2005 12:07 AM