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junho 17, 2005

Momentos

GMR167.jpg

Marc Chagall, Amoureux au bouquet

Viu que ele descansava e sorriu. Lá bem longe, a tarde despedia-se. Sabia que cada momento se eternizaria neles. Era nessa dualidade do tempo que se perdiam para se encontrarem logo a seguir.
Pensou que não queria que ele a olhasse já. Veria para lá do que ela dizia. Sabia dela e de como a alma se lhe escancarava nos olhos. Nunca tivera a certeza se esse baixar de defesas era, nela, fraqueza ou força.
Dir-lhe-ia como tudo era simples. Tão simples como o que de mais complexo a vida tem. Simples como a música que ela sabia que tocava lá fora, ainda que só eles a ouvissem. Simples como estar vivo.
Agora, ele já podia olhá-la.

Publicado por lique às junho 17, 2005 12:44 PM

Comentários

Um momento bem contado.
Mas tive que o ler umas 3 vezes...
Beijinhos

Publicado por: Nilson em junho 17, 2005 01:25 PM

Texto para ler de olhos fechados e sentidos despertos. Momentos assim, são para guardar. Sempre. Beijos

Publicado por: manuel em junho 17, 2005 02:45 PM

:)
... de ouvir de olhos fechados se tivesse alguém para me ler.

Bjs

Publicado por: against-wind em junho 17, 2005 03:01 PM

certificar-se dos próprios sentimentos para depois os espelhar no rosto...ou preparar-se para a exposição dos afectos. também é necessário. mostrar a alma, nem sempre gostamos de o fazer.

beijinhos.

Publicado por: moriana em junho 17, 2005 03:43 PM

Entre o texto e a imagem, escolho os dois... complementam-se!
Um beijo, Lique.

Publicado por: Ana em junho 17, 2005 03:58 PM

Esse saber de simplicidade que existe - e talvez só esxista- quando se sabe do amar e do amor.
Um beijo daqui.

Publicado por: Márcia em junho 17, 2005 06:57 PM


Mas que belo enleio... Apetece sair sem perturbar. O recolhimento de ti perante ele, e dos dois perante o leitor. Belo. E assim se completa o não dito no quadro de Marc Chagall...
Beijinho de fim de semana!

Publicado por: AnaIsabel em junho 17, 2005 09:39 PM

..."(...)Simples como a música que ela sabia que tocava lá fora, ainda que só eles a ouvissem.(...)"...que grande cumplicidade existe nesta frase Lique...

Tem um bfs @miga.


Um beijinho*.

Publicado por: Estrela do mar em junho 17, 2005 10:14 PM

Ternos podem ser os dias ou as tardes...

Publicado por: jgonçalves em junho 17, 2005 10:23 PM

É esta serenidade, a leveza de palavras carregadas de emoções, que eu tanto admiro em ti, amiga. Beijinho grande e obrigada por mais um momento lindo.

Publicado por: Mitsou em junho 17, 2005 10:42 PM

Lique que belo! Essa tua serenidade que transparece aqui neste texto é algo admirável que só o amor pode dar. Bonita pintura,) Muitos beijos amiga:))***

Publicado por: wind em junho 17, 2005 11:29 PM

O "baixar de defesas" é sempre força.
"Tão simples como o que de mais complexo a vida tem."
.
(Chagall hj persegue-me. Sorrio. Mas eu tb não lhe quero fugir! E ainda bem.)
.
Sabes o q este momento me pareceu? Uma argolinha solta de um colar... enorme.

(Que me perdoem os publicitários, mas, "uns têm; outros não")

Kisses, soltos e leves

Publicado por: mjm em junho 18, 2005 12:54 AM

...ternurento, amoroso e...parisiense.

Convodo-te para um café no Quartier Latin.

Beijos

Publicado por: Porquinho da India II em junho 18, 2005 12:09 PM

"Simples como a música que ela sabia que tocava lá fora, ainda que só eles a ouvissem. Simples como estar vivo."

São momentos destes, que tornam a vida maravilhosa...tal como o é esta representação de Chagall, que faz adivinhar o que te vai na alma.

Um abraço terno e um sorriso para ti ;)

E, bom fim de semana ;)

Publicado por: Menina_marota em junho 18, 2005 12:10 PM

...convido-te...era o que eu queria escrever...
Au revoir!

Publicado por: Porquinho da India II em junho 18, 2005 12:10 PM

me dando um tempo pra visitar os amigos.como sempre, tudo aqui é muito lido ! bjo,querida. cal

Publicado por: cal em junho 18, 2005 01:53 PM

lique, este texto é dos que mais me fascinam, dentre os que tens partilhado connosco. Reflecte tão bem a ambivalência do sentimento amoroso: a cumplicidade imensa que permite aos apaixonados escutarem a música que mais ninguém ouve, a reserva que leva a mulher a recusar oferecer ao amado a nudez do seu olhar. Fantástico...Um beijinho e bom domingo :-)

Publicado por: Dora em junho 18, 2005 11:44 PM

Uma doce cumplicidade num desnudar da Alma que nem sempre sabemos se é o momento certo de mostrar. Lindíssimo o teu texto. Bjinhos grandes amiga e um bfs

Publicado por: amita em junho 19, 2005 12:27 AM

momentos únicos. baixar defesas é que por vezes tem consequencias complicadas. mas há alturas em que é impossível evitá-lo :) bjks

Publicado por: ognid em junho 19, 2005 10:57 AM

belissimo e terno.

um abraço apertado
Rose*

Publicado por: Persephone em junho 19, 2005 08:17 PM

Querida Lique
- ... e amanhã ainda poderei olhar para ti?
- Alguma razão especial? - pergunta ela.
- Era uma forma de prolongar o momento...
Um beijo
Daniel

Publicado por: Daniel Aladiah em junho 19, 2005 10:29 PM

Este texto no dia 17 parece-me bem :]

**

Publicado por: AmigaTeatro em junho 20, 2005 01:14 AM

:)

...

please...passa lá no [guerrilhas] e ajuda MOI, pode ser?

;) Gracias!!!

Publicado por: guevara em junho 20, 2005 01:41 AM

>>Momentos melhores ou piores existem na vida de todos nós. Fazer reserva dos bons momentos é uma maneira de enfrentar os maus.
Obrigada por terem lido.
Beijinhos e abraços para todos.

Publicado por: lique em junho 20, 2005 10:10 AM

gosto muito de ti :-)

Publicado por: lyra em junho 21, 2005 01:02 AM