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junho 11, 2005

Pela janela da memória

f994001.jpg


Hoje espreito pela janela da memória,
espalho a incerteza pelos cantos da casa.
Respiro um nevoeiro rendilhado.
Prendo-me e fujo de mim
em cada esquina.


Foto: Américo Cardal

Publicado por lique às junho 11, 2005 10:10 PM

Comentários

Para além de imagens fantásticas, textos a condizer!

Publicado por: nobody em junho 11, 2005 11:10 PM

Belo poema, tão profundo que nem sei o que escrever, só sinto. A imagem é linda. Muitos beijos:))***

Publicado por: wind em junho 11, 2005 11:14 PM

Querida Lique, sentei-me aqui um bocadinho a pôr a leitura em dia. O prazer é sempre imenso mas, mesmo sabendo isso, surpreendes-me em cada texto. Um grande beijinho e votos de um óptimo domingo.

Publicado por: Mitsou em junho 11, 2005 11:54 PM

na próxima esquina
te reencontras
pois a te seguir
vai tua sombra

Publicado por: batista filho em junho 12, 2005 01:53 AM

Que linda a janela da tua memória!

Publicado por: Ana em junho 12, 2005 06:28 PM

Bonito poema.
Não gosto muito de espreitar nas janelas da memória;ia andar por lá a sacudir dos cantos alguns que não deviam ter entrado:).
E agora que já sou crescida iam de empurão:))))
bjs não fui de fim de semana,estou trabalhando...até a mim me custa acreditar,mas é verdade!

Publicado por: annie hall em junho 12, 2005 06:50 PM

Pela janela da memória
revejo meus sonhos
acalmo minha mágoa
e saio por aí...

Lindo o teu poema...como gosto da calma deste teu blog... não fujas de ti, as lembranças podem fortalecernos...

Um abraço terno neste dia de nevoeiro, que está a acabar.

;-)

Publicado por: Menina_marota em junho 12, 2005 08:20 PM


Não há brumas que não desocultem incertezas, nem certezas que se escondam quando soltamos a memória pelos cantos da casa... Gostei de sentir-te neste momento rendilhado de poesia. Estive por aqui um bom bocado. Admirável o momento do fim de tarde, a hora dos poetas. Admirável o modo como teces a tua renda algures entre fios de sonho e lucidez. Fica um abraço forte, sentido, de mudo entendimento.

Publicado por: Lib em junho 12, 2005 08:56 PM

...como é bom ler poemas assim..sente-se o momento...bjus amiga Lique..é sempre otimo vir aqui...

Publicado por: £å£i em junho 12, 2005 10:45 PM

Tão vazia e resplandecente
a casa.
Onde a memória habita e revive
o sonho.
Um aperto imenso que dói
no peito.
Uma esquina onde não tropeço
em ti.

Publicado por: jgonçalves em junho 12, 2005 10:52 PM

Gostei muito... E a imagem está soberba; viajamos nas palavras pela própria paisagem, espreitando pela mesma janela em que foges de ti!

Beijos

Publicado por: Friedrich em junho 13, 2005 03:11 AM

estive ausente por um tempo, por falta das palavras e foi delicioso regressar ao teu blog...um beijo

Publicado por: ruiluis em junho 13, 2005 09:57 PM

Ah! Então, era daqui que vinha a corrente de ar!... ;)
Sorry. Uma graçola para amenizar.
O kiss, é escancarado

Publicado por: MJM em junho 14, 2005 11:43 PM