« Estranheza | Entrada | Do amor eterno »

junho 01, 2005

Suspensão de mim

f595099.jpg


Em suspensão me sinto.
Flocos de mim flutuam no ar
falsa leveza que me rasga.
E a alma pesa.

Uso um sorriso suspenso
um doce de amargo sabor,
aquela radiância cinza
dum baço sol.

Qualquer palavra que digo
ressoa como um cristal
carrega o peso do chumbo.
E o som esmaga.

Foto: Roberta Jardim

Publicado por lique às junho 1, 2005 08:33 AM

Comentários

Tem dias assim..
Somos tantas vezes esmagados pelo peso dos sons!
Quero apenas saber-te bem.
Beijinho ALice

Publicado por: zezinho em junho 1, 2005 10:23 AM

Também me encontro em suspensão, entre o que fui e o que quero ser, entre a dúvida e a certeza. Ainda bem que voltaste.
Um beijo.

Publicado por: Ana em junho 1, 2005 11:12 AM

Não a que propósito, lembrei-me duma coisa já antiga - "a vida é feita de pequenos nadas"... :)

Publicado por: sotavento em junho 1, 2005 11:21 AM

Escapou-se-me o "sei" depois do "Não"... :)

Publicado por: sotavento em junho 1, 2005 11:22 AM

Tanto a imagem como as palavras são muito bonitas!

Publicado por: b em junho 1, 2005 02:46 PM

leve

a linha

sobre
__________

sob

a linha

pesa

---
(uma 'coisa' chamada LINHA, algures do mês de março)
desculpa sentir-me espelhada, mas foram tantas as associações...
Kisses

Publicado por: MJM em junho 1, 2005 03:02 PM

Uma imagem maravilhosa, que não retira uma certa nostalgia, à beleza destas palavras sentidas, em cor de cristal.

Um abraço, Amiga. Que bem me sinto com a tua presença aqui, novamente. Jinhos :-)

Publicado por: Menina_marota em junho 1, 2005 03:40 PM


Há pessoas assim que, mesmo de "sorriso suspenso", trazem o timbre de cristal e palavras radiantes (embora cinza). Gostei muito, sorry ...

Beijos

Publicado por: manuel em junho 1, 2005 03:55 PM

Ontem n consegui comentar. Dizia 'proibido'...
:(

Logo eu, tão boazinha.
MAs hoje talvez!
BEm vinda de novo, espero muitas trocas...

Fragile we are ;)


Publicado por: guevara em junho 1, 2005 05:08 PM

suspensão de mim
em suspenso
a minha vida
à espera não sei do quê
ou de ninguém

Publicado por: stillforty em junho 1, 2005 07:20 PM

UM travo amargo num mês que renasce, Lique! Que RENASCE! Mais uma vez aparece em todas as circunstâncias que rodeiam o teu sentir esta ideia de RENASCIMENTO! Já reparaste nisso?? ;)**

Publicado por: M.P. em junho 1, 2005 08:22 PM

Às vezes sei tanto destas tuas palavras destes teus versos de suspensão...e é tão triste.
Eu hoje tou a tirar conclusões tristes de tudo.
Jinhos

Publicado por: Vera Cymbron em junho 1, 2005 08:40 PM

Entendo e conheço a sensação. Não sei é descrevê-la com a beleza com que tu o fazes. Beijinho grande, amiga.

Publicado por: Mitsou em junho 1, 2005 09:46 PM

Deliciosa**

Publicado por: Persephone em junho 1, 2005 10:05 PM

Beijinhos à menina Lique!

Publicado por: madalena em junho 1, 2005 10:12 PM

Uma imagem linda, onde os círculos
Evoluem.
No silêncio do nada e do quase tudo.
E vivem.
Onde o sonho não larga a esperança
E os silêncios não são quebrados.

Publicado por: jgonçalves em junho 1, 2005 10:56 PM

o poema é lindo e a foto também. gosto :) bjks

Publicado por: ognid em junho 2, 2005 09:50 AM

Em "suspensão" fiquei eu com este belo poema. Linda foto. Muitos beijos:))***

Publicado por: wind em junho 2, 2005 09:54 AM

Lique, andei aqui à procura do que te tinha respondido ao teu comentário e não encontrei: ou sonhei q escrevi e não o fiz, pq estava com os copos, ou agora estou com sono e não encontro.
Fiquei feliz com o teu regresso.
beijos abraçados

Publicado por: ângela em junho 2, 2005 10:40 AM

Belo poema.

Mas perdoa que diga, muda o espelho onde te olhas. Quem sabe ajuda a ver o cristal só cristalino e leve.

:) Beijo

Publicado por: pés descalços em junho 2, 2005 12:19 PM

Querida Lique
A nossa vontade consegue aligeirar tais pesos...
Um beijo
Daniel

Publicado por: Daniel Aladiah em junho 2, 2005 02:52 PM

tens mesmo jeito para isto. belo poema. bjinhos

Publicado por: a deprimida em junho 2, 2005 02:53 PM

Casos há em que as palavras estão a mais, principalmente quando estamos suspensos, que não é bem o mesmo que "PENSAR NA MORTE DA BEZERRA...!".
Adorei o teu poema.
Beijinhos***

Publicado por: NILSON em junho 2, 2005 04:48 PM

Estar suspenso é estar a olhar o nosso próprio voo, num instante que se perdeu do tempo...

Publicado por: francisco artur em junho 2, 2005 10:41 PM

Poema com sabor de tentativa de pausa, de escolha de uma renovada posicão. Um grande beijinho :-)

Publicado por: Dora em junho 2, 2005 11:59 PM

...que bom que voltaste @miga lique...já tinha saudade de ler os teus lindos poemas...mas sinto que este está para ti...como um pássaro está para o seu vôo...sem bater as asas...já agora...adorei a foto...lindíssima...

Um beijito* Grande e fica bem.

Publicado por: Estrela do mar em junho 3, 2005 01:25 AM

Conjugaste magistralmente o sentir (expresso), o título e a imagem. Bj grande e bom f.s.

Publicado por: TMara em junho 3, 2005 09:29 AM

Porque será que tudo te pesa, para além da leveza da aparência??? Bj e bom fds

Publicado por: fernanda em junho 3, 2005 12:00 PM

Quero saber-te bem.
Preocupa-me ainda não teres voltado a colocar texto algum.
Um beijinho, ALice!

Publicado por: zezinho em junho 3, 2005 07:22 PM

Em suspensão me sinto.
Flocos de mim flutuam no ar
falsa leveza que me rasga.
E a alma pesa."

As vezes tb me sinto assim Lique...lindo demais poema e imagem.

Beijos

Publicado por: Marcia em junho 3, 2005 07:29 PM

Há uma leveza que pesa em supensão de mim. Muito lindo o teu poema. Espero que te encontres bem, amiga. Bjinhos

Publicado por: amita em junho 3, 2005 10:41 PM

que coisa mais linda! me encantei.
bjokas e bom fds

Publicado por: Liliane em junho 4, 2005 01:14 AM

Obrigada a todos os que leram e comentaram. Beijinhos e abraços e um bom e soalheiro fim de semana.

Publicado por: lique em junho 4, 2005 09:46 AM


Bom dia Lique. Já antes exprimi o peso das palavras. Quando elas nos pesam, apenas o silêncio no-las devolve leves. A tua suspensão... tem um quê de catártico. Sentes isso? E esta dualidade leveza/peso mostra que continuas a saber voar. O poema é aliás, leve, leve... Beijinhos.

Publicado por: Lib em junho 4, 2005 12:21 PM