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julho 09, 2005
Flor de mim

Flor, talvez
mas nunca rosa opulenta
nem orquídea requintada
nem cravo aberto de esperança.
Nenhuma flor de enfeite
nenhuma cor de requinte
nenhum emblema gritante.
Flor, talvez.
Se quiseres
perceber a flor de mim
pensa na que surge um dia
entre a secura do campo.
É frágil,breve,pequena
resiste à ardência do sol
no tempo que lhe é dado.
Flor, talvez
da cor dos sonhos suaves.
Flor azul, azul, azul.
Foto: Annie Hall
Publicado por lique às julho 9, 2005 10:25 PM
Comentários
Deve ser dos escritos mais lindos que te li! Bom domingo!
Publicado por: seila em julho 9, 2005 10:42 PM
azul azul :)) bom fim de semana.
Publicado por: lyra em julho 9, 2005 11:11 PM
Como é possivel uma florinha tão pequena inspirar tão belo poema ?
Gostei imenso ,das palavras ,como de costume,de que tenha aproveitado uma imagem do meu campo...Imenso:)))bjs
Publicado por: annie hall em julho 9, 2005 11:57 PM
Lindo poema. A foto é linda também. Flores desmontam, mesmo, o mais empedernido coração. Beijos!!
Publicado por: Jane em julho 10, 2005 01:20 AM
Azul...azul...uma cor muito nao presente aqui no ceu da Belgica!!
Publicado por: christina em julho 10, 2005 07:59 AM
Há quem diga que as mais belas flores são as flores do deserto. Estou quase em acreditar. Bom dia, Lique. Bom Domingo. Beijos
Publicado por: manuel em julho 10, 2005 09:38 AM
Belo poema:) Lindo de "morrer";) Muitos beijos:))***
Publicado por: wind em julho 10, 2005 10:46 AM
Menina azul flor
Sonhos de veludo
Resiste ao calor
Mais frágil que tudo
:)
Publicado por: sotavento em julho 10, 2005 11:00 AM
Querida Lique
Muita da beleza das flores está nos nossos olhos... assim, elas são belas porque quem as canta também o é.
Um beijo
Daniel
Publicado por: Daniel Aladiah em julho 10, 2005 01:26 PM
lindissimo o teu poema!
beijinho
Publicado por: nina em julho 10, 2005 07:13 PM
Olá Lique...
obrigada pelas tuas palavras....
Sim, gosto muito do que faço.
Tomara muita gente venha a gostar e a compreender aqulio que faço.
É realmente o que me preocupa mais...
=)
Publicado por: guevara em julho 10, 2005 08:44 PM
Eu adoro azul! A tua flor e as tuas palavras são tão lindas.
Jinhos
Publicado por: Vera Cymbron em julho 10, 2005 09:44 PM
Ou quando muito, violeta. ;) Beijo de domingo à tardinha.
Publicado por: Márcia em julho 10, 2005 10:24 PM
Mensagem GIGANTE na singeleza de um Poema Flor... :)**
Publicado por: M.P. em julho 10, 2005 11:42 PM
Sempre te imaginei uma flor assim... frágil, mas azul, azul, azul!
Um beijo para ti, Lique.
Publicado por: Ana em julho 11, 2005 01:17 AM
O que me chamou a atenção não foi o azul,
mas pode ser que um dia eu te explique.
Beijitos.
Publicado por: Dono da Lua em julho 11, 2005 01:32 AM
Flor, talvez as palavras que gostei mais de ler em todo o fim-de-semana, as belas sim, sem duvida.
Publicado por: Vasco Salles em julho 11, 2005 02:35 AM
"...as mais belas..."
Publicado por: Vasco Salles em julho 11, 2005 02:37 AM
//(~_~)\\ um beijo da Titas
Publicado por: titas em julho 11, 2005 02:38 AM
Coisas muito bonitas que por aqui se vão passando, e a 'Rapsódia em Blue' é uma maravilha!
Beijinho.
Publicado por: Cecília em julho 11, 2005 05:05 AM
Podes sim ser flor azul, surgida do nada, mas resplandecente, fugida da secura que te rodeia.. Acredito piamente. Bj e boa semana
Publicado por: fernanda em julho 11, 2005 12:12 PM
:)
Publicado por: Papo-seco em julho 11, 2005 01:34 PM
és mesmo a flor que deixas fazer sentir...um beijo grande e adorei o poema !
Publicado por: ruiluis em julho 11, 2005 06:01 PM
"Se quiseres/perceber a flor de mim (...)", sim é quando alguém quer perceber a flor do Outro, que o entendimento se torna magia. E acontecem as cumplicidades... Belíssimo poema, lique :-)
Publicado por: Dora em julho 12, 2005 12:11 AM
Olá Lique! Vim conhecer a tua casa e acabei vendo quatro! Gostei da tranquilidade e de ouvir Gershwin e o Dylan. Voltarei para bisbilhotar um pouco mais.
Beijo
Publicado por: Pilantra em julho 12, 2005 01:21 AM
>>Flores, todos vocês, de diferentes cores e perfumes, obrigada por terem lido. Agora apetece mais a praia que sentar em frente a um ecrã. E essa é que é a vida real.
Estou também quase a zarpar sem net, sem blog, sem mail. Um intervalo necessário na vida real e na virtual. A casa é vossa.
Beijinhos e abraços
Publicado por: lique em julho 12, 2005 10:42 AM
Vou ser sincera: já tinha muitas saudades de te ler!
Deixo-te um abraço cheio de ternura ;)
Publicado por: Menina_marota em julho 13, 2005 10:18 AM
Que sensibilidade....lindo...lindo este poema.
Bjos
Publicado por: Tainá em julho 26, 2005 04:57 AM
Olá
Navegando cheguei ao s/blog e não resisti a um pequeno comentário .... simplesmente maravilhoso ... este poema então me encantou, porque tem muito a ver com as pessoas e com a própria vida ...
Bjs
Publicado por: Fernanda em agosto 3, 2005 09:36 PM