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agosto 22, 2005
Grito preso

Ryan Quinn, Do they never cry
se o grito saísse
se o som alcançasse o longe mais longe
se a voz me ajudasse
e lançasse o eco por esses caminhos
talvez se soltassem os nós que atam
o peito que arde
talvez se rasgasse o véu que tapa
os olhos que doem
talvez visse hoje no ecrã cinzento
a vida a cores
diferentes.
se o grito
da voz
e o eco
no peito
e as cores
nos olhos
talvez…
Publicado por lique às agosto 22, 2005 10:43 AM
Comentários
Lique, bonito poema de dor. Às vezes os gritos não se soltam mesmo. Muitos beijos:))***
Publicado por: wind em agosto 22, 2005 11:38 AM
Porque teimamos em abafar os gritos? É para expeli-los que eles existem! * Um beijo enorme, Lique *
Publicado por: Cakau em agosto 22, 2005 01:28 PM
"se o grito
da voz
e o eco
no peito
e as cores
nos olhos"
E o grito saiu, Lique, como saiu!
Beijos grandes.
:)
Publicado por: rain-maker em agosto 22, 2005 04:41 PM
Que belo grito cara Lique.
De ti já só espero coisas muito boas como este poema.
Beijinhos
Publicado por: NILSON em agosto 22, 2005 05:47 PM
Este teve a particularidade de mostrar a contenção asfixiante, até pela construção (lá estou eu, já sei) encadeada que não deixa respirar:
"talvez se soltassem os nós que atam
o peito que arde
talvez se rasgasse o véu que tapa
os olhos que doem"
Muitos 'ses' e muitos 'talvez', mas o q é certo é q a menina cada vez se expressa melhor através da poesia!
Por falar nisso: ofereceram-me um livro «Noites de Poesia em Vermoim...» e faço questão de te pedir depois um autógrafo, ok? ;)
kisses, Mulher!
Publicado por: mjm em agosto 22, 2005 06:09 PM
el grito tb puede sir hecho en silencio, no ?:)
besito
Publicado por: romero em agosto 22, 2005 09:58 PM
Então abrir-se-iam outras possibilidades, tantos laços quantos esses nós que teimam em não desatar-se.
Está excelente este teu post, lique.
Bjs
Publicado por: Jose Duarte em agosto 22, 2005 10:11 PM
Gritar é para mim uma óptima terapia:) Ir para um lugar isolado e dar um grito bem alto..
Lindas palavras (as tuas
beijos*
Publicado por: Persephone em agosto 22, 2005 10:39 PM
não seja por isso. vamos ali a seteais e gritas a plenos pulmões... se é que aquilo ainda faz eco. se calhar já nem isso existe :( bjks
Publicado por: ognid em agosto 22, 2005 11:03 PM
lindo...!!!...vc é linda nas palavras..adoro..bjus amiga querida...semana linda para vc
Publicado por: £å£i em agosto 23, 2005 12:30 AM
-Quantas y tantas son las veces que me da las ganas....
Siempre lo hago en silencio, pero con deseo de elevar mi voz...quantas...
-Bueno, los desabafos...
Publicado por: Dizzie em agosto 23, 2005 03:41 AM
HAAAAAAAAAAAAAAA
COMO É BOM...então se for no cimo de um penhasco...perfeito :)
Publicado por: um-beijo-salgado em agosto 23, 2005 06:07 AM
Quantos gritos desses calamos ao longo dos dias, da vida? Queríamos soltá-los, devíamos soltá-los, mas a sociedade apenas nos permite e aceita os que disfarçamos em suspiros...Um beijinho muito grande, Amiga, e obrigada pelo lindo poema.
Publicado por: Mitsou em agosto 23, 2005 09:22 AM
O grito que não se cala dentro da alma... que se dá por vezes, mesmo que ninguém o oiça...
Como senti este grito, Lique...
Deixo um abraço terno, mas triste, com aquela tristeza de alma, que não conseguimos evitar por vezes...
Publicado por: Menina_marota em agosto 23, 2005 03:07 PM
Amiga, a tua poesia é tão triste, o que se passa contigo querida andas deprimida? espero que melhores se precisares de mim manda email estou ao teu dispor.
Beijinhos
Publicado por: adryka em agosto 23, 2005 04:16 PM
às vezes tenho tantos gritos destes...que nunca ninguém chega a ouvir...
Jinhos
Publicado por: Vera Cymbron em agosto 23, 2005 05:30 PM
Eu é que te grito!... Estiveste por cá e não disseste nada!... :)
Publicado por: sotavento em agosto 23, 2005 07:35 PM
Tantos ses... e um poema lindo.
Um beijo daqui.
Publicado por: Márcia em agosto 23, 2005 10:59 PM
Se o grito não ecoa, nasce a poesia! E o grito se imortaliza! Uma troca bem interessante, né? Beijos
Publicado por: Loba em agosto 23, 2005 11:30 PM
Buscava uma imagem para ilustrar um poema. Eis que encontro seu blog! Há coisas lindíssimas! Parabéns! Em forma de agradeccimento, deixo aqui o poema:
Aceitar o castigo imerecido,
Não por fraqueza, mas por altivez.
No tormento mais fundo o teu gemido
Trocar num grito de ódio a quem o fez.
As delícias da carne e pensamento
Com que o instinto da espécie nos engana
Sobpor ao generoso sentimento
De uma afeição mais simplesmente humana.
Não tremer de esperança nem de espanto.
Nada pedir nem desejar senão
A coragem de ser um novo santo
Sem fé num mundo além do mundo. E então
Morrer sem uma lágrima, que a vida
Não vale a pena e a dor de ser vivida.
Manuel Bandeira – Lira dos Cinqüent`anos
Publicado por: Gilvaldo em agosto 24, 2005 02:02 AM
As idéias/sentimentos que os teus versos nos mostram espelham dor, sem dúvida... mas vão além, pois transformam em música, bela música, como a dizer do grito preso, dos olhos que doem pelo sal da terra que ainda não caiu ao chão.
Publicado por: batista filho em agosto 24, 2005 04:48 AM
Por veces hay gritos silencioso....
Lindo poema.
Besito
Publicado por: Romero em agosto 24, 2005 12:15 PM
Mesmo que não comente, passo religiosamente por aqui todos os dias... Mas confesso-te que "sequei" com a partida abrupta do Pantanero. Não me apetece escrever, nem falar... Isto passa, não é? Bj enorme e grita à vontade, que a gente adora!
Publicado por: fernanda em agosto 24, 2005 05:39 PM
se o grito saísse e entrasse em todas as portas que teimam em estar fechadas, tudo ficaria melhor, mais sincero, mais livre.
bonito o texto, lique
beijo
Publicado por: isa xana em agosto 24, 2005 06:38 PM
>>Obrigada a todos os que leram e comentaram. A "onda" por aqui não anda propriamente muito animada e a vossa presença é, por si só, um pilar de apoio.
Quero só dizer à Fernanda que eu, feliz ou infelizmente, acabo sempre por ter que escrever sobre o que a vida me põe à frente. Mas também ainda não consigo lidar com o que aconteceu. A vida, o tempo, vão criar essa capacidade, espero. E a ti também, minha querida. Tu não o conheceste pessoalmente mas garanto-te que ele detestaria ver-nos a desistir fosse do que fosse.
Beijinhos e abraços a todos.
Publicado por: lique em agosto 24, 2005 07:13 PM
É a primeira vez que aqui participo... Estou emocionada... A sua poesia reflecte precisamente o meu estado de alma...
Não consigo escrever mais...
Sou uma das sobrinhas do Pantanero
Obrigada
Publicado por: cristina em agosto 24, 2005 11:24 PM