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agosto 17, 2005
Silêncio

o silêncio
um pouco de nada no dia que passa
uma aragem gelada no calor da tarde
um frio suor nas noites de insónia.
nada existe
para lá da certeza exacta da distância
que em nós interiormente se afirma
no amargo sopro do desencanto.
nem a espera
a vida não tem margem que a pare
e as horas arrastam-se e correm
num mesmo tempo simultâneo.
só a esperança
que entra pelas frestas do desejo
de viver.
Foto: Ognid
Publicado por lique às agosto 17, 2005 06:21 PM
Comentários
Belo e verdadeiro poema, Lique. Há sempre uma janela aberta para a esperança mesmo sem vidros. A foto mostra isso. Muitos beijos:))***
Publicado por: wind em agosto 17, 2005 08:33 PM
...poema lindo...nem sei o que escrever, sei só sentir..sentir essa esperança tb..beijos amiga linda...parabéns pelo dom seu..da escrita que passa sentimentos...
Publicado por: £å£i em agosto 17, 2005 08:46 PM
Eu cada vez sei menos, mesmo!
Belo poema, senti frio.
Bela foto, rachas na parede, frio.
:) Bjs
Publicado por: rain-maker em agosto 17, 2005 09:02 PM
As frestas do desejo de viver são em muitos casos imperceptíveis nestas janelas de desencantos. Quantos não há que fecham a janelas de silêncios em fugas deseperadas para um fim em que os precipitaram na esperança que nesse grito sem som lhes vejam as frestas dessa esperança de que haja quem não os deixe apesar de tudo lançar-se no precipício!Beijo!
Publicado por: M.P. em agosto 17, 2005 09:27 PM
Olá!
Está uma delícia esta construção: silêncio/esperança e o desencanto para perturbar e desafiar a consolidação da esperança e o apaziguamento que o silêncio tanto promove.
GOstei muito
bjs
Publicado por: Jose Duarte em agosto 17, 2005 11:03 PM
Já por aqui tinha passado depois do regresso de férias. Gostei bastante do novo visual, apeteceu-me dizer e não encontrei as palavras. Já está! Um bom regresso Lique!
Bjs
Publicado por: Cecília em agosto 18, 2005 12:38 AM
Mas o silêncio fala!... e não é tão somente “um pouco de nada...” - ele fala, fala mesmo!!! Não com palavras, que ele não é de dizer. O silêncio sugere, realça a importância e a beleza das palavras, dos gestos, das notas mais belas... presta atenção, vai!... talvez percebas que é no silêncio da tua alma que “a esperança... entra pelas fresta do desejo..." acendendo a vontade "...de viver.”
Publicado por: batista filho em agosto 18, 2005 02:50 AM
bonito e verdadeiro no snetimento k expressa. Bj grande
Publicado por: TMara em agosto 18, 2005 09:40 AM
Adorei o teu site, foi bom passar o tempo lendo teus poemas maravilhosos,parabéns.
Publicado por: Clarinda em agosto 18, 2005 10:59 AM
Poema lindo, sencillo...maravilloso tu site :)
Publicado por: Romero em agosto 18, 2005 12:19 PM
Regressei! E vim dar um beijinho doce :) *
Publicado por: Cakau em agosto 18, 2005 02:52 PM
passo tantas horas no silencio, ja estou bem habituada.
a esperanca esta sempre presente. ela entra pelas frestas da nossa porta nossa janela. instala.se no quarto da nossa alma. por vezes escondida, ela esta sempre ali
ficou bonito o poema
e a fotografia tambem e bem bonita
Publicado por: isa xana em agosto 18, 2005 05:04 PM
Amiga Lique a esperança é o nosso melhor trunfo, é a carta dos fortes dos que nunca desistem.Um grande beijo para ti
Publicado por: adryka em agosto 18, 2005 05:11 PM
a palavra esperança por si já é uma linda palavra, já nos enche a alma
lindas {sempre} as tuas palavras**
Publicado por: Persephone em agosto 18, 2005 09:24 PM
Só a esperança que nos sopra e nos empurra para a frente, como o vento, que nos murmura não desistas. Vale a pena?
Publicado por: stillforty em agosto 19, 2005 02:27 AM
Como ando bem disposta (abençoado Prozac!) foi a palavra Esperança que mais me saltou à frente.. Bj enorme e bom fds!
Publicado por: fernanda em agosto 19, 2005 12:16 PM
Fez-me bem ler este teu belo poema. Por vezes, uma rabanada de vento fecha a janela mas, se estivermos atentos, tornamos a abri-la. Um beijinho muito doce, querida Lique, e votos de bom fim-de-semana.
Publicado por: Mitsou em agosto 19, 2005 04:07 PM
Já há muito não passava por cá e hoje talvez não seja o dia mais indicado. É um dia triste e a grande cidade está deserta. São sombras que passam nas ruas, cinzas de um país sem rumo.
Publicado por: Peter15 em agosto 19, 2005 06:12 PM
viver vale a pena... só se vive uma vez.
Publicado por: hammer em agosto 19, 2005 09:44 PM
por vezes a esperança é tão ténue, tão desvanecida que nem com as janelas e portas todas escancaradas entrava. lindo, o teu poema. bjks
Publicado por: ognid em agosto 19, 2005 09:54 PM
Bonito poema, foi bom lê-lo. Cumprimentos.
Publicado por: Maria do Céu em agosto 20, 2005 10:38 AM
Muito suave este teu poema. A esperança que entra pelas frestas da vida... Só vim deixar um beijinho de saudade. Gostei do roteiro de férias. Folgo em saber-te de volta. Eu só mais tarde, daqui a uns dias, talvez...
Publicado por: LibeLua em agosto 20, 2005 11:24 AM