« Uma nesga de céu | Entrada | Dias de sol e chuva »
novembro 10, 2005
Tempo

não o sinto
a não ser na carne.
a alma parece imune
ao arrepio da passagem
como se o vento que o transporta
não secasse a eterna fonte
miragem dum oásis
inexistente.
o deserto alastra dentro de mim
trazido pelo sopro
inevitável
do tempo.
Foto daqui
Publicado por lique às novembro 10, 2005 06:40 PM
Comentários
Uma boa ligação entre o poema, a foto e o Brel! A possibilidade de dizer a dor,torna-nos, pouco a pouco, mais fortes,pq a vida foi capaz de triunfar. Um beijo.
Publicado por: addiragram em novembro 10, 2005 10:16 PM
OK
tou mais descansado
Publicado por: Papo-seco em novembro 10, 2005 10:45 PM
{ ...
hoje deixo.te:
ecos
ondas prateadas,
ecos circulares,
anéis de jade,
doridos… ei-los!
lembram-me beijos d’oiro
© 1991 biquinha
... }
Publicado por: © de[mente] em novembro 10, 2005 11:15 PM
(difícil encontar um poema que tenha tanto a ver com outro como este e o do Brel...)
Bjs :)
Publicado por: pedra em novembro 11, 2005 12:16 AM
O tempo que se sente na carne e que sopra o deserto para dentro de ti, é da ilusão que não se vê. "A alma parece imune" - sem dúvida!
Publicado por: Amaral em novembro 11, 2005 01:02 AM
Querida Lique
A alma não tem tempo... o teu espírito não sente o tempo passar... e o teu corpo não se cansa de te lembrar o tempo...
Um beijo
Daniel
Publicado por: Daniel Aladiah em novembro 11, 2005 10:53 AM
se virmos bem, o corpo, a carne,são "adereços" de k necessitamos para esta vida terrena. Nós somos a Alma. E essa não sente o tempo pq itemporal. bj de luz e muita paz
Publicado por: TMara em novembro 11, 2005 11:14 AM
Numa escala de 0 a 20 dava 21!
Beijinhos e bom fim de semana
Publicado por: Nando em novembro 11, 2005 03:48 PM
Se o sentes na carne está certo. A alma é uma "invenção" de nós mesmos. Gostei muito, Lique. Beijos
Publicado por: manuel em novembro 11, 2005 05:07 PM
A Alma tem imunidade! Maravilhosa fica ao fundo a voz e as palavras de Brell! Parabéns!
Publicado por: Maria Papoila em novembro 11, 2005 06:55 PM
E o tempo segue...um dia...outro dia...o seu percurso natural...
Beijinhos e bom fim-de-semana***
Publicado por: veronica em novembro 11, 2005 08:23 PM
adorei ler-te
tb o sinto na carne....o tempo...
jocas maradas
Publicado por: susanagar em novembro 11, 2005 10:19 PM
adorei ler-te
tb o sinto na carne....o tempo...
jocas maradas
Publicado por: susanagar em novembro 11, 2005 10:19 PM
É sempre um prazer imenso - ler-te :)
Deixo que os meus dedos
Se percam
Procurando
A textura do tempo
Ponteiros
Faca de corte
Certeiro e fino
Bom fim de semana
Beijinhos
Publicado por: Betty Branco Martins em novembro 11, 2005 10:50 PM
Alma sem Tempo e com todo o Tempo, é o que me parece!... :)
Publicado por: sotavento em novembro 11, 2005 11:28 PM
bom f.s Bjs e;)
Publicado por: TMara em novembro 12, 2005 08:20 AM
"...a alma parece imune
ao arrepio da passagem
como se o vento que o transporta..."
Li este seu trabalho agradavelmente. Bom fim de semana.
Publicado por: Maria do Céu Costa em novembro 12, 2005 04:59 PM
"o tempo mostra ao tempo o tempo que ele tem"
alma e vida não têm tempo, o corpo apenas sente o tempo
lindo o que escreves
beijinhos
lena
Publicado por: lena em novembro 12, 2005 06:08 PM
Hoje apeteceu-me reparar nas palavras escolhidas (já aqui tinha estado a desfrutar do poema, mas qt ao q transmite, já muitos o referiram) e na construção - assente num pendor negativo, mas que encontra solução imagética num 'contudo', 'apesar de', q transmite positividade. E o equilíbrio restabelece-se. Apeteceu-me trelê-lo como se não tivessem sido utilizadas as negativas e percebe-se assim porque um autor define uma mensagem logo a partir das palavras que emprega; nunca inocentemente.
não o sinto
a não ser na carne.
a alma parece imune
ao arrepio da passagem
como se o vento que o transporta
não secasse a eterna fonte
miragem dum oásis
inexistente.
o deserto alastra dentro de mim
trazido pelo sopro
inevitável
do tempo.
--
Não te maço mais com a minha mania. O poema é muito bonito.
O meu big kiss no teu FdS
Publicado por: mjm em novembro 12, 2005 06:09 PM
Extraordinário, este poema, Lique.
Estás em forma.
Bjs
Publicado por: Jose Duarte em novembro 12, 2005 07:23 PM
Estamos de vuelva :)
es siempre un placer leerte . Besito de bueno fin de semana
Publicado por: romero em novembro 12, 2005 08:12 PM
Tenho a certeza de que esse deserto de que falas é aquele que guarda as memórias dos homens e está cheio da vida que apenas os olhos habituados sabem encontrar...
Entretanto, o tempo dilui-se nas suas areias.
Beijos.
Publicado por: OrCa em novembro 13, 2005 10:13 AM
É o tempo, nas suas quotidianas e sucessivas materializaões que nos ensina que algo de sempre novo permanece para além da matéria, seja ela o corpo de cada um, um arranha-céus, uma nave espacial ou uma vacina...Mas, que sei eu do princípio ou do fim, que sei eu do tempo???
Beijinho Lique, e boa semana
Publicado por: maria em novembro 13, 2005 12:19 PM
Sempre a eternidade
Mal consigo dormir com o tempo...
Sempre a eternidade,
sempre ela à babuja de mim
a pedir-me efémeras contrições...
quando digo que muito tempo e sempre
tanto pode ser o mesmo,
como não.
Publicado por: Luís em novembro 13, 2005 03:14 PM
Querida lique,
belas palavras:)**
Publicado por: Rose em novembro 13, 2005 05:43 PM
...passei para deixar um beijinho e desejar uma boa semana...logo que me sentir melhor, voltarei...
Publicado por: Estrela do Mar em novembro 13, 2005 07:56 PM
Se me amas de verdade.......
"Se me amas de verdade
Não deixe para mostrar este amor depois
Pois o depois, poderá ser tarde "demais ".
Se me amas de Verdade,
Não me digas, "me preocupo contigo"
Mas sim, estejas ao meu lado sempre,
pois juntos, dividiremos e superaremos as adversidades do dia-a-dia.
Se me amas de verdade,
Não esperes eu te chamar para um passeio ...
Pegues-me pelas mãos e me faças uma surpresa
Me leves para qualquer lugar,
pois por mais simples que seja, o mais importante,
Será ao teu lado, sempre estar.
Se me amas de verdade,
Se me sentires triste, não me digas "não fiques assim" ...
Brinques, contes-me uma piada e
Tentes arrancar aquele sorriso dos meus lábios,
Me fazendo esquecer, pelo menos, naquele momento,
O que estiver doendo em meu coração.
Se me amas de verdade,
Não me digas
Vou tentar te ajudar no que for possível ...
Me mostres que estás tentando o impossível
Pois para quem ama, o impossível é pouco,
Mas vale sempre a intenção, e jamais esquecerei que um dia,
Tu pelo menos tentastes.
Se me amas de verdade
Não me digas, "quero te beijar" ...
Corras para os meus braços e me beijes loucamente
Como se fosse sempre a primeira vez
Em que com ele tu me enlouquecestes.
Se me amas de verdade
Não me perguntes, "queres fazer amor comigo?" ...
Me arrastes para e contra ti, viremos um só.
Me encantes com todos os teus encantos,
Me ames loucamente,
E me eleves aos céus, e depois repousaremos nas nuvens.
Se me amas de verdade
Não me digas que um presente não podes me comprar,
Seja lá por que circunstância for ...
Mostre simplesmente que te lembrastes, que aquela data,
Era muito importante para mim.
Pois já estar ao teu lado, é o maior presente
Que recebo de ti, diariamente.
Agora, se me amas de verdade
Não me digas simplesmente "Eu Te Amo" ...
Jamais me mostres este amor apenas com palavras.
Pois as palavras, o vento as levam.
Mostres-me este amor
Com toda a tua capacidade de amar,
Com teus gestos, teus carinhos, e principalmente
Com as tuas atitudes mais inesperadas
Que me surpreendem e até roubam-me algumas lágrimas
Lágrimas estas de felicidade, pois sentirei sempre em ti
Que "TU ME AMAS DE VERDADE"
Quanto a mim, me dês a chance de te mostrar
O tamanho do meu amor por ti
Mas não te mostrarei por simples palavras
Me entregarei a ti de corpo e alma
Porque eu, Te Amo de Verdade."
*Laura Baptista Leite
Publicado por: Carlos em novembro 13, 2005 08:22 PM
O sopro inevitável do tempo traz desertos sim. Traz desconcertos confusos para que não achamos norte.
Mas... não quero começar mais uma semana com sopros desse tempo maléfico que nos leva a depressões.
Desejo-te um bom começo de mais uma sectorização desse tempo que também dá tempo de acalmia... :)**
Publicado por: M.P. em novembro 13, 2005 09:42 PM
Gostei muito deste teu deambular sobre o tempo:)
Tem um bom começo de semana, Lique.
Beijo da Lina
Publicado por: Lina (Mar Revolto) em novembro 13, 2005 10:31 PM
Fico sem palavras quando leio os teus poemas... Lindo poema.
O tempo flui... e carrega o desejo de encontrar a VERDADE. Aquela que procuramos e simultaneamente vamos perdendo, até a desejarmos novamente.
jinhos
Publicado por: cristina freitas em novembro 14, 2005 12:20 AM
o vento do tempo rasga as falésias da vida...mas tb nos dá um horizonte imenso...
Publicado por: cm em novembro 14, 2005 08:19 AM
o vento do tempo rasga as falésias da vida, mas tb nos dá um horizonte abrangente e alongado...
Publicado por: cm em novembro 14, 2005 08:20 AM
-Bem....gostaria de por a leitura em dia....
Mas que bem, escolhas perfeitas, em sincronia como feitas uma para a outra, a musica, o poema, a epoca do ano....a passagem....o tempo....mas a alma, essa será sempre!
bjs salgados :)***
Publicado por: um-beijo-salgado em novembro 14, 2005 08:23 AM
Cavalo
Cavalo de longas crinas
Correndo ao vento nas ravinas
Cavalo de porte altivo
Senhor das distâncias, instintivo
Há sempre um cavalo no mundo
No mundo das instâncias finitas
Que corre do abismo profundo
Aos picos das pedras bonitas
É preciso domar um cavalo
Torná-lo dócil, pará-lo
Montar em seu dorso em pêlo
Afagar o pescoço, com zelo
Fazê-lo correr com um apelo
Cavalgar no tempo infinito
Penetrar no ar sem atrito
Mas não se pode por rédeas
Nem freio, nem brida ou arreio
Peças vis que, por férreas
Interrompem o galope no meio
É preciso deixá-lo trotar
Os estorvos da pista saltar
Galopar sob o sol que esquente
Ou na chuva que desce inclemente
Por cascalhos, gravetos ou dormentes
Porque há de chegar de repente
Na mais bela e florida pradaria
Onde podes apear da montaria
Não se pode temer o cavalo
Que nos leva pela vida afora
Porque quem se recusa a montá-lo
Morre aqui, onde estamos agora
Publicado por: Carlos em novembro 14, 2005 09:36 AM
E não é esse o nó maior: senti-lo só na carne?
Beijazul daqui.
Publicado por: Márcia em novembro 14, 2005 02:24 PM
Sabes, Alice,
Estas últimas semanas têm sido terríveis ... e esta última nem se fala!
Deve ter sido por ter lido o poema do António Lobo Antunes Homens com gripe... (todos os homens são maricas quando estão com gripe) na última sessão de poesia.
Obrigado pelas ajudas que tens prestado.
Uma boa semana para ti.
Publicado por: josé gomes em novembro 14, 2005 03:30 PM
Pois olha eu tenho-o sentido por tudo quanto é sítio, em cada poro...nem a alma lhe tem sido imune! Mas depois digo uns disparates, assim como quem não quer a coisa...cada um sobrevive e vive conforme sabe ou pode, sei lá...beijinhos muitos e boa semana para ti.
Publicado por: MWoman em novembro 14, 2005 04:34 PM
retornei com saudade.
há dias em que se regressa a um ponto do Outono.
belo espaço.
bj,
maat
Publicado por: maat7 em novembro 14, 2005 05:07 PM
boa semana. bj de luz e paz
Publicado por: TMara em novembro 14, 2005 05:41 PM
Belissimo poema.
Gosto de te ler.
Beijo grande
Publicado por: Isa em novembro 14, 2005 05:47 PM
>>Obrigada por aqui continuarem a passar e a deixar os vossos comentários. O trabalho e uma gripe daquelas bem deagradáveis tem atrasado tudo por aqui, inclusive as visitas aos vossos sítios. Talvez durante esta semana tudo se recomponha.
Beijinhos e abraços
Publicado por: lique em novembro 14, 2005 09:52 PM
Tema recorrente nos mais diversos escritos... ao longo do tempo! Amei tua abordagem. Um beijo.
Publicado por: batista filho em novembro 15, 2005 12:51 AM
São as marcas do tempo no corpo que nos mostram o tempo vivido com mais ou menos alma. O sorriso de uma alma imune marca com rugas orgulhosas a travessia salpicade de oásis.
Beijinho doce, linda!
Publicado por: Mitsou em novembro 15, 2005 04:52 PM
E quando me olho no espelho, não me reconheço mais... Bj
Publicado por: fernanda em novembro 16, 2005 11:52 AM
O tempo pareou para ler o teu poema. Beijinhos
Publicado por: Betty em novembro 16, 2005 12:03 PM