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janeiro 31, 2006

A palavra solta

MarianneLeCarrour-Ariane'swire.jpg

Não penso
Procuro
Percorro às avessas
O tempo obscuro
Envolvo o corpo
Nas pregas tecidas
De antigos minutos
Deslizo num túnel
De horas sofridas
Não paro
Recuo
Caminho na borda
Do sentir revolto
Da espiral inversa
E volto
Ao verso primeiro
À palavra solta
No espaço contido
Do eu verdadeiro.

Foto: Marianne Le Carrour, Ariane's wire

Publicado por lique às janeiro 31, 2006 08:53 PM

Comentários

Olá Lique
Desenhaste aqui uma teia de emoções que, longe de ser labiríntica, abre a possibilidade de evasão.
Muito bem construido.
Bjs

Publicado por: Jose Duarte em janeiro 31, 2006 09:48 PM

Eu verdadeiro que a palavra em Poema ajuda a libertar! Um beijinho grande.

Publicado por: M.P. em janeiro 31, 2006 10:16 PM

Solta, liberta, a palavra escorre no universo livre das nossas mentes… até ao limite duma estrela, dum princípio que foi sempre um princípio…

Publicado por: Amaral em janeiro 31, 2006 11:29 PM

os teus versos transbordam de emoções

caminho dentro deles e sinto que me libertam

beijinhos muitos para ti Lique

lena

Publicado por: lena em fevereiro 1, 2006 12:46 AM

...sabes que a Estrela do Mar faz anos na sexta-feira?...e anda tão tristinha...vamos fazer uma grande festa para ela?...

Ass: Kikas e Tiko

Muitos ronrons

Publicado por: Estrela do Mar em fevereiro 1, 2006 01:28 AM

não conhecia. Mtº bonito e verdadeiro na msg k conte´m. Bjs de luz e paz

Publicado por: Amla em fevereiro 1, 2006 01:57 AM

Oi, aceito sim seu beijo e suas doces palavras! O poema é lindo! Tenha um lindo dia, beijos!

Publicado por: Lúcia em fevereiro 1, 2006 09:30 AM

Um vaguear pelos álamos da alma...palavras que lapidam formas repletas de emoção...magnifico poema!! Beijinhos :)

Publicado por: Neith em fevereiro 1, 2006 10:09 AM

palavras sentidas em dia frio...são sempre bem vindas

Publicado por: cm em fevereiro 1, 2006 10:44 AM

Viajar na memória reaviva o afecto do presente.
Bjs

Publicado por: Samartaime em fevereiro 1, 2006 03:05 PM

Muito intenso
...nas margens, sempre nas margens

Publicado por: JE em fevereiro 1, 2006 03:43 PM

O regresso ao verso do passado ou um avivar de memórias? E o futuro, não é ele parte do caminho a percorrer? Beijos

Publicado por: ferrus em fevereiro 1, 2006 05:23 PM

Sempre um espaço de palavras doces, sentidos apurados. De enganos e desenganos... Gostei.

Publicado por: polittikus em fevereiro 1, 2006 05:35 PM

Muito, muito bonito!

:) Bjs

Publicado por: paperlife em fevereiro 1, 2006 08:38 PM

fresco e triste. nostálgico. leve. Beijos, Mulher!

Publicado por: seila em fevereiro 1, 2006 09:17 PM

Belissímo como já nos habituaste.Profundo sensivel ,é a força das palavras.

Beijo grande

Publicado por: Isa em fevereiro 1, 2006 10:58 PM

Lindo.. Sentido como sempre amiga Lique! :) Espero q esteja tudo bem ctg :) Beijo

Publicado por: Bruno em fevereiro 1, 2006 11:05 PM

O que pensaria a engenheira de "outras eras" ao ver-te, assim, com esta mestria poética!... :)

Beijos.

Publicado por: OrCa em fevereiro 2, 2006 12:18 AM

A foto é espantosa e as palavras um pensamento muito teu que é capaz de ser nosso também.
Jinho

Publicado por: Vera Cymbron em fevereiro 2, 2006 10:55 AM

Tens a capacidade de me envolver nas tuas palavras. Gosto imenso de te ler. *

Publicado por: Cakau em fevereiro 2, 2006 02:25 PM

Olá minha querida Lique!
Gostei muito, mesmo muito...
Que bela teia! Que bela foto!
Um beijo enooooooooorme Amiga

Maria Mamede

Publicado por: Maria Mamede em fevereiro 2, 2006 04:03 PM

As palavras soltas do "eu verdadeiro"..... :)
Bjs e bom fim de semana

Publicado por: mar em fevereiro 2, 2006 05:05 PM

olá, atrávés do Blog do amigo Baptista cheguei aqui.. francamente gostei do que li e vi... prometo voltar.. bjhs e bom resto de semana

Publicado por: maresia_mar em fevereiro 2, 2006 05:17 PM

Leve, desliza e voa este belo poema que só hoje li. Ando sem tempo querida Lique. Beijo

Publicado por: Maria Papoila em fevereiro 2, 2006 06:38 PM

Eu, quando visto alguma coisa do avesso, dizem-me logo que vou receber uma prenda!... :)

Publicado por: sotavento em fevereiro 2, 2006 07:48 PM

e às avessas com as palavras presas nos dedos te deixo um beijinho:)

Publicado por: isa xana em fevereiro 2, 2006 11:23 PM

O "avesso do tempo obscuro" é o dia claro, que encontras no interior do "eu verdadeiro" acalmadas as espirais e socegadas as vertigens...

Gostei muito (depois de várias leituras). Beijos

Publicado por: manuel em fevereiro 3, 2006 11:33 AM

Que ritmo!!!
(Sim, recua-se. Apenas para se voltar ao verso primeiro.) :)
--
[Se tivesse q coreografar esse poema, seria um tango.]

Publicado por: mjm em fevereiro 4, 2006 09:51 PM

E nessa procura vais encontrando - partilhando! - versos que nos afagam a alma. # Um abraço fraterno.

Publicado por: batista filho em fevereiro 6, 2006 12:26 PM

{ ... caminhamos por vezes sem tempo e;ou estamos parados e;ou não sabemos para onde vamos andando com ele. Colado. E Ficamos simplesmente por fora ou;e por dentro. © temporal ... }

Publicado por: © .8. em fevereiro 8, 2006 09:24 PM