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fevereiro 12, 2006

Semente em dias de frio

AllanJenkins.jpg

Deixa que te olhe
No dia cinza e prenhe de bruma
Que se colou espessa nos vidros
Vago reflexo que não alcanço
Ainda que a alma se expanda
E te toque.
Deixa que pense
Mesmo que seja num dia sem sol
Que o sempre não é somente palavra
De um dicionário coberto de pó
E a vida não é gazela que foge
À nossa frente.
Deixa que sinta
Como sopro leve, lábios conhecidos
Que sussurre o tempo que já esperei
A brisa que trazes nos dedos carícia
E quanto serás eterno em meu corpo
Que aguarda.

Deixa que a vida me diga de ti hoje e amanhã
Para que exista um sulco de esperança
Semente plantada em dias de frio
Na terra que piso.

Foto: Allan Jenkins


Escrito em 18/01/2006

Publicado por lique às fevereiro 12, 2006 12:28 PM

Comentários

Belo este poema da saudade que guarda sementes em
dias de frio, num sulco de esperança na luz que nascerá do reencontro. Parabéns Lique. Beijo

Publicado por: Maria Papoila em fevereiro 12, 2006 02:51 PM

e há-de dizer-te!
Tamanha é a emoção e a beleza deste poema.
Bjs

Publicado por: Jose Duarte em fevereiro 12, 2006 03:44 PM

Ai, lique, sei lá eu comentar poemas destes!

Sublime. Chega? Ok, olha está lindo, mulher!

Toma lá um beijo e aproveita o resto deste fabuloso domingo de sol.

Publicado por: MWoman em fevereiro 12, 2006 05:45 PM

OLá! Que LINDA a Mensagem contida neste Poema de dia sem Sol na Procura do Sol que o dia não deu mas que vem do Sol passado e se estende em ânsia de Sol futuro.. :) Boa semana de trabalho! Beijinho

Publicado por: M.P. em fevereiro 12, 2006 08:35 PM

Mais um belo poema. Já estamos habituados... Não precisa de grandes comentários...

Publicado por: polittikus em fevereiro 12, 2006 09:29 PM

"para que exista um sulco de esperança"...Sim, porque a Primavera vem já a caminho...
Belíssimas palavras, Lique, a tocar a alma da gente...Sempre...
Beijinho

Publicado por: maria em fevereiro 12, 2006 11:15 PM

Olá menina linda, as sementes vão germinar pois o sol entra na tua janela e repousa na tua face.
Beijinhos muitos

Publicado por: Isa em fevereiro 12, 2006 11:38 PM

Não desfazendo os que estão para trás, deixa que te diga que este foi dos poemas mais bonitos que li teus..., adorei!

Beijinhos, Lique

Publicado por: Lina (Mar Revolto) em fevereiro 13, 2006 12:04 AM

Poema que arranca de nós um bocado de cheiro, de sabor, de sonho cruzado e imaginado no interior de cada um. Deixa que a vida desnude o sempre, empoeire os tempos esperados, carícias que a brisa levou…

Publicado por: Amaral em fevereiro 13, 2006 01:12 AM

Palavras de verde vestidas, na ânsia de um regresso. Nãda é eterno, nem mesmo um não. Como alguém já escreveu nos comentários: poemas destes não se conseguem comentar...saboreiam-se! Beijinhos

Publicado por: ferrus em fevereiro 13, 2006 10:20 AM

frio...
quente...
semente...
e o estio??

Publicado por: cm em fevereiro 13, 2006 11:27 AM

Cara Lique:

A ti, e aos teus textos de que me apoderei ao lê-los, e em particular a este, os meus agradecimentos. A ti porque tu mereces, aos textos porque às palavras só se podem oferecer palavras.

Não nos conhecemos. Mas também, não se conhece ninguém, porque esse, como muitos outros, não é um verbo estático: vai-se conhecendo. E do que de ti conheci, gostei. E vou gostanto.

Publicado por: Daniel Marinha em fevereiro 13, 2006 11:47 AM

E já correspondi ao teu desafio!
Eu sei que demorei...
Mas já está!

Fica bem e sorri!

Publicado por: GNM em fevereiro 13, 2006 01:07 PM

Não sei o que mais admirar no poema. Se a musicalidade e beleza das palavras, se a terna doçura dos sentimentos.

Muito belo. Grato pela emoção (estética). Beijos

Publicado por: manuel em fevereiro 13, 2006 03:41 PM

um dos teus mais belos poemas que li até agora! esse transformar o que sabemos inexistente ou efémero em algo que nos alimente a alma.
beijinhos, querida lique.

Publicado por: moriana em fevereiro 13, 2006 07:01 PM

quase uma prece. e belo.
beijo daqui, Lique.

Publicado por: Márcia em fevereiro 13, 2006 07:04 PM

Louco! Sim,

eu confesso,

ser louco,,

mas é de amor,

que me faz

perder o sizo.

E trago a alma

buscando,

em cada estrela

uma flôr,

em cada rosa,

um sorriso.

Publicado por: Carlos em fevereiro 13, 2006 07:10 PM

Lique

Há momentos em que as palavras não cabem, "dentro" da beleza de um poema.

É o que está a acontecer comigo neste momento - pois não tenho palavras para falar do teu poema. E como tenho o hábito de dizer:

À beleza nada se lhe pode acrescentar!

Beijinhos

Boa semana

Publicado por: Betty Branco Martins em fevereiro 13, 2006 07:43 PM

adorei este poema...me disse tanto.
jocas maradas

Publicado por: susanagar em fevereiro 13, 2006 08:23 PM

Hoje não tenho uma brincadeira na ponta dos dedos, só um anseio de primavera que desabroche todas as flores!... :)

Publicado por: sotavento em fevereiro 13, 2006 08:36 PM

Tão bonito, Lique!
Fico-me a reler.

:)

Bjs

Publicado por: paperlife em fevereiro 13, 2006 10:06 PM

lamento, mas só postei uma vez...

Publicado por: paperlife em fevereiro 13, 2006 10:07 PM

...bem...ando aqui ás voltas...mas olha só sei que está muito bem escrito...mas entendê-lo...hum...


JOKINHASSSSSSSSSSSS

Publicado por: Estrela do Mar em fevereiro 13, 2006 11:18 PM

Deus
criou
a beleza,
e não
vestiu
as flores,
que o nu
não é
pecado.
Pecado
é esconder
o belo,
dos olhos
do ente
amado

Publicado por: Carlos em fevereiro 14, 2006 09:24 AM

Que cresca a esperança! A semente está bem plantada.
Bjs.

Publicado por: João da Cal em fevereiro 14, 2006 10:57 AM

É dificil inventar a esperança. O silêncio não ara.

bjs

Publicado por: Samartaime em fevereiro 14, 2006 07:46 PM

que beleza este poema Lique

um olhar
num dia cinza
um sentir leve
uma esperança
numa semente
que brota palavras
pintadas
de esperança

a saudade que se guarda

tanta beleza menina linda

beijinhos muitos

lena

Publicado por: lena em fevereiro 14, 2006 08:33 PM

O teu poema sente-se como a brisa de que falas.
Gostei muito. Beijos :)

Publicado por: betty em fevereiro 14, 2006 09:39 PM

Em boa hora guardei esta tarde, tempestuosa e ilustrativa, para te ler. Nem sabes o q me está a fazer/ saber bem!
Não me apetece fazer análise; apenas deixar-me vogar pelos sentimentos q as tuas palavras me despertam.
Menina Mulher, estás a escrever um filão de ouro!
Sinto-me grata e num misto de orgulhosa e egoísta :)

Publicado por: mjm em fevereiro 19, 2006 05:03 PM