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março 13, 2006
O fio-de-prumo

Sem rumo,
talvez.
A vida dirá
da rota traçada.
E mais uma vez
não se dobrará
o fio-de-prumo,
vertical marcada
na linha de fogo
que corta o caminho.
Assumo este nada,
ponto em que afogo
o sonho interdito.
Sobra-me este grito
que lanço sozinho
no tempo infinito.
Foto: John Dittrich
Publicado por lique às março 13, 2006 12:02 AM
Comentários
"Sobra-me este grito"...
Bj**
Publicado por: Luís em março 13, 2006 12:45 AM
Sempre delicoso.
Um @bração do
Zecatelhado
Publicado por: zecatelhado em março 13, 2006 01:15 AM
fio de prumo...corda bamba...cama de rede...que balancem! que te segurem!
um abraço* gostei muito
Publicado por: anacanela em março 13, 2006 03:13 AM
Lique.... este é mais um dos teus trabalhos lindissimos...curto, frases curtas, surreais porque não vejo assimilação, mas resultante num trabalho final excelente!!Gostei é claro!!
Publicado por: Armando em março 13, 2006 01:57 PM
Excelente a utilização do fio-de-prumo no teu poema. Gostei de o ler, é muito elaborado e resultou um excelente poema.
Mas às vezes é necessário alguma flexibilidade, ainda que não nas coisas essenciais da vida.
Beijinhos e boa semana.
Publicado por: Nilson em março 13, 2006 02:00 PM
a voz da Bethânia à esquina de um bonito poema...
Publicado por: jorgesteves em março 13, 2006 02:00 PM
Lindo! Gostei. Beijos.
Publicado por: Paula Raposo em março 13, 2006 03:45 PM
Bem... humm... gosto. Mas acho que a tua escrita se está a parecer com a de alguém que ambos conhecemos 8) acho que vou ali à estante buscar o dicionário :P
__________________________
ahahahaha... de qual das palavras é que não sabes o significado? :))
Publicado por: ognid em março 13, 2006 06:49 PM
deve ter lido este poema quatro vezes, hoje! e fico pensando que "esta mulher escreve tensa" mas isto não se deve dizer, ou deve? e sabes fica-me a vontade de ter todos os teus poemas e escritos...em papel Abraço
Publicado por: seila em março 13, 2006 08:03 PM
Lique sobra um grito, lindo como escreves
e
nasceu em mim o grito
esmagado
calado
num desabafar moribundo de amor
despertou profundo e partiu
sumiu
beijinhos para ti doce poeta
lena
Publicado por: lena em março 13, 2006 09:34 PM
Muito bom.
:) Bjs
Publicado por: paperlife em março 13, 2006 09:55 PM
Excelente poema.
Bjs
Publicado por: Jose Duarte em março 13, 2006 10:16 PM
Muito lindo.Muito lindo.Que bem que me faz á alma terminar o dia a ler um grito destes.Um destes dias vou escolher um poema para te dedicar.bjs
Publicado por: ciloca em março 13, 2006 11:30 PM
Lique
Segui as linhas de cada sílaba...
O espaço
nasce entre o círculo
e o triângulo
composição do mundo – ou
(duma alma)
que ao fundo do bosque
constrói o esboço
de um relâmpago – ou
(o fogo dum olhar)
sigo a verticalidade do
“fio-de-prumo”
com a ponta dos meus dedos
que me conduz
à essência do teu poema.
Beijinhos
Publicado por: Betty Branco Martins em março 13, 2006 11:40 PM
Olá, Lique.
Obrigada pela visita.
O tempo é realmente infinito, que, embora a nossa vida um dia termine, podemos preencher com coisas tão lindas, como a amizade.
Até breve. Espero que volte!
Marta
Publicado por: Marta Teixeira em março 14, 2006 09:24 AM
Lique, a maravilha da voz da Bethânea num poema maravilhoso.
Jinhos.
Publicado por: Maria Clarinda em março 14, 2006 10:14 AM
Magnífico o teu poema Lique. Vim comunicar-te que mudei de campo. Cá virei visitar-te sempre. Beijo
Publicado por: Maria Papoila em março 14, 2006 10:29 AM
Verdadeiramente muito bom.
Jinhos, voltei.
Publicado por: Vera Cymbron em março 14, 2006 01:00 PM
"...E mais uma vez
não se dobrará
o fio-de-prumo,..."
rumo certo
terás
no teu caminho
de esperança
perseverança
no sonho alado
que correrá
como a brisa
leve
no teu
coração…
Um fio de prumo que te mantém cada vez mais no rumo das palavras...
Um abraço carinhoso e boa semana ;)
Publicado por: Menina_marota em março 14, 2006 02:36 PM
A nossa rota é sempre decidida pela vida. A maioria das vezes por factores que não conseguimos controlar. Mas, por vezes, conseguimos dobrar o fio de prumo. Gostei. Um beijo vadio.
Publicado por: vadio em março 14, 2006 02:38 PM
... e o teu grito encontrará certamente eco em outros gritos, enquanto o fio de prumo vertical marcar a "a linha de fogo"!
Como este poema "marca" uma personalidade - a tua! beijos
Publicado por: manuel em março 14, 2006 03:42 PM
"Assumo este nada,
ponto em que afogo
o sonho interdito."....
Não devemos afogar o sonho senão nada mais nos fica!!!!
Beijitos
BShell
Publicado por: BlueShell em março 14, 2006 09:41 PM
aii lique eu adoro estes teus poemas que por aqui saltitam de quando em vez:)
beijito
Publicado por: isa xana em março 15, 2006 12:09 AM
Curto e bonito *
Publicado por: Cakau em março 15, 2006 02:43 PM
Deslumbrante este poema...dos que mais gostei...palavras que te despem quando te vestes. Um beijo enorme :))
Publicado por: Neith em março 15, 2006 03:31 PM
Minha querida Lique, espero que não te importes de confessares as tuas manias... é que acabei de te recrutar para o meu Blog... terás a gentileza de responderes? (não leves a mal...)
Um abraço carinhoso ;)
Publicado por: Menina_marota em março 15, 2006 07:20 PM
Peço imensa desculpa, pela duplicação, mas isto por aqui está mau... se puderes apagar a repetição agradeço...
Beijo ;)
Publicado por: Menina_marota em março 15, 2006 07:27 PM
Muitas vezes ao longo da nossa vida, só temos o nosso "grito" de revolta... Gostei.
Publicado por: polittikus em março 15, 2006 08:23 PM
Interpretar poema?!... complicado, né? Sentí-lo?... é... encantas-me com teu versejar... canta-me a solidão de quem segue acreditando n'algo (inclusive nas próprias dúvidas)... conta-me de um certo vazio que as palavras (belissimamente postas!) dificilmente poderão descrever em plenitude. # Um beijo, amiga-irmã.
Publicado por: batista filho em março 16, 2006 12:18 PM
Do grito fez-se poema! Bela poesia!
Publicado por: joão em março 17, 2006 09:37 PM