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março 06, 2006

O túnel de chuva

Noushin Nourizadeh.jpg

Necessário é
atravessar o túnel de chuva
onde o silêncio fez ninho.
Passar a barreira do eco
de antigos sons murmurados.
Sacudir na volta da estrada
o peso carregado de sentir.
E seguir.
Rumo ao lugar isolado
onde o meu canto sozinho
dirá sol nos dias esperados.
Que a vida é sempre o porvir
dito em silêncio ou gritado
e é certo o tempo de chorar.
E o de amar.

Foto: Noushin Nourizadeh

Publicado por lique às março 6, 2006 08:56 AM

Comentários

Voam as vicissitudes, as dores, as alegrias, os amores e os dissabores...tempo para sorrir, tempo para chorar, tempo para amar...é tempo para prosseguir. Palavras pujantes...magnifico poema. Um beijinho :)

Publicado por: Neith em março 6, 2006 11:04 AM

Amiga esta poesia merece dedicatória especial, mas é do encontro e de uma coisita de brincar que coloquei no post de hoje, que te convido a ler. Uma boa semana!

Publicado por: seila em março 6, 2006 12:30 PM

Lindo!

:)

Bjs e boa semana, Lique.

Publicado por: paperlife em março 6, 2006 12:41 PM

Olá
É sempre um prazer comentar algo bonito...porque é sempre feito de maneira despretensiosa...e sincera.
Parabéns...
RX
http://cantinhodoamigo.blogspot.com/

Publicado por: Rx em março 6, 2006 02:19 PM

Que belo poema Amiga.
Triste mais muito belo.
Realmente é sempre preciso "atravessar o túnel da chuva" ou "os vales tenebrosos" da vida, para lhe saber dar o valor.

Um beijo enoooooooorme

Publicado por: Maria Mamede em março 6, 2006 02:28 PM

Que belo poema Amiga.
Triste mas muito belo.
Realmente é sempre preciso "atravessar o túnel da chuva" ou "os vales tenebrosos" da vida, para lhe saber dar o valor.

Um beijo enoooooooorme

Publicado por: Maria Mamede em março 6, 2006 02:28 PM

Lique, peço perdão, pois por qualquer coisa que não sei dizer, o meu comentário aparece duas vezes.
Quem sabe se poderás remediar o excesso.
Um beijo

Publicado por: Maria Mamede em março 6, 2006 02:30 PM

Voltei para ver as novidades e desejar uma óptima semana!
Um abraço,
Daniela.

Publicado por: Danielamann em março 6, 2006 08:58 PM

E de ter, também, o previlégio de ler um poema fantástico.
Bjs

Publicado por: Jose Duarte em março 6, 2006 10:22 PM

Um poema lindissimo, Lique..., com a qualidade que nos habituaste!

O tempo é escasso para um mundo de coisas, e a blogosfera exige tempo e dedicação, dedicação essa, que de momento me está a ser impossível manter. Por tudo isso estarei ausente por uns tempos, talvez um dia eu volte..., quem sabe.
Agradeço todos os momentos de companhia neste mundo e o carinho sempre demonstrado.
A vida é sempre feita de opções!

Um beijo da Lina/Mar Revolto

Publicado por: Lina (Mar Revolto) em março 6, 2006 10:25 PM

Certo é o tempo de me emocionar quando te leio. Atravessemos , então, o túnel de chuva, e celebremos a poesia que nasce nas tuas palavras.
Um beijo, Lique.

Publicado por: Ana em março 7, 2006 01:34 AM

Bonito o teu túnel de chuva.
É sempre tempo de amar...

Passa uma excelente semana!

Publicado por: GNM em março 7, 2006 02:30 AM

Ja te tinha dito que o tinha lido, mas voltei para o ler de novo.
Não quis ir sem voltar a dizer que é lindo, é-me particularmene dificil atravessar, o tempo de amar ainda não chegou de todo, mas um dia...
deixo aqui um beijo paa a lique que é uma senhora muito bela.
Parabens pela escrita que pelos vistos ja encanta muita muita gente mesmo

Publicado por: alexandre em março 7, 2006 04:51 AM

Belo. Tempo de amar e de chorar...Beijos para ti.

Publicado por: Paula Raposo em março 7, 2006 07:42 AM

Pois é... tu continuas a maravilhar-nos!! As vezes interrogo-me se quando tiver a tua idade a meia veia poetica estara em tal forma quanto a tua....mentiria se disesse que gostei, pois como dizem os brasileiros...AMEI!!! E tal como outros o fizeram, reli-o!... mas por acaso alguem que aprecie estas coisas ficará indiferente a relê-lo??? è claro que não!!!

Publicado por: Armando em março 7, 2006 09:21 AM

Correção.... no comment anterior Onde digo a "meia" queria dizer " a minha"

Publicado por: Armando em março 7, 2006 09:24 AM

"Necessário é
atravessar o túnel de chuva
onde o silêncio fez ninho."

...mas por vezes é tão difícil...e, a chuva são as lágrimas que transbordam em nós...mas, é tempo de amar, sim... SEMPRE!!

... adorei o teu poema, porque eu própria me revi nele...

Um abraço carinhoso

Publicado por: Menina_marota em março 7, 2006 10:37 AM

Ah o amor! Por isso tão belo ! Às vezes fico em pânico e medo de que um estúpido cúpido não me volte a acertar. Gosto do modo como te expões. Algumas vezes numa solidão intimista de ave ferida na asa, outras com a segurança da fera que aguarda a presa.

Beijos

Publicado por: António em março 7, 2006 12:37 PM

mas que este poema é mesmo muiiiito bonito! muito sentido! muito sereno! muito determinado de um modo suave, suave.

Publicado por: seila em março 7, 2006 03:44 PM

Que a vida é sempre o porvir
dito em silêncio ou gritado
e é certo o tempo de chorar.
E o de amar
Durante a vida choramos,gritamos,calamos,amamos,isso é sentir a vida.Gostei.bjs

Publicado por: ciloca em março 7, 2006 08:59 PM

o silêncio implode, o grito explode. E nós cá estamos à espera da miragem de um sinal de engano!
Bjs

Publicado por: Samartaime em março 7, 2006 10:32 PM

o túnel de chuva que atravessamos, nos nossos silêncios e que nos fazem pensar em momentos que vimemos e como bem dizes é sempre tempo de amar

atravesso esse túnel onde se sente o grito

Lique o poema é belo


beijinhos muitos para ti

lena

Publicado por: lena em março 7, 2006 10:46 PM

Belo poema! Nem sempre os versos "saem", mas estes fizeram um poema bonito.
Também com alguns poemas, vou dedicar o meu post do dia 8 à mulher… Um beijo e uma flor!

Publicado por: Amaral em março 8, 2006 12:12 AM

Ecos de um passado distante???? Acertei?

Publicado por: polittikus em março 9, 2006 10:12 PM

Olá Lique.

Não me vejo a fartar-me de te ler enquanto continuares com textos assim. Acho que ler o texto de outro será sempre lermo-nos a nós, lermos o que aquelas palavras nos dizem, e que, não conhecendo quem as escreve, raramente espelharão a tua intenção.. a não ser que quem lê se assemelhe de alguma forma a quem escreve.. como as cordas da guitarra ao emitirem um som numa determinada frequência de uma nota musical, fazem vibrar todas as outras cordas que correspondam à mesma nota. O facto é que quando a musica agrada, nem sequer é preciso saber ouvi-la. É a diferença entre algo comum ou Universal. No último caso, não há qualquer esforço por parte de quem ouve ou lê. Basta ter a sorte de se ficar exposto.

Isto para dizer que gostei muito. Não é nada raro. Mas continua a ser digno de menção.

Beijos.

Publicado por: Daniel Marinha em março 24, 2006 03:57 PM

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