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maio 04, 2006
Apaga-se a luz

Apaga-se a luz
nos dias compridos
sem um “ai Jesus!”
sem sinal da cruz
nem som de gemidos.
É a luz que se apaga
e não digo um ai
não perco os sentidos
nem falo da chaga
que por vezes mói
nem procuro paga
p’los dias doridos.
Deixa, a luz apaga
eu vivo sem ela
acendo no peito
o sol duma vela
pequena, a preceito
dos dias compridos
em que a luz apaga
sem som de gemidos.
Foto: Ewa Brzozowska
Publicado por lique às maio 4, 2006 05:08 PM
Comentários
Palavras para se ler num rumorejo, não vá a respiração apagar a vela do poema!...
jorgesteves
Publicado por: jorge esteves em maio 4, 2006 05:15 PM
Fabuloso.
Publicado por: S. em maio 4, 2006 06:08 PM
Poema tão genuíno, como a "caprichosa" luz de uma vela, que ora se apaga, ora se acende. Gostei muito. Beijos
Publicado por: heretico em maio 4, 2006 06:47 PM
Que Bonito, Lique!
Cadência de canção. Palavras certas. Imagem à altura.
Parabéns.
Bjinho
:)
Publicado por: pois.claro em maio 4, 2006 07:40 PM
Lindíssimo Lique. De suster a respiração! Imagem perfeita! Beijo
Publicado por: Maria Papoila em maio 4, 2006 08:07 PM
Que maravilha Lique, imagem e poema belíssimos. Beijos.
Publicado por: Marcia em maio 4, 2006 08:28 PM
Tive que me agarrar a uma coisa qualquer, decidi-me pelo bocadinho em que "não perco os sentidos"!... :)
Publicado por: sotavento em maio 4, 2006 08:29 PM
Muito bem composto este poema
Bjs
Publicado por: Jose Duarte em maio 4, 2006 10:32 PM
Lindo. Voltas-te em força. sublime...
Publicado por: polittikus em maio 4, 2006 11:11 PM
É tão lindo o teu poema.
Diferente do teu habitual, mas igualmente muito bem escrito.
E é cantável, porque também é muito musical.
Beijos querida amiga.
Publicado por: Nilson em maio 4, 2006 11:19 PM
A Noite só é negra se nós lhe permitirmos de o ser.Mesmo de luz apagada, há o sol que se acende no peito. Metafóra lindíssima. Um beijo de parabéns
Publicado por: canela-e-jasmim em maio 5, 2006 01:33 PM
Gosto de sentir palavras assim.
Bj e bom fim de semana.
Publicado por: João Da Cal em maio 5, 2006 01:54 PM
Os poetas escrevem o que sentem e os seus leitores lêm-no por vezes de maneiras diferentes. Associo o teu lindo poema de hoje à morte que vem devagar e apaga a luz
Publicado por: Luisa em maio 5, 2006 04:30 PM
Queres saber mesmo a verdade? Só estou mesmo aqui pq o meu blog mandou; para ver se tb comentas a minha história. Alguém disse: "que longa introdução". E eu acrescento, mas é mesmo só uma introdução, porque a história vai formando-se dentro da tua cabeça. - P/ descarado só me falta o chapéu... Senão tiver leitores as vendas baixam. - A poesia não precisa, governa-se sozinha!...
Beijos e abraços
Publicado por: Friedrich em maio 5, 2006 05:10 PM
Este poema tem o ritmo justo para a emoção que se propõe partilhar com o leitor. Não é fácil conseguir. Parabéns.
Licínia
Publicado por: Licínia Quitério em maio 5, 2006 06:21 PM
Bem haja por nos permitir ler coisas tão belas.
A imagem e a música são soberbas!
Bom fim de semana.
Bjs
Mité
Publicado por: Mité em maio 5, 2006 06:42 PM
gostei do teu poema
beijocas
Publicado por: Lmatta em maio 5, 2006 07:15 PM
Poema lindo e foto que é um espectáculo.
Da música já disseram tudo...
Um abraço
Publicado por: josé gomes em maio 5, 2006 08:54 PM
Ainda não estou em mim com a foto!Não sei se é cenário antigo com mulher moderna, se mulher antiga em cenário moderno!Mas a beleza é irremediável. E intemporal. A tua poesia acompanha o espanto da foto: é só um rumor que flui naquela coisa a que chamamos alma.
Bjs
Publicado por: Pilantra em maio 5, 2006 09:52 PM
Ficam-me no ouvido em sussurro as palavras do teu Poema. Ficam-me no coração a Emoção que lhes deste. MUITO BONITO! BOM fim de semana! :)**
Publicado por: M.P. em maio 5, 2006 11:50 PM
lindissimo poema e eu com saudades de te ler querida Lique
a luz da vela que é vida
emoções numa mistura bela de metáforas
como escreves bem menina linda
eu vou regressar lentamente mas venho
beijinhos muitos para ti num abraço cheio de trenura
lena
Publicado por: lena em maio 6, 2006 12:31 AM
adorei estar aqui
jocas maradas
Publicado por: susanagar em maio 6, 2006 11:31 PM
Obrigado por partilhares connosco esse belo poema.
Um beijo
Luis
Publicado por: Luis em maio 7, 2006 08:52 AM
Estou sem palavras! Maravilhoso e comovente este momento! Dizer mais é estragar a magia que aqui existe. Obrigada.
Um abraço carinhoso e Felz Dia da Mãe.
;)
Publicado por: Menina_marota em maio 7, 2006 11:04 AM
Palavras, palavras... podem ter ou não - magia. Podem tocar-nos ou não, despertando emoções, razão... ou simplesmente tédio.
Tuas palavras/versos, impregnadas da mais pura sensibilidade - magia pura!
Um beijo comovido.
PS. A imagem, mui bela, outro poema.
Publicado por: batista filho em maio 7, 2006 11:38 AM
bonito
Publicado por: MiguelGirassol em maio 7, 2006 12:37 PM
Não tenho palavras, para transmitir o que me fez sentir,aoler e ver a foto.Excelente minha amiga,parabens e continue a presentear-nos.Bjs e bom fim de semana.
Publicado por: ciloca em maio 7, 2006 01:10 PM
Quando a luz se apaga, fechamos os olhos e sonhamos com uma luz mais brilhante ainda do que a luz que se apagou. Bem sei que a luz dos solhos não é a mesma que a verdadeira, mas serve para enganar a tristeza dos dias compridos demais.
Um bom domingo e um bjnh grande
Publicado por: catarina em maio 7, 2006 02:05 PM
Palavras de veludo, como alguns silêncios cheios de luar...
Lindíssimo este post, Lique!
Beijo e bos semana
Publicado por: maria em maio 7, 2006 11:54 PM