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maio 28, 2006
Palavra aberta

Não olhes. Vê.
Mesmo que os olhos
te ardam.
Não toques. Sente.
Mesmo que o corpo
te doa.
Não fales. Diz.
Mesmo que a alma
te sangre.
De ti quero a palavra aberta
transcrição clara dos sentidos.
Foto: Ewa Brzozowska
Publicado por lique às maio 28, 2006 07:46 PM
Comentários
PAra começar a foto é linda!
O texto é intenso. Mas se calhar, muito exigente ;) * Boa semana!
Publicado por: Cakau em maio 28, 2006 08:45 PM
Belíssima esta Palavra Aberta que apela ao mundo das sensações profundas, das que marcam a alma como carimbos.
Imagem muito bonita e forte.
Beijo
Publicado por: Maria Papoila em maio 28, 2006 09:29 PM
Gostei, mas não se deve trancar a alma...
Publicado por: polittikus em maio 28, 2006 09:50 PM
Como se pode dizer tanto com tão poucas palavras?
Elas traduzem um sentir profundo que passa do pensamento à acção que é o real acto de viver.
Publicado por: Luisa em maio 28, 2006 10:06 PM
Sensibilidade profunda prespassa neste intenso poema sobre o sentido de sentir.
Bj
Publicado por: jo em maio 28, 2006 10:12 PM
Sentires de palvras abertas que os contêm... E.. é num desejo de Boa Semana que te mando o Sentir da Amizade que te tenho .) **
Publicado por: M.P. em maio 28, 2006 11:32 PM
Não é facil a «palavra aberta/
transcrição clara dos sentidos.»
E está cada vez mais dificil!
Beijo
Publicado por: samartaim em maio 28, 2006 11:41 PM
De ti quero as palavras, trancrição dos teus sentires. Sempre belas.
Um beijo, Lique.
Publicado por: Ana em maio 28, 2006 11:59 PM
Não consigo, mas, de tanto tentar, às vezes me iludo, achando que consegui essa comunicação... depois percebo quão limitadas podem ser as palavras, as minhas... As palavras, as tuas, tocaram-me o coração, fazendo-o bater noutro compasso e isso é bom. Grato. Um beijo, amiga.
Publicado por: batista filho em maio 29, 2006 12:28 PM
Palavras muito bem construidas. Abertas, como se deseja. Bonito, amiga.
Beijinho.
Licínia
Publicado por: licinia quiterio em maio 29, 2006 01:39 PM
:)
Publicado por: Papo-seco em maio 29, 2006 03:04 PM
Ir mais longe - é tão importante!!!
Beijinhos
Publicado por: Vulcão em maio 29, 2006 04:15 PM
Um poema-força no sentido e na alma! Gostei!
amizade,
jorgesteves
Publicado por: jorge esteves em maio 29, 2006 05:12 PM
esta abertura da palavra, invade a alma de todos. Fascinada pela poesia caber inteira, lamento apenas as minhas colunas não estarem on por falta de jumper, ou ouviria novamente patxi que desconhecia e ~e tão mas tão tão bom ouvi.lo.
Obrigado por partilhar com estranhos este espaço.
Hasta
Publicado por: Nina em maio 29, 2006 05:16 PM
gostei
mas é um poema muito forte
beijocas
Publicado por: Lmatta em maio 29, 2006 07:51 PM
E quem será capaz de resusar um desafio destes?
Belo!
Bjs
Publicado por: Jose Duarte em maio 29, 2006 09:52 PM
A palavra!... Muito bonito.
Publicado por: Ulysses em maio 29, 2006 10:17 PM
Não gostei da foto. Não levas a mal, pois não?
É que o poema merecia mais.
Boa semana
Publicado por: Peter15 em maio 29, 2006 11:53 PM
Uma distância longa pesada
se abriu à nossa frente
sem motivos sem nada
que o dia em correria
do cansaço fez silêncio
Como Egas percorro a estrada
desse adormecer imenso
e se o vento traz saudade
das belas letras aladas
nunca trouxe esquecimento
Um bjinho grande para ti, Lique, que cada dia que passa de uma beleza maior se enche o teu canto
Publicado por: Amita I em maio 30, 2006 11:13 AM
Nã oiças. Escuta
o que o olhar vê,
o que o coração sente,
o que as palavras dizem.
Belo poema, breve mas intenso!
Bjs
Mité
Publicado por: mité em maio 30, 2006 05:58 PM
Palavras que tocam, olhares que falam.
Assim se alcançava a perfeição dos sentidos.
Um bjto grande,
Publicado por: catarina em maio 30, 2006 06:12 PM
Olá Querida Lique
Aqui estou eu de volta, pelo menos até ao final de julho.
O meu obrigada, pela tua visita na minha ausência.
Assim os "sentidos" se reproduziram
nas tuas palavras...
Um beijo grande
Publicado por: Betty Branco Martins em maio 30, 2006 08:12 PM
olhar e ver. tocar e sentir. falar e dizer. a diferença é a vida.
beijinhos, querida lique.
Publicado por: moriana em maio 30, 2006 11:54 PM
De ti quero a palavra aberta
transcrição clara dos sentidos.
-
extasiada!
(não há, Lique. não há. os sentidos plasmam-se neles próprios. as palavras são redutoramente artifício...)
"Ao
explicar
o amor
metade
morre
ao dizer
e
outra
metade
se inventa"
(Mín & mal #4)
Publicado por: mjm em maio 31, 2006 02:48 AM
Olá. Há cartas por enviar? Abriu um marco de correio alternativo, aberto 24 horas por dia :)
Publicado por: carteiros em maio 31, 2006 12:09 PM
...por vezes é tão fácil...mas torna-se complicado!...mas basta querer, não é?...
Jinhossssssssss Lique.
Publicado por: Estrela do Mar em maio 31, 2006 02:03 PM
Palavras,
encontro-as
sem nexo,
nem contexto,
retidas,
aprisionadas,
sufocadas
em bocas
maldizentes,
que caluniam
como bofetadas
mordazes,
o meu sentir...
Palavras,
são
a voz
das pedras,
a gritarem
no silêncio
da calçada!...
Palavras...claras e sentidas. Profundas, que aqui encontro...
Um abraço carinhoso ;)
Publicado por: Poesia Portuguesa em junho 1, 2006 10:54 PM