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junho 06, 2006
Meio (do) dia

Sei do calor lá fora
e dos sons precoces do estio.
O sino, longe, acabou de tocar,
é o meio do dia.
Nem o apelo urgente do mar
nem o cristal de água em fio
me levam para lá desta hora.
Presa na manhã que não termina
mesmo quando a tarde se inicia.
Espero a noite
e a luz que a ilumina.
Foto: Dominika Ciemira
Publicado por lique às junho 6, 2006 12:02 AM
Comentários
AMO AS LUZES DA NOITE!
BEIJOS
Publicado por: Caíla em junho 6, 2006 01:30 AM
A noite...
O meu palco perferido!
Será também o teu?
Sei que a noite viveu o teu poema...
(ela segredou-me ao ouvido!)
Sorrisos!
Publicado por: GNM em junho 6, 2006 03:54 AM
tb eu espero ha já muito, sempre, a noite. Plagiando tantos, ela carrega no colo o sossego do conhecido e o desafio de todos os mistérios...
Belissimo poema.
Publicado por: Nina em junho 6, 2006 09:02 AM
O poema é lindo. É pena o autor não estar identificado, mesmo que seja o autor do blogue.
Um abraço
____________________________
Tudo o que não é identificado, neste blogue, é de minha autoria. Dado que não tenho o hábito de dizer meu aquilo que o não é, parece-me suficiente identificar sempre as palavras e as fotos de outros autores
Publicado por: Um Poema em junho 6, 2006 12:03 PM
Sempre belos os teus poemas!! Beijos.
Publicado por: Paula Raposo em junho 6, 2006 12:22 PM
A noite sempre foi a minha preferida, hoje nem tanto. Traz-me saudades!
Publicado por: mila reis em junho 6, 2006 03:26 PM
parece que à noite tudo pára, só lá estou eu e o mar
beijo terno
lucia**
Publicado por: lucia em junho 6, 2006 03:27 PM
belo post.
beijinhos,
***maat
Publicado por: maat7 em junho 6, 2006 03:31 PM
Mais um pedaço de tarde maravilhosamente bem passado, e como saio sempre feliz do teu blog.
Jinhos mil.
Publicado por: Maria Clarinda em junho 6, 2006 04:03 PM
Que paz!
Obrigado.
daniel
Publicado por: daniel sant'iago em junho 6, 2006 04:23 PM
O eterno fascínio pela noite iluminado pelas tuas palavras . Belo.
Um beijo, Lique.
Publicado por: Ana em junho 6, 2006 10:52 PM
...como as amanhãs por vezes são tão longas quando estamos desejosos do sossego do lar...bonito poema @miga...
Jinhosssssssss
Publicado por: Estrela do Mar em junho 7, 2006 12:13 AM
Uma bonita prespectiva do estio! No mundo rural o verão rimava com trabalho, tédio e desencanto, prefiro o verão e a noite deste poema :)
Um bjto
Publicado por: catarina em junho 7, 2006 12:31 PM
No teu poema perpassa o encanto de todas as horas do dia porque são belas as que esperam umas pelas outras até chegar "aquela"!
Publicado por: Luisa em junho 7, 2006 01:25 PM
Quem és tu?
Menina amante que vagueia na noite
Que a brisa leve geme e me traz teu nome,
Assusta minha alma e teu perfume me envenena
Que estremece meu corpo em desejos loucos
Vontade de ser envenenado aos poucos
Quem és tu?
Amada amante louca
Que trás sempre o mistério da lua
E como vento, sopra e acaricia minha pele
Me faz arder de paixão e me atormenta
Liberando todas as minhas emoções.
Quem és tu?
Que um dia encontrei e por ti me apaixonei
No teu corpo me afaguei e tua boca beijou
Na tua pele transmutei e ao amor me entreguei
Deste amor fiz o alimento do meu prazer
Ele libera o sofrimento, o lamento e minha dor.
Quem és tu?
Posso te dizer de mim, sou como tu me vês
HOMEM...apenas um homem que já foi tocado pelo amor.
Sandro
Publicado por: sandro em junho 7, 2006 02:09 PM
Agora que o calor aperta, sente-se muito mais o meio do dia, aquele que nos deixa presos ao descanso e ao sossego. Nem os apelos do poeta fazem esquecer a necessidade de pararmos um pouco…
Publicado por: Amaral em junho 7, 2006 05:17 PM
O poema é lindo. Penso já o ter comentado , mas não aparece o comentário.
Não tenho jeito para comentar poemas. Sei-os. Sinto-os. Sempre os teus. Gosto. Muito.
Publicado por: metro_polis em junho 7, 2006 06:37 PM
poema brilhante! luminoso como zénite do sol, em redor da lua...
Publicado por: eu_heritico em junho 8, 2006 10:10 AM
Querida Lique
O teu poema é - maravilhoso!
Nascem
cores ao meio-dia
em cada pausa do olhar...
Beijinhos
Publicado por: Betty Branco Martins em junho 8, 2006 04:14 PM
Lique:
O poema das horas de Verão de todas elas e do seu zénite o meio-dia...
E a noite feiticeira...
Muito belo.
Beijo
Publicado por: Maria Papoila em junho 8, 2006 07:13 PM
Gostei, mais uma vez, da tua pagina.
a Proposito duma postagem tua, a 8 de Fevereiro,escreveste
(As manias da Lique...
A pedido da Samartaime (porque sim, porque é ela, apesar de já não poder ver mais correntes na net):
As regras do jogo
"Cada bloguista participante tem de enumerar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Além disso, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue."
Publiquei o regulamento mas palavra que não tenho manias que me diferenciem do comum dos mortais, o que quer que isso queira dizer. Ou pelo menos, não tenho nenhuma que seja para divulgar em público…
Pequenas manias iguais às de toda a gente, tenho muitas. Cinco, ao acaso:
1-Tenho pavor de aranhas - isto, na verdade, é uma fobia… :-)
2-Tenho medo do escuro - outra fobia… começo a achar que devia ter ido ao psiquiatra…
3-Adoro felinos, golfinhos, borboletas - podia ter feito batota e desdobrar esta em três…
4-Quando alguma coisa me desagrada, disparato sempre antes de pensar - ai, o mau feitio…
5-Só ao pé do mar consigo ordenar ideias, quando tudo começa a ficar confuso demais - e em que é que isto me distingue da maior parte das pessoas?
Pronto, já está e não doeu. Passar a alguém? Bem, perdoem-me os escolhidos e estão à vontade para não responder… mas quem é que lança estas coisas na net?
GNM (parece-me muito sério, ou não tem manias ou só tem daquelas muuuito interessantes…)
M.P. (desculpa amiga, mas tenho curiosidade…)
José Duarte (outro muito sério. Mas eu sei do sentido de humor dele….)
MWoman ou Vulcão (não, não se escapam, depois do champanhe toca a responder…)
Carlos (porque o homem é tão necessariamente louco que… :-))
eu também te respondo:
SOU A FRIOLEIRAS!
* odeio baratas;
* odeio a solidão e impessoalização dos homens no sec XXI;
* adoro Bach e música antiga;`*adoro os jardins e o museu de Arte Antiga;
* adoro árvores;
* odeio a impessoalidade, o "betão", os atropelos urbanos, a desorganização global;
* adoro gravura;
* odeio a falta de amor entre os seres humanos.
E pronto, manias...
Frioleiras
Publicado por: manuela bravo serra em junho 9, 2006 10:08 AM
a noite é refúgio...porque será? acoberta-nos? ou é o seu silêncio que abafa o nosso? não sei...
beijinhos, lique.
Publicado por: moriana em junho 9, 2006 11:57 AM
Tu, no teu melhor.
Beijoca, amiga.
Publicado por: batista filho em junho 10, 2006 02:30 AM
Muito, muito poético este teu poema. Poucos versos e tantas envolvências.
Dir-se-ia que a mulher feita está sempre a fazer-se... :-)
Beijos.
Publicado por: OrCa em junho 10, 2006 11:01 PM