« Poema breve para as andorinhas da minha infância | Entrada | O (con)texto da foto (III) »
julho 06, 2006
Carta à moda antiga ou da incerteza da chuva…

Venho por esta dizer-te
que as nuvens passam no céu,
como em qualquer outro dia
daqueles em que o sol hesita.
Por isso esta breve escrita,
do tédio que me envolveu
quando a chuva não sabia
se apagava o Verão aqui.
E mais te dou a entender
nestas pequenas letrinhas,
espelho de ansiedades minhas
neste dia e nesta hora
em que me lembrei de ti:
por mais que tentes, agora,
neste momento preciso,
eu não sei se chove aí.
(escrito num destes dias em que a chuva miudinha ameaçava o Verão)
Foto: Szymon Wladyka
Publicado por lique às julho 6, 2006 04:18 PM
Comentários
Querida, Lique, obrigada pela visita. Você alcança sempre o sentido das minhas palavras. E olha, aqui no Rio não chove. Faz um dia claro que mais parece primavera, e não inverno como deveria ser.
muitos beijos da pitanga.
Publicado por: pitanga em julho 6, 2006 06:34 PM
Lique:
Esta carta da nuvem indecisa é uma ternura.
Aqui não chove, hoje o Sol brilhou numa tarde azul sem nuvens, uma tarde linda de borboletas.
Beijo
Publicado por: Maria Papoila em julho 6, 2006 08:53 PM
Esta ameaça de chuva doce é inquieta, tímida e intimista, não é?
"...Quando a chuva não sabia se apagava o Verão aqui..." "...neste momento impreciso eu não sei se chove aí..."..eu tb não mas tomara que chova mansinho no teu telhado de vidro e possas abraçar uma alma doce como a tua, carago. Sublime cenário. beijito
Publicado por: Nina em julho 6, 2006 09:30 PM
Perdoe-me, mas eu queria ter escrito essa carta.
Publicado por: Dira em julho 7, 2006 02:32 AM
Lindíssimo!! Beijos, bom fim de semana.
Publicado por: Maria Paula em julho 7, 2006 10:58 AM
Passei com forças apenas para te deixar um beijo e desejar um bom fim de semana... E para tentar suavizar alguma coisa com as tuas sempre belas e puras palavras...
Publicado por: fernanda em julho 7, 2006 12:01 PM
Elas vão e vêem... sempre.
Bjo
Publicado por: Ant em julho 7, 2006 12:23 PM
Não chove, não, e o sol até estorrica!... ;)
Publicado por: sotavento em julho 7, 2006 01:20 PM
uma chuvinha miuda num verão quente vem sempre a calhar (não neste que tem esfriado e ventado) Um bom fds, Lique.
Publicado por: seila em julho 7, 2006 02:50 PM
Lique, voltei pra dizer que vá à pitangueira pois o post da semana é para todas as mulheres.E é para rir!
beijos pitanga
Publicado por: pitanga em julho 7, 2006 04:08 PM
Apesar do sol que aqui vai gostei desta chuva e desta carta. Obrigada pela visita.
Publicado por: hfm em julho 7, 2006 04:54 PM
Por vezes essa combinação chuva-sol traça desenhos magníficos e silenciosos no nosso estado de espírito...
Aceitando a realidade comunhamos com o todo...
Publicado por: Amaral em julho 7, 2006 06:34 PM
Ainda bem que, por acaso, interpelei esta carta antes dela chegar ao seu destino. Descobri assim, remetente, onde voltarei por certo, com mais tempo para ler outras cartas, outros dizeres.
Um beijinho
Publicado por: miriam5 em julho 7, 2006 07:36 PM
Que o sol usurpe o céu e as nossas vidas!
Como sempre, um belo poema!
Sorrisos...
Publicado por: GNM em julho 7, 2006 09:04 PM
É das coisas mais lindas que já escreveste!
Um beijo
Luis
Publicado por: Luis em julho 8, 2006 12:23 PM
Ternura pura.
Se a cada fosse pra mim, responderia:
sim, amiga, chove também por aqui.;)
Beijo e beijo!
Publicado por: Márcia em julho 8, 2006 04:52 PM
Felizmente o tempo anda malhor...
Publicado por: Luís em julho 8, 2006 08:44 PM
Olá Amiga, deixo-te um beijinho e que tenhas um bom fim de semana!
Esta musiquinha é deliciosa.
Publicado por: Julia Coutinho em julho 9, 2006 01:23 AM
Ainda que pareça incrível, é a primeira vez que visito esta página. O que eu tenho perdido!
Olá, Lique!
Gostei muito
A chuva miudinha faz parte integrante das minhas mutações em direcção à liberdade plena.
Um abraço,
Rosa
Publicado por: RosaTeixeiraBastos em julho 9, 2006 12:19 PM
:D Uma chuva miudinha sim, mas que dificilmente poderá ameaçar um verão tão luminoso quanto o teu interior ;)
beijos dos Alfinetes!
Publicado por: Alfinete de Peito em julho 9, 2006 02:50 PM
Uma bonita carta em tom de encantamento :)
Tomara que chova para sentir de novo o gosto do sol apos a chuva!
Bjtos!
Publicado por: Catarina em julho 9, 2006 04:35 PM
Não chove! Fez um calor que só te digo! Nem a piscina aguentei.
Estou-te a responder não é por mais nada, é somente e só por me dizeres que tanto faz que faça chuva ou sol.
Também me lembrei de ti, mesmo que a tua carta comece de uma maneira tão impessoal como "venho por esta dizer-te"...
Fica com as nuvens do céu, eu fico contigo mesmo assim.
Esta é a única resposta possível~à tua carta.
Publicado por: a rapariga em julho 9, 2006 10:56 PM
Uma carta... entre tantas... deixo o meu abraço...
Publicado por: Juda em julho 9, 2006 10:56 PM
uma chuva miudinha, terna e sensível. gostei muito.
Publicado por: heretico em julho 10, 2006 12:32 PM
teste
Publicado por: lique em julho 13, 2006 07:59 PM
Que bem me sabia agora uma chuva miudinha...que bem... ;)
Publicado por: Menina_marota em julho 15, 2006 03:53 PM
Lindo poema!!! (e a beleza da foto ajusta-se-lhe lindamente).
Pelo que percebi (do que li neste blog), estás de partida, ou de pausa para balanço com regresso anunciado quando for.
Que assim seja. Se voltares volto também! :-)
Publicado por: APC em julho 21, 2006 09:44 PM
Olá Lique
Esta carta versejada é de uma ternura imensa.
É esta versatilidade que nos encanta. Como podes partir? Um descanso está bem que bem mereces. Como tu, também ando por estas lides há 2 anos e quatro meses e por vezes também sinto esse chamamento de pausa e me isolo no silêncio. São fases que passamos necessárias à sobrevivência neste mundo tão intenso. Compreendo-te bem, toma o tempo que precisares mas regressa, é muito bom ler-te.
Um bjinho grande, Lique, umas boas férias e até breve.
PS. Para já vou continuando com os meus 3 blogues
até ser atacada pela febre do silêncio :)***
Publicado por: Amita em julho 23, 2006 11:53 PM
Olá Lique
Esta carta versejada é de uma ternura imensa.
É esta versatilidade que nos encanta. Como podes partir? Um descanso está bem que bem mereces. Como tu, também ando por estas lides há 2 anos e quatro meses e por vezes também sinto esse chamamento de pausa e me isolo no silêncio. São fases que passamos necessárias à sobrevivência neste mundo tão intenso. Compreendo-te bem, toma o tempo que precisares mas regressa, é muito bom ler-te.
Um bjinho grande, Lique, umas boas férias e até breve.
PS. Para já vou continuando com os meus 3 blogues
até ser atacada pela febre do silêncio :)***
Publicado por: amita em julho 23, 2006 11:53 PM