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julho 03, 2006
Poema breve para as andorinhas da minha infância

Leva-me contigo, andorinha dos dias distantes
Partamos para terras diferentes
Onde o sol brilha.
Dá-me o teu voar, prenúncio de horas felizes
Não quero poiso permanente
Chega um abrigo.
Ensina-me tudo, alegria dos alvos beirais
Do teu efémero ninho quente
Casa de breve carinho.
Partamos agora, andorinha do tempo antigo
Alcança o beiral da minha alma
E leva-me contigo.
(Texto escrito para as Noites de Poesia em Vermoim cujo tema foi, no dia 01/07, “Andorinhas”)
Publicado por lique às julho 3, 2006 12:03 AM
Comentários
Quero comentar,sim e dar-te um enorme abraço:)
Publicado por: ângela em julho 3, 2006 12:22 AM
Veja um comentário deste blog, sobre o amor eterno no
www.mhariolincoln.jor.br/index.php?itemid=1514
Publicado por: Mariana em julho 3, 2006 09:04 AM
E agora?!!!!
Li o teu poema o melhor que soube e gostaram muito. Talvez tivesse tirado maior partido pela voz doce da Mamede mas ela quiz que fosse ue a lê-lo. O que fiz com muito prazer! As palmas foram para ti.
Era para ilustrar o resumo de sábado com o teu poema, vou dar lugar a outro.
Um abraço, amiga.
AGORA NÃO TEMOS DIREITO A UMA MUSIQUINHA?!!!!!!!!
Um abraço
Publicado por: josé gomes em julho 3, 2006 11:10 AM
Lindo lique
gosto
beijos
Publicado por: Lmatta em julho 3, 2006 11:17 AM
Não me sinto emigrante, sinto-me uma andorinha :) dividida entre dois abrigos.
Uma bonita homenagem a essas avezinhas adoraveis e lindas!
Um bjto e boa semana!
Publicado por: catarina em julho 3, 2006 02:49 PM
não quero ser lambe botas, mas a qualidade da tua poesia... deixa-me desarmado.
Publicado por: polittikus em julho 3, 2006 02:59 PM
O teu belíssimo poema transportou-me para a minha meninice, onde as andorinhas ocupavam um lugar de destaque, pois, ao contrário de quase todas as outras aves, elas eram sagradas e era mesmo pecado atirar-lhes pedras ou roubar os ovos dos ninhos.
Obrigado pela recordação...
Beijinhos.
Publicado por: Nilson Barcelli em julho 3, 2006 05:47 PM
No passado verão quando aí estive, assisti a uma revoada de andorinhas ao entardecer em Mangualde. Eu e a minha Julinha. Foi um momento mágico que há de ficar na minha memória para sempre e ela também não se esqueceu apesar dos seus seis aninhos. Ela também é uma andorinha e a lembrança fará parte da infância dela. Benditas andorinhas!
Publicado por: pitanga em julho 3, 2006 06:01 PM
Não conhecia, mas gostei! :)
Publicado por: bruno em julho 3, 2006 07:00 PM
Olá Liue:
As andorinhas da minha infância voavam em Bragança ao entardecer.
Lindo!
Beijo
Publicado por: Maria Papoila em julho 3, 2006 07:28 PM
Olá Lique:
As andorinhas da minha infância voavam em Bragança ao entardecer.
Lindo!
Beijo
Publicado por: Maria Papoila em julho 3, 2006 07:31 PM
No velho alpendre, a andorinha mãe anda zanzando feita tonta e adivinhamos que os bebes devem estar prontos a nascer...Parece que pica os ovos mas afasta-se outra vez, desolada? porque não chegou a hora certa de nascerem ainda. No monte alentejano, estas criaturinhas são iguais em tudo ás no norte. O chilrear é o mesmo e nascer é o mesmo grito aflito. Lique, falta musica mesmo. Ouve-se o silêncio do blog. Estás em retiro? Bj essas tuas andorinhas da infância. Não tenho recordação de nenhuma na minha. Stay well
Publicado por: Nina em julho 4, 2006 09:52 AM
Obrigado, Alice,
Já tenho música...
Aquele abraço.
Publicado por: josé gomes em julho 4, 2006 10:09 AM
Belíssimo, como sempre! Beijos.
Publicado por: Maria Paula em julho 4, 2006 11:39 AM
Belo
Publicado por: Isaque Santana em julho 4, 2006 01:36 PM
Estou a ver que deves estar quase a ir!... :)
Publicado por: sotavento em julho 4, 2006 06:56 PM
Ai as saúdades que eu já tinha desta linda página. O poema levou-me, ou as andorinhas me levaram para longe para terras onde o sol brilhe e eu possa passar umas boas férias...Lindo poema.Bjs
Publicado por: ciloca em julho 4, 2006 07:09 PM
Só para deixar um @bração após o meu regresso de uma ausência mais ou menos breve.
Zeca da Nau
Publicado por: zeca da nau em julho 4, 2006 07:31 PM
As andorinhas da nossa infância são sempre recordadas com outro brilho. Lembro-me, debruçada na janela lançando-lhes floquinhos de algodão... como queria voar com elas....
Um bjinho Lique e um doce sorriso
Publicado por: amita em julho 4, 2006 07:46 PM
O texto não podia "ilustrar" melhor esta foto.
Lindo e sereno!
Bjinhos
Mité
Publicado por: Mité em julho 5, 2006 01:29 AM
e eu tenho-as no meu quintal poéticas qb (rsss)todos anos mais um dois ninhos e ... como eu adoro vê-las começar os seus voos...como me sujam o quintal!!!!!!!!!!!!!!
Publicado por: seila em julho 5, 2006 10:44 AM
Não tenho conseguido comentar. Como sou uma naba, fico sempre na dúvida se o defeito é meu...O poema está uma maravilha. Lindíssimo. Como sempre. Beijos.
Publicado por: Maria Paula em julho 5, 2006 12:34 PM
Bonito poema, singelo e brilhante como a andorinha!
amizade,
jorgesteves
Publicado por: jorgesteves em julho 5, 2006 07:09 PM
Poema que lerei às andorinhas que ainda hoje procuram o meu beiral.
Para ti, Lique, um beijo.
Publicado por: Ana em julho 6, 2006 12:53 AM
Lindissimas palavras.. Já agora.. :)
Porque os meus olhos se apartam
Dos teus, não lhes queiras mal.
Que as andorinhas que partem,
Voltam ao mesmo beiral.
Eu hei-de voltar um dia,
Eu sou como as andorinhas.
Se as tuas saudades forem
Bater à porta das minhas.
Letra: A. A. d`Eça
:)
Publicado por: bruno em julho 7, 2006 09:35 PM
Vivi até aos cinco anos numa casa na Av. do Moinho, no Algueirão. Lembro-me de "viajar" no dorso do meu grande cão (eu era pequenita) e atravesarmos a serra a pé, para irmos comprar queijadinhas ao sábado de tarde em Sintra. Por lá ficavamos e voltavamos, eu aos ombros do meu Pai e o nosso fiel cão a acompanhar-nos. Na Primavera, lembro-me do cheiro das flores e dos ninhos das andorinhas. Tínhamos um ninho mesmo por cima da sacada do portão grande e, encantava-me.
Há muitos anos que não vou ao Algueirão. A última vez, doeu-me de tal forma a alma, porque não há campos de flores, nem ninhos de andorinhas...Da minha infãncia lá, talvez o nome da Rua ainda se mantenha ou, talvez também o tenham mudado...
Grata por este momento de recordação...
Um abraço carinhoso e bom fim de semana ;)
Publicado por: Menina_marota em julho 15, 2006 03:50 PM
Procuro a musica duma cancao que apreendi num colegio no Brasil. Sou Irlandes que passou uma parte importantissima da vida (9 a 20 anos) na terra dos gauchos: o Rio Grande do Sul. Na aula de musica do Colegio Conceicao em Osorio, nos ensinaram, entre outras, a seguinte cancao triste ref. andorinhas:
As andorinhas traspondo as vagas...
Cruzando os mares, vem descansar...
Algumas tristes, talvez chorando...
Seu companheiro a sos voltou.
Lembro bem da musica, inclusive a segunda voz. Gostaria, porem obter a musica escrita para poder tocar no violino visto que, ate agora, pesquiza qualquer no net nao deu resultado nenhum. Tambem, se tiver outros versos para esta cancao gostaria de conhece-los. Se alguem pudesse adiantar essa informacao ou indicar onde posso conseguir a mesma, ficaria muito contente e grato.
Muitos abracos e have a nice day!
Sam
Publicado por: Sam Curran em setembro 19, 2006 05:07 PM