dezembro 28, 2007
Saudades...
Porque resolvi entrar hoje no espaço de edição deste blog e escrever umas coisas sem jeito? Nem eu sei bem, mas entrei e apareceu logo aquele doce/amargo sentimento. Saudade... não só do blog, das pessoas, do que aqui foi dito e discutido no tempo em que eu ainda sentia que este era o meu espaço de eleição. Passado quase ano e meio da partida, é bom regressar só para sentir o ambiente.
Época de balanços, esta de fim de ano. Época de resoluções. Tenho umas quantas a tomar, sem margem para não serem cumpridas. E talvez esta peregrinação pelos meus antigos blogs ainda activos seja uma tentativa de chamar a mim as vozes que ecoam por aqui, as tantas pessoas que souberam e quiseram demonstrar apreço, amizade, levantar questões... A todas tenho ainda que agradecer. Foi um tempo bom o que passei aqui.
Aos que este espaço me faz lembrar com emoção e a alguém que por aqui ainda passar, desejo um Feliz 2008!
Publicado por lique às 10:25 AM | TrackBack
agosto 19, 2006
E porque tudo tem um fim...
De propósito, tenho vindo a desligar-me deste local virtual. Quase não tenho lido comentários (desculpem!), deixei de todo de ver quem ainda aqui vem. É um cortar de laços gradual. Acredito que alguns dos que habitualmente por aqui passam, não queiram que seja assim. Nem eu tenho a certeza de querer que seja assim. Mas, hoje e aqui, este blog chega ao fim. Não é pausa, não é descanso, é o final mesmo.
Com ele desaparece a Lique, personagem (pouco) inventada mas da qual eu, Alice, estou sinceramente cansada. Tudo começou tão timidamente, há quase dois anos e meio no Sapo... Só queria um veículo de interrogações e de comunicação e acabou por se tornar numa espécie de afirmação de uma mulher de mais de cinquenta e da sua capacidade por se interessar por todos os matizes da vida. Foi importante mostrar, talvez até mais a mim própria, que as mulheres nessa faixa etária não estão limitadas à dedicação à família e aos calores da menopausa. Mas está dito. A partir daqui tudo seria previsível e, portanto, entediante. A Lique pode desaparecer, a Alice D. provavelmente continuará a ler-vos com o mesmo interesse. E aposto que nem resiste a meter a colherada...
Embora sempre me dissessem que a Lique era "autêntica", há muito mais em mim do que ela. Talvez, quem sabe, outra de mim surja por aí. A blogoesfera é tão grande... Tentarei ir ao vosso encontro, é tudo o que posso prometer.
Um beijo enorme e um muito obrigada e cada um de vós, todos os que em dois anos e meio por aqui passaram e disseram palavras que, garanto-vos, vou guardar com muito carinho. Até sempre.
Publicado por lique às 12:08 AM
Porque estarás sempre vivo para quem te conheceu…

Há um ano, alguns mails e uma voz amiga no telefone, trouxeram a notícia de que não estavas mais entre nós. Mentira, disse eu. Mentira, disseram todos os que te conheciam e sabiam do teu amor à vida e da tua noção do que o privilégio de viver implica de empenho na luta por aquilo que a torna digna para todos.
Passou um ano e eu continuo a ter a certeza de que estás por aqui algures. E que aplicas uma daquelas tuas frases bem irónicas aos meus cansaços, aos meus tédios, aos sobressaltos de percurso. Há coisas tão mais importantes na vida! O mundo é um mar de injustiças, de horrores, de iniquidades e nós olhamos para o nosso umbigo. Aí, na Pátria onde fores ter que a Maria Mamede tão bem caracterizou, continuas a ser o exemplo que nos tira da apatia.
Continua perto, amigo. Porque todos os que te conheceram precisarão de ti, sempre.
Publicado por lique às 12:04 AM
agosto 14, 2006
Palavras...

Então esperamos. Que tudo melhore, que o cessar-fogo dê lugar à paz, que os fogos acabem.... Esperamos. Por aqui, espero o dia de acabar com este blog. Isto é mais que a "crónica de uma morte anunciada". Mas eu tenho razões para esperar mais uns dias. Há um post que tenho (preciso) de fazer e que tem dia certo para sair.
Nesta espera, lembrei-me de vos deixar por aqui algumas palavras minhas escritas aleatoriamente num papel (não se ponham a relacioná-las...) e um poema que escrevi há cerca de um ano e que, aqui, nunca foi publicado. Tem a ver com o sentido das palavras e reflecte um pouco o que, neste momento, sinto em relação a este espaço.
Oiço as palavras que digo
sem lhes achar um porquê:
não são mel na minha boca
nem murmúrio de água fresca.
Leio as palavras que escrevo
sem descobrir para quê:
não são apelos solidários
nem razões de salvação.
Para que quero eu palavras
se não lhes entendo a força?
Símbolos inúteis de mim,
sons que deixo aí caídos
sem fazer qualquer sentido.
Publicado por lique às 03:24 PM | Comentários (34)
julho 31, 2006
Porque o direito à indignação é um dos que ainda não abdiquei...

Não é um regresso. É apenas a utilização do meu direito de me indignar, de me chocar, de gritar: basta! Volto a editar aqui dois textos que fiz em épocas diferentes, mas que têm o mesmo tema: a guerra, o horror, esta espiral de violência que nos chega todos os dias, sob os olhares "para o lado" daqueles que alguma coisa poderão fazer mas a quem talvez não convenha fazer nada.
Oração
Pelos mortos que me entram na sala à hora de jantar
Pelas crianças feridas de olhos espantados
Pelos homens estropiados que aceitam o inaceitável
Pelas mulheres de rostos onde o rio de lágrimas secou
Pelos jovens que atiram pedras contra tanques
Pelos que matam e morrem e morrem matando
Por todos os que eu queria que não existissem ali
À minha mesa , na minha sala, no meu mundo
Eu peço a qualquer divindade que me oiça
Cristo, Alá, Jeová, Nossa Senhora
Os santinhos todos deste mundo que aumentam dia a dia
Eu peço ao Homem, divindade última da Terra em que vive
Que olhe ,que se envergonhe
Que use a sua ira e a sua compaixão
E que justiça seja feita, hoje e para sempre
Amen
29/04/2004
Realidade
No rectângulo mágico que perdeu o encanto
nas letras trágicas vermelho negro dos jornais
em tudo o que é escrito ou falado em cada dia
não conto os mortos da guerra, da fome, da injustiça.
Para quê contar baixas quando a esperança se extingue?
Só conto olhares pergunta de crianças esfarrapadas
rugas de mulheres onde as lágrimas fazem leito.
Conto gritos de silêncio nos olhos dos homens
e deixo que a dor me tome, me embale, me segrede
me grite até que eu sinta
me encoste na parede
áspera e fria da realidade.
23/11/2004
A realidade continua a mesma e a minha oração (se eu tivesse algum Deus a quem recorrer) também seria igual. São tempos amargos, estes que vivemos. E se pensássemos um pouco nisso, mesmo sem estragarmos de todo as nossas férias de gente dum país pelintra, mas em paz?
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Quem quiser fazer mais alguma coisa além de gritar "Basta!" ( e já é muito), pode assinar esta petição:
aqui, dirigida ao Ministério dos Negócios Estrangeiros Português.
ou esta apoiando o pedido de Kofi Annan de um cessar fogo.
Publicado por lique às 07:59 PM | Comentários (23)
julho 18, 2006
A Poesia nos Blogs - O livro

Faço aqui uma quebra no meu retiro :-) para anunciar que, no seguimento do Encontro que teve lugar a 4 de Março na Quinta da Ribeirinha, Póvoa de Santarém, a editora Apenas Livros conseguiu, em tempo record, aprontar o livro que recolhe três poemas de cada um dos autores participantes, fotos do evento e (até..) prefácios... E uma capa que acho muito bem conseguida, da autoria de Alexandre Castro.
Penso que todos nós, os que estivemos no Encontro, nos sentimos orgulhosos e, como tal, vamos dar voz a esse orgulho lá, no "local do crime", a Quinta da Ribeirinha, a 29 de Julho. Eu aproveito para agradecer ao Jorge Castro (a verdadeira alma deste evento) e à Fernanda Frazão da Apenas Livros, todo o carinho e empenho que puseram nesta iniciativa.
Deixo também aqui o contacto da editora para quem quiser encomendar o livro. Alternativamente poderão também contactar os autores que se encontram listados no Sete Mares.
Publicado por lique às 05:42 PM | Comentários (13)
julho 13, 2006
Neste estranho Verão...
Por muitas razões, das quais ainda não entendi metade (pelo menos), este está a ser um Verão atípico. Estranho, mesmo. Talvez ainda se recomponha e eu reencontre o meu Verão habitual. Talvez não e, daqui para a frente, eu encontre estranhos Verões em cada ano.
Isto é só uma divagação. E uma breve despedida. Férias, trabalho, férias, etc…E também algum cansaço e a necessidade de procurar uma solução alternativa para este alojamento. Quando voltar, já não será aqui, certamente. Mas também isso não é fácil, porque já ando por aqui há dois anos e 4 meses e tenho muita pouca vontade de recomeçar, ainda que mantenha o nome e o registo de escrita do blog. Quem por aqui está há muito tempo e ainda não desistiu, percebe o que quero dizer. De qualquer forma, quando voltar, eu aviso.
E, para acabar com as lamentações, desejo a quem por aqui passa umas boas férias e deixo-vos a música de uma senhora que espero ver em breve, na Aula Magna, ao vivo e a cores: Lila Downs. Beijos e abraços bem repartidos por todos.
Lila Downs, Cumbia del Mole
Publicado por lique às 06:01 PM | Comentários (30)
junho 26, 2006
Só mais três vezes...
Sofremos demais, ou não foi? Mas acabou (quase) tudo em bem. Por mim, ontem, gostei mais disto:

que disto:

e é assim que os quero ver, só mais três vezes:

Fotos daqui
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P.S.: Desculpem o incómodo mas, se quiserem comentar, agradecia que o fizessem preferencialmente onde diz "Talvez aqui?", porque estes senhores da aeiou - weblog estão a passar para lá do limite da incompetência e não conseguem resolver o problema que existe com o servidor. O que pode significar que eu comece a fazer as malas...
Publicado por lique às 05:08 PM | Comentários (7)
maio 31, 2006
Do voo da borboleta

Do voo da borboleta se diz que é belo. E efémero. Como a vida.
Assim da vida se possa dizer que, por curta que seja, cumpre a sua finalidade. Como o voo da borboleta.
(E qual é a finalidade da vida? Não perguntem que isso já não sei. Mas hoje deu-me para aqui. Poucas palavras. São fases...)
Foto: Huub Keulers
Publicado por lique às 04:01 PM | Comentários (19)
maio 01, 2006
Encandescente - 2º livro

Já foi lançado o segundo livro da Encandescente. “Erotismo na Cidade” estará nas livrarias na próxima semana. Parabéns e toda a felicidade do mundo para mais esta obra!
Quem leu o primeiro livro, quem a lê assiduamente no blog e no site, sabe que é indispensável ler o segundo. E todos os que se seguirem. Para o encomendar, basta contactar por mail a editora.
Publicado por lique às 11:13 PM | Comentários (5)
março 05, 2006
Ontem, para as bandas de Santarém...
Foi bonito. Eu sei que esta é uma frase pobre, até gasta, de tanto se dizer por aí. Mas assumam que aqui tem o seu significado por inteiro.
Poetas da blogoesfera juntaram-se ali para os lados de Santarém. E levaram consigo outros que amam a poesia e gostam de a ler e ouvir. E alguns que não puderam ir mandaram poemas para que, de alguma forma, a sua presença fosse marcada. Tudo porque este senhor poeta teve a ideia e realizou o trabalho necessário para juntar esta gente. Conhecemo-nos ou reconhecemo-nos e a poesia ouviu-se, soltou-se, acredito que ficou por ali a pairar naquele espaço que tão bem nos acolheu.
Claro, acresce a isto que se comeu e bebeu muito bem. Algo que nunca é de descuidar porque até os poetas se alimentam e conseguem ver poesia num petisco saboroso ou num bom vinho… Por isso, eu acho que foi ontem que comemorei os dois anos deste espaço e encontrei novos sentidos para a sua existência.
Reportagens fotográficas sairão certamente por aí, que os fotógrafos eram muitos. Eu só quis deixar aqui o que senti e, principalmente, o meu obrigada a quem organizou e a todos os que tornaram o convívio tão agradável.
Publicado por lique às 01:17 PM | Comentários (13)
fevereiro 23, 2006
Zeca - 19 anos

Zeca Afonso morreu há 19 anos. Fica aqui só o registo, a voz e a emoção.
José Afonso, Canto moço
Publicado por lique às 07:29 PM | Comentários (0)
fevereiro 09, 2006
Sensibilidade e bom senso
O título pode enganar. Jane Austen não é para aqui chamada. No entanto, cada vez mais me parece óbvio que o equilíbrio de comportamento deve juntar em doses semelhantes a sensibilidade e o bem senso. Afinal, a sensibilidade é fundamental para “apanharmos” os matizes que fazem de nós e dos outros, pessoas únicas. E o bom senso é a característica que impede exageros a que a sensibilidade nos leva.
Com maioria de razão, estes dois atributos devem ser usados em tudo o que tenha impacto na opinião pública. A dita “liberdade de expressão”, se não for balizada por estes dois factores, corre o risco de ser de mau gosto, ofensiva e de provocar reacções incontroladas. Claro que já adivinharam onde quero chegar. Desde que me conheço que defendo esta liberdade fundamental mas, sinceramente, não vejo de que forma é que ela foi bem servida com a publicação dos “benditos” cartoons na Dinamarca e, sobretudo, com a exaustiva repetição dessa publicação por toda a Europa.
E, como tenho a “mania da conspiração” (será mesmo?), pergunto-me a quem serve esta algazarra toda, quase seis meses depois da publicação original. Neste momento, a Europa “arma-se aos cucos” e aparece, perante o mundo árabe, como a “má da fita” e, extraordinariamente, os EUA adoptam uma posição “equilibrada”. E a famosa “Al Qaeda”, que ninguém sabe bem o que é, tem ainda mais razões para continuar os atentados. Dá que pensar…
Para que não me interpretem mal, é claro que condeno as reacções de violência do mundo árabe. Mas, sinceramente e dados os antecedentes em questões muito menos importantes, esperava-se que fosse diferente?
Sejamos absolutamente claros: quem os publicou e quem reproduziu não teve sensibilidade e, muito menos, bom senso. Exerceu a sua “liberdade de expressão”, claro. Sem ter em conta qualquer tipo de consequências. Podia fazê-lo? Sim. Foi responsável fazê-lo? Não.
E agora uma data de “bem intencionados” e “intelectuais” grita que temos que apoiar a Dinamarca. Mas apoiar a Dinamarca em quê? Há uma guerra a decorrer? Vamos esperar que não e, sobretudo, que exista sensibilidade e bom senso para sarar mais este ferida entre dois mundos que têm que se entender.
P.S.: Podia ter ilustrado este post com um dos cartoons. Recebi-os por mail inúmeras vezes. Mas, pura e simplesmente, recuso-me a fazê-lo.
Publicado por lique às 07:55 PM | Comentários (16)
fevereiro 08, 2006
Manias ou cuidado, fujam que aí vem mais uma corrente...
A Samartaime desafiou-me para expor publicamente as minhas manias. Preparem-se para uma leitura escaldante e absolutamente imprópria para menores! Mas não aqui, que isto é um blogue de família. Mais uma vez reabri o "Eu, de novo", para responder.
Peço em especial ao GNM, à M.P., ao José Duarte, à MWoman ou à Vulcão e ao Carlos que por lá passem (ehehe... quem é amiga, quem é?)
Publicado por lique às 07:47 PM | Comentários (0)
janeiro 29, 2006
E a neve caiu...

Borboletas brancas geladas rodopiaram no ar e enfeitaram o verde, abrindo o sorriso das crianças. Ficou a pureza do frio e a insólita angústia que sentimos, quando o que conhecemos se altera. Talvez tembém a certeza de que sabemos muito pouco, nesta breve jornada em que teimamos ser aprendizes de feiticeiro.
Foto daqui - Neve em Leceia, Barcarena
Publicado por lique às 08:34 PM | Comentários (25)
janeiro 28, 2006
Tempos...
A Sara passou-me mais uma dessas cadeias das quais eu já tinha tantas saudades.... :) A finalidade é darmos uma ideia de nós, através dos tempos (começando há 10 anos atrás) e dos nossos gostos e medos actuais.
Reabri o "Eu, de novo" para lá pôr as minhas respostas (só para isso...). Se, por acaso, estiverem interessados, podem passar por lá e dar uma olhadela. Por vezes, acaba por ser um exercício interessante olharmos para trás...
Publicado por lique às 07:19 PM | Comentários (0)
janeiro 23, 2006
Talvez haja alguma lição a aprender
Cumpriu-se o que era esperado. De qualquer forma, respeitando concerteza a opção da maioria, parece-me que a esquerda tem aqui alguma coisa a aprender. Será que vai ser capaz de o fazer e recuperar a capacidade de mobilização que perdeu? Sinceramente duvido. Ficou-me a sensação de que o aparelho do PS prefere este resultado a ter Manuel Alegre numa segunda volta (que enorme sapo...).
Relativamente a este candidato em que votei, sinto que teve o mérito de saber capitalizar a esperança, a necessidade do sonho e a total inabilidade dos partidos (nomeadamente o PS) para satisfazerem as necesidades dos cidadãos. E podia estar feliz com o resultado dele se não fosse esta expectativa de "aguentar" Cavaco Silva durante, pelo menos, cinco anos.
A democracia tem destas coisas. Também tem a certeza de que outras lutas chegarão. Para já, é altura de pensar noutros assuntos que urgem. Volto lá para o fim da semana, como tinha dito. Boa semana para todos.
Publicado por lique às 12:20 AM | Comentários (37)
janeiro 19, 2006
Até para a semana

EL-REI D. SEBASTIÃO ESTÁ MORTO. DEIXEM-NO EM PAZ!
O tempo é curto, o trabalho é muito e a inspiração pouca. Por isso e porque, na verdade, nem sequer me tem sido possível ler-vos, voltarei quando tudo estiver normalizado, eventualmente lá para quarta-feira da próxima semana.
Entretanto, teremos um fim de semana eleitoral. Votarei, como sempre. Com uma única convicção: aquela que deixo aqui consubstanciada nesta imagem que roubei à TMara. Gostava que um dia tivessemos consciência de que o "homem providencial" somos todos nós, juntos. Não sei se alguma vez chegarei a ver isso. Mas posso sempre ter esperança...
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Acredito que a divisão das "esquerdas" nesta eleição gerou muito desânimo e indecisão. Mas Cavaco só ganha à primeira volta se tiver 50% dos votos expressos+1. Qualquer voto à esquerda é uma contribuição para lhe tirar essa maioria.
TEMOS ALGUM PODER NA MÃO , NO DOMINGO.
MOSTREMOS O QUE NÓS, A ESQUERDA, NÃO QUEREMOS.
VOTEMOS TODOS, INDEPENDENTEMENTE DE QUEM É O NOSSO CANDIDATO.
VAMOS LÁ TENTAR TIRAR-LHE A MAIORIA .
MOSTREMOS QUE, ATÉ NA DIVISÃO, PODE HAVER UNIÃO PARA O QUE É FUNDAMENTAL!
Para que tudo aqui seja transparente neste apelo, eu voto Manuel Alegre.
Publicado por lique às 04:01 PM | Comentários (24)
novembro 23, 2005
Tempo (nosso)

Existimos na linha ténue do tempo em que nos inventamos.
Inventamo-nos na realidade das horas em que existimos.
Foto: Laura Sina
Publicado por lique às 08:04 PM | Comentários (37)
novembro 01, 2005
Olhares diferentes
Hoje , o TCA deu nova roupagem e um olhar diferente a dois poemas meus. É uma prova de que as palavras ecoam de forma diversa, de acordo com quem as lê. E cada um, ao dar-lhes a sua interpretação, as enriquece e torna suas. Obrigada, TCA.
Publicado por lique às 08:47 AM | Comentários (10)
setembro 28, 2005
Bróda, não te iludas
Esta, eu tenho que contar. Não sei se tem piada ou se é, pura e simplesmente, uma amostra do país de opereta em que vivemos e de uma das faces que as campanhas eleitorais mostram. Na verdade, observar de perto os mecanismos das campanhas deve ser tão nauseante que retira quaisquer ilusões a quem ainda as tiver.
Um destes dias, caminhava eu tranquilamente por uma das ruas cá do burgo quando vi à distância dois rapazes, um deles negro ( e isto é aqui dito só para explicar a linguagem utilizada), que empunhavam e agitavam uma bandeira que não reconheci (santa ignorância!) . Pensei que fosse de algum clube de futebol mas, assim à primeira, não me lembrava de nenhuma espectacular vitória … Não era a bandeira nacional, por muito que essa seja agitada a propósito de tudo e de nada. Lembra-me isto que está na altura de substituir a minha em que o vermelho já é rosa, o que talvez seja politicamente correcto mas não o é historicamente, porque a selecção deve apurar-se para a fase final do Mundial. Acham graça? Haja causas que nos unem….
Voltando à história, eu ia-me aproximando dos rapazes que, entretanto “atacavam” um outro, mais ou menos da idade deles, mas cujo aspecto alinhadinho em roupas de marca o distinguia claramente dos portadores da bandeira:
- Bróda, estás seguro que vais votar “Fulano de tal”? Vota “Fulano de tal”!
A bandeira agitava-se, colorida, e claro, com aquela ajuda, eu finalmente entendi. O rapaz , visivelmente incomodado, não sei se pela opção política se pelo aspecto dos outros que os marcava obviamente como habitantes de algum bairro da lata das proximidades, afastou-se o mais possível e deu corda aos sapatos…
E, a seguir, era eu, claro.
- Dona, sabes que tens que votar “Fulano de tal”?
Não resisti, claro. Olhei-os de frente e perguntei:
- Porquê?
Isto é que era complicado de responder. Perante o silêncio, continuei:
- Não voto de certeza. Quanto é que vos pagaram para fazer isto? Esse senhor fez alguma coisa pelo vosso bairro?
Perante o contra-ataque e já sem jeito, a resposta veio:
- Dona, nós temo que fazer pela vida. Não há maka, não.
Sorri-lhes e segui o caminho. Agradeci ao Pepetela e ao Ondjake, meus amores de leitura, a tradução mental que fiz. E fui pensando em como é fácil a manipulação nestas campanhas. Claro que é só um pequeno exemplo e desculpem-me se não uso o nome verdadeiro do senhor. É que, por esse país fora, há tantos “Fulanos de tal” que nem teria muita lógica fazê-lo.
Publicado por lique às 12:15 AM | Comentários (23)
setembro 20, 2005
O caminho inverso
Ontem parti. Hoje regresso, percorrendo o caminho inverso, mas não consigo atingir o ponto de partida. Afinal não é este relacionamento com a escrita e com a resposta imediata que nos é dada, uma espécie de relação de amor? Até na óbvia dificuldade de o abandonarmos definitivamente. Existe o mesmo sentimento de perda em cada recomeço. Tendemos, como no amor, a aligeirar a intensidade do que “já foi”, a simplificar, a deitar “carga ao mar”. E, se isso nos permite uma navegação mais tranquila, esbate o encanto original.
Este não é, aqui, o meu primeiro recomeço. De alguma forma, parece-me sempre que só aqui faz sentido voltar. Mas sou diferente em cada regresso, talvez mais desligada, talvez mais desencantada. Regressando, ainda assim, porque sinto a falta de aqui estar e isso, só por si, deve significar alguma coisa.
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Agradeço a todos os que comentaram, os que escreveram mails, os que se “sentaram” nesta porta ou na do “Eu, de novo” à espera, todo o apoio e carinho demonstrados. Só este blog recomeçará, abrindo no entanto aqui oportunidade para alguns posts semelhantes aos que eram publicados no outro espaço. E vamos avançando devagarinho...
Publicado por lique às 10:16 PM | Comentários (32)
setembro 08, 2005
Também gostam de borboletas?

Vim só arejar a casa, regar as plantas, mudar a música e partilhar convosco esta beleza que uma amiga que sabe que gosto de borboletas me ofereceu.
Obrigada a todos. Obrigada especialmente a ti, rain-maker, pela persistência. Isto não é o regresso porque preciso de mais um tempo. Mas confesso que estou cheia de saudades vossas. Beijinhos e abraços.
Publicado por lique às 11:08 PM | Comentários (56)
agosto 30, 2005
Até sempre
Faço aqui um intervalo na actividade deste blog. Não sei daqui a quanto tempo voltarei. Para falar a verdade, nem sei se voltarei.
Durante cerca de ano e meio (contando com o blog do Sapo), foi muito gratificante ter estado aqui com todos os que por cá passaram. A todos tenho que agradecer as demonstrações de apreço e carinho. O meu mail está por aí, ficarei feliz se continuarem a contactar-me.
Não vou especificar razões para esta decisão, na verdade elas são múltiplas e complexas. Se e quando sentir que tenho condições para voltar, eu aviso toda a gente. :)
Beijinhos e abraços a todos, como de costume.
Publicado por lique às 04:44 PM | Comentários (0)
agosto 21, 2005
As partidas que a vida nos prega
Ontem perdi um amigo. Hoje o meu irmão faz anos. Claro que o post para o meu irmão já estava preparado, com o carinho com que preparamos os presentes para os que amamos. Talvez a vida seja isto mesmo e nos conduza por esta mescla de sentimentos confusos.
O luto pelo meu amigo vai demorar a fazer, dentro de mim. Os parabéns ao meu irmão só podem ser dados hoje.
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Salvador Dali, Vaso de flores, aguarela
“Eu em Alenquer e esta riqueza aqui!”
Foi a frase que ficou para a história da família, dita por mim com 7 anos , num dia 21 de Agosto de um ano que não interessa para a questão, ao olhar o berço onde um bebé enfezado ensaiava o choro. Pois, mal sabia eu o que me esperava com a “riqueza”! Estão a ver o quadro? Paizinhos à espera de um rapaz, tendo uma filha única e mimada até aos 7 anos? Muito mimada… É, não se faz! O choque foi tal que não me lembro de uma data de tempo dos primeiros anos da “riqueza”…
Bom, mas lembro-me de algumas coisas que lhe fiz com justa causa, como pôr-lhe uma malagueta na boca ou uma inofensiva brincadeira a que ele chamava “os olhos” e que consistia apenas em olhá-lo fixamente sem desviar o olhar. Ainda estou para saber porque é que ele tinha medo… Apesar das minhas vinganças ( eu repito, com justa causa) parece-me que a “riqueza” conseguiu crescer mais ou menos normalzinha (o conceito de normalidade é relativo…). E a prova é a sensibilidade e a criatividade que todos vocês lhe conhecem. Vamos lá dar os parabéns ao Ognid, o meu irmãozinho que faz anos hoje!
Parabéns e um dia muito feliz!! Claro que a ilustração tinha que ser de Dali - uma aguarela pintada no ano do teu nascimento (era bom sinal poder dar-te o original...) e até a música hoje é ao teu gosto (velhinha, velhinha... :))
Publicado por lique às 03:35 AM | Comentários (17)
agosto 20, 2005
Meu amigo
Foste assim, sem avisar, sem dizer nada, sem que eu tenha sequer pressentido que ia ficar sem ti. E agora, quem me vai fazer sentir mal comigo mesma quando baixo os braços e abandono a luta? Quem me vai fazer sentir especial, sabendo eu à partida que o não sou? Com quem vou travar aquelas “batalhas” de palavras que, no fundo, eram um divertimento para ambos?
Disseste uma vez aqui nos comentários : “Amo-te”. Porque tu eras assim, coração aberto, alma grande como o mundo e não te resguardavas quando os sentimentos eram puros. Eu digo-te hoje, esperando que me oiças onde quer que estejas, que também te amo porque existem muitas espécies de amor. Amamos todos os que têm um lugar cativo no nosso coração. E tu vais ter lugar no meu, sempre.
Descansa em paz, Pantanero. Em cada luta, em cada desânimo, eu vou lembrar-me de ti. Porque sei que é o que tu desejarias que eu fizesse.
Publicado por lique às 03:52 PM | Comentários (8)
agosto 06, 2005
Mudança de visual
Ainda não é o regresso. De momento, estou a fazer obras na casa. Espero que gostem do novo visual. O meu obrigada ao Ognid por, involuntariamente (é só "fanar" fotos...) ter contribuido para este look.
Na verdade, já estava cansada daquele olho e da cor associada. Mas, sobretudo, estas são cores da natureza e outonais, o que sinceramente me agrada. Também esta é a paisagem que vejo, quase todos os dias, da janela do meu gabinete. A tal quinta que, de vez em quando, me inspira.
Espero que continuem a ter umas boas férias (os que estão em férias, claro...). Para os outros, uma boa travessia do deserto de Agosto. Eu volto em breve. Até já.
Publicado por lique às 06:36 PM | Comentários (20)
julho 02, 2005
Não custa nada
Não custa mesmo. Não nos pedem dinheiro, só que juntemos o nosso nome aos que querem contribuir para a erradicação da pobreza no mundo, particularmente em África. Muitas acções são possíveis, assinar a lista Live8 que já conta com um anel de solidariedade que dá a volta ao mundo e apoia as reivindicações a apresentar aos dirigentes do G8, é uma delas. Podem assiná-la aqui e obter informações sobre a campanha.
Se quiserem aceder ao site português dedicado à mesma causa , vão a Pobreza Zero.
Publicado por lique às 09:13 PM | Comentários (0)
junho 26, 2005
Para ti, miúdo
Não te disse que ainda ia escrever sobre ti no meu blog?
Já pouco há para dizer de original sobre os vários encontros de blogues que se sucedem. Este foi particularmente agradável pelo local, pela óptima companhia e convívio e pela qualidade superlativa da comida (é importante, claro...). Também o foi pela hospitalidade nortenha que a Jacky tão bem representou.
Original, realmente original, foi a tua presença, miúdo. Não gostas que te chame miúdo, aposto. E, de facto, a par da traquinice de criança, há em ti uma maturidade de raciocínio que me pareceu extraordinária, desde o início. E soube que ias ao Encontro, não só por seres filho de quem és, mas por direito próprio, porque tens um blog. Eras um blogger como qualquer outro ali presente. Aguentaste o almoço na maior, jogando os teus jogos, que conversas de adultos quando comem e bebem um bocado começam a ser coisa chata. E, no fim, desafiaste-me tu ou fui eu que me meti contigo? Diabo, rapaz, eu já não tenho idade para correr atrás de ti à volta das mesas do Tromba Rija! Nem para me escapar das tuas cócegas à beira Douro, no cais de Gaia. Mas fiquei com uma grande vontade de te voltar a ver, Mário. E de ganhar fôlego para correr atrás de ti e te fazer as cócegas todas que te fiquei a dever.
(Um obrigada ao Orlando pela organização, à Jacky, à Cláudia e ao Mário pelo carinho e hospitalidade)
Publicado por lique às 12:52 AM | Comentários (11)
abril 25, 2005
25 de Abril no coração

(…)
Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade.
Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena
(…)
José Carlos Ary dos Santos, “As portas que Abril abriu”
[Como hoje é um dia de emoções, convido-os a ver o que as minhas filhotas escreveram sobre este dia. O sentimento da Inês está aqui e o da Ana aqui (ela é a Stela).
Para que a festa seja ainda mais completa, pois que a amizade é um dos valores mais importantes da vida, eu quero dar os parabéns ao Yardbird, que faz hoje anos. Não é maravilhoso nascer a 25 de Abril? Parabéns, amigo!]
Publicado por lique às 08:54 AM | Comentários (27)
abril 11, 2005
Cadeia de literatura
Foi-me passado o testemunho nesta cadeia pela Encandescente e pelo OrCa. As minhas respostas estão aqui. Se estiverem interessados, agradeço que passem por lá.
Peço em especial à Seila, ao Yardbird e à Moriana, o favor de lá passarem e de não interromperem esta cadeia que, para variar, me parece muito interessante.
P.S.: face a algumas "reclamações" surgidas, esclareço que os comentários estão desactivados neste post, dado que o conteúdo está lá, no outro lado :)
Publicado por lique às 07:38 PM | Comentários (0)
abril 08, 2005
Amanhã não se esqueçam
É já amanhã, 9 de Abril, que começa o novo espaço Café Expresso-Tadechuva. Enquanto tomam o café da manhã, não se esqueçam de ler. A periodicidade será semanal. Pelo menos tenho a certeza de que todos os que colaboram (eu, incluída) darão o seu melhor para que assim seja. Tenho a certeza que o Zecatelhado (redactor chefe) está desejoso das apreciações e sugestões de todos.
Publicado por lique às 02:40 PM | Comentários (13)
abril 07, 2005
Parabéns, Ana!

Estás longe e hoje dou-te de presente as tuas próprias palavras, quando tinhas 17 anos. Que o teu dia seja pleno de alegria e que, em cada encruzilhada, escolhas o caminho que te leve à felicidade!
P.S. Não te esqueças de ver o que a mana te preparou aqui.
Foto: Annie Hall
Publicado por lique às 12:01 AM | Comentários (24)
março 01, 2005
Hoje

Hoje ofereço-me esta canção de Milton Nascimento. Uma das minhas preferidas. Talvez porque uma das coisas que gostava de poder fazer hoje era partir sem ter planos. Sendo que chegar e partir são, de facto, dois lados da mesma viagem.
Não podendo, a canção vai habitar-me durante o dia, imaginando este local como a plataforma duma estação. Também aqui chegam e daqui partem pessoas e se partilham emoções. Espero que alguns de vós embarquem comigo nesta viagem.
Encontros e Despedidas
Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar quando quero
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai querer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim chegar e partir
São só dois lados da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro é também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
Foto daqui
É verdade, hoje faço anos. Espero ir agradecendo a todos o carinho. Para já quero agradecer em particular aos blogs que me deixaram prendas especiais:
Águas de Março
Catedral - Ognid
Chora que logo bebes - Madalena
Eternamente menina - Menina marota
Luz de tecto - Biquinha
Outsider - Annie Hall
Pantanero
Poemas de trazer por casa e outras estórias(II) - Manuel e Sara
Repensando - Seila
Tadechuva - Zecatelhado
Web Club - Wind
A todos, muito obrigada. Se faltar algum, acuse-se, por favor :)
Publicado por lique às 12:16 AM | Comentários (73)
fevereiro 04, 2005
A quem tem tentado comentar
Devido a problemas no servidor da weblog, não tem sido possível a entrada de comentários. Esperando a resolução rápida do problema, peço a quem quiser comentar por mail que o faça para lique2@sapo.pt. Obrigada pela vossa persistência.
Publicado por lique às 03:33 PM | Comentários (15)
janeiro 29, 2005
Acontece-me cada coisa...
Estava eu por aqui muito sossegadinha a gozar o meu fim de sábado, quando uma "amiga" (ficaste marcada...) me desafiou para responder a este maldito questionário que circula por aí e há-de calhar a toda a gente da blogoesfera. Ora eu não gosto de fugir a desafios. Mas, lamentavelmente, percebo muito pouco de inglês .... E então, claro, as minhas respostas reflectem aquilo que eu consegui perceber. Desculpem lá se não era isto que esperavam.
1. HAVE YOU EVER USED TOYS OR OTHER THINGS DURING SEX?
Toys... O meu inglês é tão fraquinho, mas tão fraquinho que só percebi que a pergunta tem a ver com o Toi e com sexo. Será que isto é um questionário sobre o sex-appeal dos cantores pimba? Se é, olhem, eu dou-lhe zero.
2. WOULD YOU CONSIDER USING DILDOS OR OTHER SEXUAL TOYS IN THE FUTURE?
Aqui não percebi mesmo nada, mas continuam a falar de Tois... deixemos isso! Dildos, não sei, parece-me uma palavra engraçada, soa-me assim a patinho de borracha. Que é que isso tem a ver com o Toi e com sexo? Eu gosto de patinhos de borracha mas é no banho!
3. WHAT IS YOUR KINKIEST FANTASY YOU HAVE YET TO REALIZE?
Aqui só percebi mesmo fantasia. E tudo fez sentido: estamos no Carnaval. Afinal isto é para me mascarar de patinho de borracha e ir ter com o Toi? Mas afinal que é que o sexo tem a ver com isso? Ai, se eu tivesse estudado mais o inglês...
4. WHO GAVE YOU THIS DILDO?
A gaja que me tramou com isto foi, como é óbvio a Titas. E eu vou ficar a magicar a minha vingança...
5. WHO ARE THE ONES TO RECEIVE THIS DILDO FROM YOU?
Pois agora, eu passo esta "batata quente" às minhas queridas amigas:
Vulcão
Maria Branco
Seila
Menina Marota
e, para variar (até porque já muitos homens responderam), dois homens:
OrCa
Porquinho da Índia/Bertus
que espero aceitem o desafio.
Uff... desta já me safei!
O OrCa fez a sua análise dos resultados deste inquérito:
DonBadalo de roupão
Qual Dom Fuas de Roupinho
Montando o seu alazão
Deu de frosques de fininho
O Porquinho por sinal
Com muita vida de cama
Lá se baldou afinal
Invocando o deus Pijama
Da SeiLá nem sei que diga
Fica o dildo reticente
Atão esta rapariga
Descobre o focinho à gente?
Já a Marota Menina
Foi-se à peça com desplante
Menina e marota ensina
Como no frio estar quente
Maria Branco Donald?
E vovó 'inda p'ra mais?
Diacho! Isto foi balde
De água fria demais...
Alguém quer responder?
Publicado por lique às 07:31 PM | Comentários (35)
janeiro 11, 2005
Prenda para um dia de sol
Sempre disse que aqui se fazem amigos, uns que saltam para a nossa realidade, outros que, ainda que permaneçam neste mistério do virtual, nos dão um carinho tão forte como se os conhecêssemos de há muito.
Hoje recebi uma prenda. O TCA, a Lia e o Nino uniram-se para fazer com que hoje, o sol brilhe por cima das nuvens de tempestade. Obrigada, amigos.
O que é que estão à espera para irem lá ver?
Publicado por lique às 11:54 AM | Comentários (9)
janeiro 07, 2005
Entre amigos - destaques e agradecimentos
No início de um fim de semana complicado por razões de vária ordem, só tenho tempo para destacar aqui alguns blogs que apareceram recentemente e que, para além de serem da autoria de pessoas que estão na tal “caixinha dos afectos”, são um garante de qualidade de escrita e/ou imagem.
À flor da pele da Aimée e do Corto Veneti
As coisas de que gosto da Lola Viola
Em linha recta da Lmatta
Uma forma de olhar da Lia e do Nino Garbin
Por vezes também, as demonstrações de amizade e de consideração pelo trabalho que fazemos, deixam-nos surpresos e comovidos. Por isso, eu quero agradecer ao Zecatelhado a atribuição do BlogOuro desta semana a este espaço. Zeca, farei por merecer.
A todos desejo um bom fim de semana e vão dando uma olhadela nestes blogs que sugiro. Garanto que não se arrependem.
Publicado por lique às 05:39 PM | Comentários (17)
dezembro 02, 2004
Wind

Apareceu em Abril como a brisa leve que tudo refresca soltando no éter uma gargalhada. Companhia certa de todos os dias, sabendo-me assim, lendo já palavras até nas entrelinhas.
Tanta coisa se passou nestes quase oito meses, aqui neste espaço virtual onde as amizades se estreitam sem sabermos porquê, que parece que aquele vento de Abril esteve na minha vida desde sempre.
Mas só alguma afinidade inexplicável pode justificar um reconhecimento instantâneo. Naquele jantar, soubemos quem éramos antes de o dizer. E, para mim, foi reconhecer uma amiga e sentir por aquela "miúda" (desculpa!) uma ternura enorme. Isto, ela não sabe. Mas é um bom dia para lhe dizer.
Porque hoje a WIND faz anos. Parabéns, mulher ventania. Parabéns, companhia de todos os dias, aqui no virtual. No mundo real, naquele que de facto conta, parabéns, minha amiga!
Publicado por lique às 12:06 AM | Comentários (23)
novembro 11, 2004
Em memória de Yasser Arafat

"Gostaria de ser lembrado como um dos palestinianos que sofre, a tentar fazer o melhor pelo seu povo"
Yasser Arafat, numa entrevista ao correspondente da SIC no Médio Oriente
Descansa em paz, essa paz que não te deixaram ter nem na vida nem na morte.
Publicado por lique às 08:45 AM | Comentários (31)
setembro 19, 2004
Tu és quem?
Acho que ainda não tenho os olhos completamente abertos. Entrar em casa de madrugada já não está muito nos meus hábitos, claro. Mas não é só isso. Se não fosse o formigueiro nos dedos que me avisou que tinha que escrever sobre isto, estaria só a recordar-vos, já com alguma melancolia.
Dar rosto a alguns que por aqui passam era uma expectativa grande. Dar-lhes personalidade e olhar (sendo que para mim o olhar é o reflexo interior de cada um) era um autêntico desafio e talvez também um risco. Afinal, a minha expectativa e o meu desafio eram também a expectativa e o desafio dos outros.
Encontrámo-nos. Olhámos nos olhos uns dos outros, não todos claro ( seria impossível no meio de 50 e tal pessoas), mas aqueles com quem mais desejávamos esse “olhos nos olhos”. Foi pouco tempo, foi fugaz mas agora eu sei as gargalhadas de uns, os olhares solidários de outros, as palavras simples fora do registo literário.
Alguns que não “conhecia” despertaram-me uma enorme curiosidade pela vivacidade, pela graça natural, pela simpatia. Com esses eu vou fazer o percurso contrário: a partir da pessoa quero conhecer a obra.
Tudo isto aconteceu ontem (ou já foi hoje?) e eu já tenho saudades. Para mim foram algumas horas muito ricas de sensações múltiplas, desde o reconhecimento automático, à surpresa, à cumplicidade e, claro, ao divertimento. Espero que tenha sido igual para todos.
(Tudo isto vem a propósito do grande jantar da Irmandade dos Blogs organizado pelo Zecatelhado , a quem temos todos que agradecer o enorme trabalho que os preparativos do acontecimento lhe devem ter dado. Podes continuar, Zeca, nós estamos lá!)
Publicado por lique às 11:18 AM | Comentários (26)
setembro 15, 2004
A magia da colaboração (II)
Mais uma vez a Sara do Estrela Vertiginosa convidou alguns amigos aqui da blogoesfera para, em colaboração, fazerem o post Conversa à mesa do café. Aconselho todos a ir lá espreitar. Podem aproveitar também para ficar a conhecer os belos textos e fotos que por lá vão aparecendo, noutros posts.
Publicado por lique às 11:23 AM | Comentários (9)
setembro 13, 2004
De volta
Pronto, já está dito, estou de volta. O meu "contrato" comigo própria enquanto pessoa que sente necessidade de escrever e convosco , os que por aqui passam, comentando ou não, está renovado. As condições serão ligeiramente diferentes, sendo que não me vou obrigar a publicar diariamente, dando-me assim mais tempo de reflexão e capacidade para ler e comentar todos aqueles que eu gosto de visitar e também procurar outros com tanto valor que por aí há, coisa para a qual não tem havido qualquer disponibilidade.
Todos os que estão nisto comigo sabem que o acto de "criar" (no meu caso escrever) é, por vezes, difícil e revela/rasga a nossa intimidade. Acaba por ser sempre assim. Também, para mim, só assim faz sentido. Do que vocês adivinham de mim e do que eu tento ler nas vossas entrelinhas resulta a tão gostosa interacção que temos tido em alguns posts. Isto é para continuar neste novo "contrato".
E, assim sendo, sem mais delongas nem conversas lamechas, eu assino este "contrato" com o meu nome real.
Alice
Publicado por lique às 03:52 PM | Comentários (26)
setembro 08, 2004
Até já!
Este mês de Agosto (agora já Setembro) deu-me algumas pancadas que me fizeram perceber até que ponto eu sou mais frágil do que o que mostro por aqui. Ainda não me refiz da partida da minha filha e o desaparecimento destas actividades bloguísticas de várias pessoas que eram meus pilares de apoio quase desde o princípio faz com que eu precise de dar a mim própria uns dias para pensar. Não estou a perspectivar desistir mas sim reformular a minha actividade aqui, de uma forma que aligeire o tempo que gasto com tudo isto. Talvez passe a publicar só duas ou três vezes por semana. Logo se verá. O post Blogando era já um sinal das minhas inquietações e o dia de ontem só veio piorar tudo.
Assim, quero, antes de mais, lembrar os que foram desistindo de tudo isto por razões que profundamente respeito: a doce e talentosa Anomalia, a poetisa guerreira Encandescente, a mulher solidária e extraordinariamente culta Adesse, o artista e homem de causas TCA, a tão talentosa fotógrafa e defensora da justiça Lia e a minha comentadora ventania, a Wind. De todos vou sentir a falta e espero que todos me vão dando notícias, como puderem. Vocês fazem-me falta.
Agradecendo a todos os outros a amizade, o carinho, a colaboração, digo-vos até já, provavelmente para a semana. Beijos a todos.
Publicado por lique às 09:39 PM | Comentários (62)
O prometido é devido
Prometi que faria uma divulgação dos resultados do post anterior. Para começo de conversa, é óbvio que as minhas escolhas das citações não foram inocentes. De propósito não há aqui visões românticas do amor. Eu só queria ver quantos incuráveis românticos aqui passam. Então, acho que podemos concluir que as citações mais votadas são :
"Só se ama o que não se possui completamente" , Marcel Proust – 9 votos
“"Nunca amamos ninguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos. Isso é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma ideia nossa", Fernando Pessoa – 9 votos
"Ama o impossível, porque é o único que te não pode decepcionar", Vergílio Ferreira – 2 votos
"Passamos metade da vida à espera daqueles que amamos e a outra metade a deixar os que amamos", Victor Hugo - 1 voto
"Amar, é ver-se como um outro ser nos vê, é estar apaixonado pela nossa imagem deformada e sublimada", Graham Greene - 1 voto
Quem quiser ver as belas definições deixadas pelo José Duarte, pelo Almaro, pela Maria Branco, pela MJM, pela Lú, pela maat7, pela Amita, pelo José Gomes , pela Moriana e pela M.P. vai ter que ler os comentários.
Irei actualizando os resultados, se houver mais comentários. Bem me parecia que havia por aqui muitos incorrigíveis românticos.
E qual prefiro eu? Das citações prefiro a de Proust, sem hesitação. E transcrevo aqui um poema de Nuno Júdice que, neste momento, (porque o amor não é igual em todos os momentos) significa muito para mim:
"Eu, sabendo que te amo,
E como as coisas de amor são difíceis,
Preparo em silêncio a mesa
do jogo, estendo as peças
sobre o tabuleiro, disponho os lugares
necessários para que tudo
comece: as cadeiras
uma em frente da outra, embora saiba
que as mãos não se podem tocar,
e que para além das dificuldades,
hesitações, recuos
ou avanços possíveis, só os olhos
transportam, talvez, uma hipótese
de entendimento. É então que chegas,
e como se um vento do norte
entrasse por uma janela aberta,
o jogo inteiro voa pelos ares,
o frio enche-te os olhos de lágrimas,
e empurras-me para dentro, onde
o fogo consome o que resta
do nosso quebra-cabeças."
Publicado por lique às 07:12 PM | Comentários (4)
setembro 07, 2004
Que amor preferem?

Desculpem, mas a minha falta de inspiração hoje leva-me a pedir a quem por aqui passar para colaborar comigo. Vou transcrever aqui 15 citações sobre o amor e o que vos peço é que me digam qual preferem. Em alternativa, podem sempre deixar uma vossa, original. No fim, publico os resultados. Boa maneira de não fazer nada, não acham? Vá lá, o amor é um tema que inspira qualquer um (ou uma, bem entendido)!
1 - "O prazer do amor é amar e sentirmo-nos mais felizes pela paixão que sentimos do que pela que inspiramos"
François La Rochefoucauld
2 - "Se julgarmos o amor pela maior parte dos seus efeitos, ele assemelha-se mais ao ódio do que à amizade"
François La Rochefoucauld
3 - "Passamos metade da vida à espera daqueles que amamos e a outra metade a deixar os que amamos"
Victor Hugo
4 - "O amor, tal como existe na sociedade, não passa da troca de duas fantasias e do contacto de duas epidermes"
Sébastien-Roch Chamfort
5 - "Só se ama o que não se possui completamente"
Marcel Proust
6 - " Dizer que se vai amar uma pessoa a vida toda é como dizer que uma vela continuará a queimar enquanto vivermos"
Léon Tolstoi
7 - "Amar, é ver-se como um outro ser nos vê, é estar apaixonado pela nossa imagem deformada e sublimada"
Graham Greene
8 - "Nunca amamos ninguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos. Isso é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma ideia nossa"
Fernando Pessoa
9 - "O amor não é o lamento moribundo de um violino longínquo - é o rangido triunfante das molas da cama"
Sidney Perelman
10 - " Um homem tem sempre medo de uma mulher que o ame muito"
Bertolt Brecht
11 - "O amor começa quando uma pessoa se sente só e termina quando uma pessoa deseja estar só"
Léon Tolstoi
12 - "Ama o impossível, porque é o único que te não pode decepcionar"
Vergílio Ferreira
13 - " Quem disser que pode amar alguém durante a vida inteira é porque mente"
Florbela Espanca
14 - "Para ser adorado por uma mulher convém amá-la pouco, prometer muito e fingir sempre"
Pierre Ronsard
15 - " Amor é o que acontece entre um homem e uma mulher que não se conhecem muito bem"
William Maugham
Publicado por lique às 10:44 PM | Comentários (25)
setembro 05, 2004
Blogando

Como já disse por aí num comentário, estou no lento processo de importação dos posts do Sapo, aqui para o weblog. Lento, por falta de tempo e também porque, a maior parte das vezes, quando eu posso o Sapo não deixa. Num dos meus posts iniciais que se chamava “A razão de ter um blog” encontrei um comentário de alguém, a quem infelizmente perdi o rasto, que transcrevo, não na íntegra porque não teria lógica, mas naquilo que pode servir de base a algo que até sei polémico (eu adoro meter-me nestas coisas…) mas que de certa forma interessa a todos os que por aqui andam. Trata-se das virtudes e dos vícios deste mundo virtual e desta blogodependência.
“... isto do blog tem sempre por detrás uma necessidade, a necessidade de nos mostrarmos a coberto deste anonimato. Depois, evolui, sublimamos aqui tanta coisa, inventamo-nos personagens disto, nos caso mais "graves", desenvolvemos múltiplas personalidades que se vão distribuindo pelos vários blogs que vamos criando. (…) Numa fase mais "eufórica", somos embriagados pelo suposto poder que isto nos dá sobre os outros.. é como uma droga, percebes? E tem que haver um grande equilíbrio por parte do blogger para não ser arrastado por isto e deixar de viver a sua vida real, isto toma-nos tempo, muito...desenvolvemos "relações" com outros que são tão "sombras" como nós. E sim, os reais ficam a perder. Tudo depende da maneira como encaras isto. Até porque o que de "grandioso" se passa, é atrás do blog e essa é última fronteira: quando se passa do blog para o mail e do mail para o chat e seus "derivados", pode criar muita infelicidade. Lique, aqui podemos ser tudo, ser o que sempre desejamos e nunca fomos, percebes? E os outros podem ter a tresloucada ideia de nos manipular, ou porque pensam detectar supostas fragilidades,ou por mero exercício de poder gratuito. (…) Sim, isto pode ser perigoso se se confundir com a realidade, ou se começarmos a criar novas personalidades.”
Por vezes a criação de múltiplas personalidades tem a ver com a coerência e o arrumar do que se escreve e pode até ser sinal de multifacetados talentos. Portanto, nessa parte, não concordo a 100% com o comentário. Também me parece que, no global, o balanço entre os aspectos positivos e negativos depende da atitude que tomamos perante este fenómeno que se apodera um pouco de nós. Mas há muita coisa aqui sobre a qual vale a pena meditar, não vos parece?
Publicado por lique às 07:55 PM | Comentários (58)
A todos os amigos alojados no Sapo

Desde ontem, tenho passado nos vossos blogs para vos ler, o que fiz, e comentar, o que é impossível, parece que desde há dois dias. Também não consigo entrar nos meus comentários do blog antigo pelo que presumo que o bichinho verde voltou a fazer das suas, desta vez durante bastante mais tempo que o habitual. Continuarei a passar nos vossos espaços e espero que o problema se resolva rapidamente. Beijinhos para todos.
Publicado por lique às 11:01 AM | Comentários (10)
setembro 02, 2004
Petição contra a proibição da entrada em águas territoriais do barco da Women on Waves
Quem estiver interessado em assinar esta petição, basta clickar aqui
Publicado por lique às 09:55 AM | Comentários (18)
agosto 31, 2004
Vai, menina

Pablo Picasso, Mother and Child
Sei que vou ter que te dizer até já, pensando adeus. Menina que nasceste de mim, que estiveste no meu colo, a quem sequei tantas lágrimas, com quem ri risos cristalinos. O caminho abre-se à tua frente e eu vejo-o claro, cheio da luz que tu consegues trazer contigo. A luz da tua inteligência, da tua ironia, da tua ternura. Vais-te embora, menina, e fico a contar os dias até voltares, até te ver de novo naquele aeroporto ou lá no país abaixo do mar. É o teu destino que tomas nas tuas mãos. Não mais nas minhas. Eu só posso esperar, apoiar, suportar. Assim será. Que sejas feliz, menina, nesse país que tu adivinhas frio e de que tens um pouco de medo, eu sei. Mas o caminho passa por lá e tu tens que o fazer. Por tua escolha. Por tua lúcida escolha que eu só posso respeitar e admirar, já não tanto como mãe mas como de mulher para mulher, de amiga para amiga. Vai então, menina, e não olhes para trás. Faz a tua vida que as tuas raízes estão aqui, esperando.
(Para a Ana que parte para a Holanda no sábado)
Publicado por lique às 09:38 PM | Comentários (44)
agosto 27, 2004
Women on waves

É verdade que vamos entrar em fim de semana, dias em que é costume haver por aqui uns poemas dos autores que eu gosto, para que a minha inspiração possa respirar um pouco e pensar na próxima semana. E haverá, amanhã.
Hoje tenho que trazer aqui este assunto, sem querer obviamente chocar as convicções de ninguém. O chamado “barco do aborto” está a caminho de Portugal. Uma interrogação fundamental se me depara:
- Que diabo de país é este que ainda não conseguiu resolver este assunto a contento de ninguém, a ponto de ser considerado um dos países onde os direitos das mulheres nesta matéria são espezinhados?
Assim de repente, parece-me que despenalizar o aborto e criar condições de apoio e aconselhamento médico não é incentivar à prática do aborto. Isto é o que diz o senso comum. Afinal, as mulheres que se vêem sem condições para criar uma criança não deixam de praticar o aborto. Simplesmente, se tiverem dinheiro fazem-no sem riscos, se não tiverem arriscam-se a morrer.
Pensando um pouco sobre tudo isto, não consigo sequer perceber porque é que, num país em que, que eu saiba, já não existe religião oficial do Estado, se continua a seguir a política (mais habitual em países dominados até politicamente pela Igreja católica) de proibir e penalizar criminalmente as mulheres que decidem abortar. Despenalização significa que quem é contra continua a sê-lo e a seguir a sua consciência mas não obriga os outros a seguir as suas convicções. E isto é democracia e estado laico. Não me venham falar em direito à vida os que defendem que, quando há a escolher entre a vida da mãe e do bebé, se deve escolher o bebé e deixar morrer a mãe.
Dito tudo isto, eu não sou a favor nem contra o aborto. Sou totalmente a favor do direito de opção. Apoiado, aconselhado e acompanhado por uma política correcta de planeamento familiar.
Agora já desabafei, pronto. Tenho andado com esta conversa entalada na garganta há uns dias. Quem quiser saber mais sobre a “Women on waves” pode consultar este sítio.
Publicado por lique às 09:23 PM | Comentários (36)
agosto 22, 2004
Uma homenagem à escrita

Nas minhas viagens na net encontrei este sítio que está linkado aí ao lado em Sítios porque não é exactamente um blogue. Trata-se de uma homenagem à escrita, tal como o nome indica e podem lá encontrar biografias e textos de Al Berto, Fernando Pessoa, José Luís Peixoto, Ruy Belo, Sophia de Mello Breyner. Existem também colectâneas temáticas: Poetas a cantar, Poetas a rir e poemas e contos sobre gatos. O projecto está em desenvolvimento, podem deixar a vossa opinião, assinando o livro de visitantes. É uma visita que recomendo vivamente.
Publicado por lique às 01:45 PM | Comentários (12)
agosto 21, 2004
Psst...

O Ognid do Catedral faz anos hoje. Como sei? Ora, disse-me aqui este meu dedo que adivinha! Vão lá dar-lhe os PARABÉNS!!!
Publicado por lique às 12:24 AM | Comentários (10)